segunda-feira, dezembro 05, 2011

Enigma histórico


Eu sei que devia falar de coisas sérias ou até do Natal que é uma linda festa mas como não coloco nenhum enigma há muito cá vos deixo com este!
Quem representa este busto e onde se encontra?

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Noite

Milhões de barcos perdidos no mar!
Perdidos na noite!
As velas rasgando de todos os ventos.
Os lemes sem tino
vogando ao acaso
roçando no fundo
subindo na vaga
tocando nas rochas!
E quantos e quantos naufragando...
Quem vem acender faróis na costa do mar bravo?!
Quem?!


Manuel da Fonseca



Houve um final feliz para os pescadores de Caxinas e nós por eles também estamos felizes!
Mas este poema refere-se a outros naufrágios...





quinta-feira, dezembro 01, 2011

O Fim da Restauração



A propósito do feriado da Restauração que gozamos, em princípio, pela última vez, lembrei-me de Carlos Paião!
Vale a pena ouvir este "Pião -das Nicas"!

quarta-feira, novembro 30, 2011

Efeméride

Passa hoje mais um aniversário da morte de Fernando Pessoa ocorrida a 30 de Novembro de 
de 1935.
Normalmente assinalo este aniversário com poesia mas hoje decidi optar pela prosa do "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares, um semi-heterónimo de Pessoa uma vez que ele próprio o afirma na seguinte frase:
"...não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e a afectividade."
E fiz esta opção precisamente por dominar mal esta "pessoa" de Pessoa, em relação aos três heterónimos mais conhecidos.


O cansaço de todas as ilusões e de tudo que há nas ilusões - a perda delas, a inutilidade de as ter, o antecansaço de ter que as ter para perdê-las, a mágoa de as ter tido, a vergonha intelectual de as ter tido sabendo que teriam tal fim.
A consciência da inconsciência da vida é o mais antigo imposto à inteligência. Há inteligências inconscientes - brilhos do espírito, correntes do entendimento, mistérios e filosofias - que têm o mesmo automatismo que os reflexos corpóreos, que a gestão que o fígado e os rins fazem de suas secreções.
Bernardo Soares
Nota:Peço desculpa pelas aspas que surgem onde não deviam surgir. Ocorreu um erro na colagem que não consegui corrigir.

segunda-feira, novembro 28, 2011

Museu do Chiado e Malhoa

Em Agosto fui visitar no Museu Nacional de Arte Contemporânea, mais conhecido pelo Museu do Chiado, uma exposição intitulada "Arte Portuguesa do Séc. XX - 1910-1960- Modernidade e Vanguarda ", tal como a foto documenta, embora com pouca visibilidade.
A visita foi guiada e realizou-se à noite numa excelente iniciativa deste museu. As inscrições eram prévias e a entrada gratuita.
Era uma exposição muito interessante e pude rever alguns quadros de pintores bem conhecidos e ver outros que desconhecia totalmente.
O jovem que guiou o grupo onde estava inserida e que julgo pertencer aos "quadros" da casa ou pelo menos contratado para esse fim apresentou-se vestido informalmente, de calções e sapatilhas o que nada me incomodou .
E por que razão me fui lembrar agora desta exposição?
Acontece que o tal jovem na apresentação e análise dos quadros decidiu fazer comparações com correntes de pintura anteriores a este "modernismo e vanguarda" e fez de José Malhoa uma espécie de "bombo da festa", tornando-se mesmo deselegante nas suas apreciações e isso incomodou-me bastante.
Parece-me que não é este o papel de um guia...



Ontem, assistindo no Canal 2 ao programa "Câmara Clara" dado a partir do Museu do Fado, pude rever o célebre quadro de Malhoa que deu origem ao fado da autoria de Frederico Valério e que Amália Rodrigues tão bem cantava!
Olhei, tornei a olhar para o quadro e continuei a achar injustos os comentários do tal jovem guia.
Afinal não se pode comparar o incomparável!


Já agora aproveito para vos perguntar se identificam o autor deste quadro que constava da exposição?
Não tirei mais fotos porque a bateria da máquina terminou e não levava outra. 

sexta-feira, novembro 25, 2011

Novembro

Novembro vai-se esvaindo pardacento e triste com uns fogachos de azul e luz!
De hoje a um mês é dia de Natal e a época que já se iniciou nas lojas, centros comerciais e na carteira pouco recheada da maioria dos portugueses, dá-me vontade de hibernar e de acordar só depois dos Reis!
A ditadura do calendário com as pessoas  felizes, à força ou não, de estrelinhas nos olhos e guizos a tinlintar metaforicamente nas orelhas provoca-me um certo mal estar...
Desculpai lá a minha fraca apetência para estas natalices, sei que a maioria dos meus visitantes não sente o mesmo e ainda bem!
Em todo o caso vou fazer um esforço para não destoar muito no ambiente familiar.
No fundo, cada um desempenha o seu papel!

domingo, novembro 20, 2011

Curiosidades "florestais"


No âmbito das Jornadas da Floresta, uma iniciativa do Município de Ourém integrada nas comemorações do Ano Internacional das Florestas, pude assistir ontem de manhã a duas palestras sobre a temática das Políticas Florestais e Ordenamento do Território e Floresta Autóctone. Fiquei-me apenas pelos trabalhos da manhã porque uma tosse persistente, que me acompanha há uns dias, já começava a perturbar o vasto auditório.
Foram de grande interesse as duas apresentações mas vou apenas referir duas curiosidades apontadas pelo 1º orador, o Dr. João Pinho:
Primeira curiosidade - Portugal é o 3º país com menos floresta na posse do Estado, a seguir às Ilhas Salomão  e ao Uruguai.
O Estado detém apenas 2% das áreas florestais, incluindo já as que pertencem aos municípios.
Segunda curiosidade - a primeira grande acção de florestação em larga escala na história da humanidade, realizou-se durante o séc. XIII, em Portugal, com a plantação do Pinhal de Leiria.
Todos sabemos o que decorreu desta iniciativa pioneira, além da protecção das terras de cultivo ali estavam "as naus a haver" que nos levaram a dar novos mundos ao mundo e a irmos para além da dor!  

quarta-feira, novembro 16, 2011

"Venham enfim"

No 89º aniversário do nascimento de José Saramago deixo-vos um poema seu!



Venham enfim as altas alegrias,
As ardentes auroras, as noites calmas,
Venha a paz desejada, as harmonias,
E o resgate do fruto, e a flor das almas.
Que venham, meu amor, porque estes dias
São de morte cansada, 
De raiva e agonias
E nada.


José Saramago, in "Provavelmente Alegria"

segunda-feira, novembro 14, 2011

Como é possível?


( foto da net)

Esta bela ponte quinhentista que atravessa o rio Vouga ruiu há dias numa freguesia do concelho de Águeda!
Desta vez "apenas" um jovem ficou ferido com gravidade porque há seis meses que o trânsito estava vedado a veículos ligeiros e pesados, havendo a possibilidade de ser usada por peões, bicicletas e motas.
Há anos que a degradação da ponte era evidente mas o habitual "jogo do empurra" levou ao desfecho que já conhecemos.
A falta de verba para a sua requalificação, por parte da autarquia, é uma das justificações, mas o "assobiar para o lado" e esperar que o pior não aconteça é uma das nossas características!
"A ponte é uma passagem para a outra margem" - cantam os "Jafumega!
Esta deixou de o ser!
Como é possível?

sexta-feira, novembro 11, 2011

Bom fim de semana!


Desejo a todos os amigos que tiverem a gentileza de passar por aqui um óptimo fim de semana, bem recostados nas almofadas dos vossos lares ou noutro sítio qualquer!
Já que o Orçamento de Estado não tem almofadas, usemos as nossas!