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terça-feira, junho 17, 2025

Reflexões

 Na Biblioteca Palácio Galveias, António Araújo fez a apresentação da biografia de Herberto Helder "Se Eu Quisesse Enlouquecia", da autoria de João Pedro George.

É uma longa, interessante e inusitada apresentação onde se refere que o autor pesquisou, durante 8 anos, tudo e mais alguma coisa sobre o homem e o poeta, para publicar esta obra que atinge quase 900 páginas.

Mas a minha reflexão só tem a ver com o título, aliás enlouquecer é um verbo recorrente em Herberto Helder.

Penso eu que querer enlouquecer não é assim tão difícil, difícil será poder enlouquecer.

Se eu pudesse enlouquecia não tem nada de poético, prende-se apenas e só com a nossa capacidade de resistência a esta vertigem que é a vida.

quarta-feira, abril 02, 2025

Conselho de Ministros no Bolhão

Finalmente o ainda PM descobriu que Portugal não é só Lisboa, mas também o Porto e decidiu dirigir-se de autocarro, com toda a sua equipa até à Cidade Invicta, para aí realizar um conselho de ministros.

No Bolhão, porque não se encontrou outro local e também pelas boas condições acústicas.

Com a faca e o queijo na mão, faz o que muito lhe apraz.

A convocatória por SMS dos militantes, juntou o útil ao agradável.

quinta-feira, março 27, 2025

Por cá

 Enquanto a nossa atenção se foca no mundo a desabar lá longe, esquecemo-nos de olhar cá para dentro.

Cuidado, que os tempos que aí vêm não se adivinham fáceis e há sinais preocupantes.

Eles andam por aí!

terça-feira, março 11, 2025

Sozinhos em casa

 De vez em quando surgem notícias de idosos encontrados em casa, sem vida, depois de vários dias sem serem vistos.

Ficamos incomodados, interrogamo-nos como é possível isto acontecer mas depois passa a esquecido.

Normalmente estas mortes ocorrem em meios de extrema pobreza, sem uma rede de apoio familiar ou institucional, por vontade própria, por esquecimento, por negligência, por não sinalização do idoso sozinho em casa.

Agora ficamos siderados com a trágica morte desse genial ator Gene Hackman, da sua mulher e de um dos seus cães.

Como é possível alguém bem instalado na vida, com dinheiro, com todas as condições para ter uma rede de apoio, perecer por abandono?

Nem vizinhos, nem familiares, nem polícia de proximidade, ninguém se apercebeu que naquela mansão estava alguém em dificuldades?

Ontem, falando ao telefone com uma amiga que se encontra sozinha, dizia-lhe que é uma obrigação contactarmos diariamente com quem se encontra nessas condições. 

São precisos sinais de vida entre familiares, amigos e vizinhos.

É preciso voltar à proximidade física ou à distância entre as pessoas!

quinta-feira, dezembro 15, 2022

Reconstrução

Peço desculpa pela minha ausência que foi, aliás, muito sentida. A propósito da destruição provocada pelas cheias, na zona da Grande Lisbos e na zona de Portalegre, dos milhões de euros perdidos e os que têm de se gastar para repor a vida das pessoas nos eixos, lembrei-me de um documentário que vi, já há algum tempo, sobre a reconstrução de Berlim depois da 2ª Guerra Mundial. Como sabem a cidade ficou destruída mas com milhares de moradores que até dos jardins públicos fizeram hortas para sobreviverem. Primeiro com o auxílio dos Aliados, depois por conta própria, os alemães iniciaram o seu caminho para a normalidade. Só que, imaginem, a requalificação final deu-se em 2010, já no séc. XXI. Agora é só pensar um pouco, começando na Ucrânia, passando pela Palestina e continuando por esse mundo fora!

segunda-feira, julho 05, 2021

Buganvília


 Quando na curva da estrada te deparas com o grito colorido de uma buganvília, não há palavras tuas nem de outrem que possam exprimir a emoção sentida!


P.S. A foto é da Net

quarta-feira, junho 09, 2021

Muros

 Como vivo numa zona só de vivendas faço normalmente  as minhas caminhadas aqui pelos arredores e tenho constatado que os proprietários estão a construir muros cada vez mais altos e mais opacos.

Sei que há razões sociais , logísticas e tradicionais, entre outras, para não termos zonas residenciais como as que vejo nos filmes dos USA, ingleses, australianos, holandeses , etc. com relvados e jardins à frente, sem muros  e privacidade atrás.

Mas esta história de estarmos cada vez a emparedarmo-nos mais, incomoda-me porque reflete a fraca capacidade de comunicação existente, mesmo em comunidades onde não há estranhos.

sábado, março 13, 2021

A Primeira Papoila


 Não sei se foi o verde que motivou a papoila a romper sozinha, se foi a papoila que não teve medo da solidão!

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Cascata fotográfica



Escorrem pela parede rostos encaixilhados, alguns o meu filho não chegou a conhecer, para não falar dos meus netos.
Assim, no meu escritório existe uma cascata fotográfica.
Quando já cá não estiver a cascata irá ser encaixotada, penso eu ao olhar para a parede que tão insensatamente enchi de rostos familiares!