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quinta-feira, fevereiro 18, 2021

Conclusão da Experiência

 A experiência que fiz tem a ver com a comparação do meu mural do FB e do meu blogue-

Coloquei a mesma imagem do vaso de violetas e a mesma pergunta nos dois espaços.

No FB contei apenas os comentários verbais, deixei de fora todas as mensagens icónicas e foram 18 esses comentários.

No blogue houve 13 comentários.

Do ponto de vista de conteúdo houve referências a La Violetera, de Sarita Montiel, a memórias de infância de quintais/jardins de familiares muito queridos, referência ao aroma, à cor, ligação à Primavera , às andorinhas, à renovação, ao recomeço, à beleza dos pequenos pormenores, ao poder da terra, uma amiga do face disse que é do tempo em que se vendiam raminhos de violetas no Chiado e a nossa amiga Teresa lembrou as flores preferidas da Teté.

Tirando esta lembrança só possível no blogue, pude concluir que não houve um estilo diferente entre uns e outros comentadores.

Seria da imagem, seria da pergunta, seria da postura de uns e outros?

Falta-me dizer o que me lembra o tal vaso:

. A Moda das Tranças Pretas - cantado por Vicente da Câmara

.La Violetera - cantado por Sarita Montiel

E ainda os longos passeios pelos campos da minha infância na companhia da minha amiga F. (que já partiu há uns anos), em busca de violetas com as quais nos armávamos em perfumistas.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

As Minas do Rei Salomão


No dia em que fiz 10 anos, o meu padrinho, irmão do meu pai, decidiu presentear-me com uma ida ao cinema.
Nessa altura, a terra onde nasci, embora fosse uma aldeia, fervilhava de gente devido à sua florescente indústria têxtil e tinha um excelente cine-teatro onde todos os domingos passava um filme.
A idade do público mais jovem era controlada, à entrada,  por dois soldados da GNR mas esse controlo   abrandava com filmes de aventuras e quando íamos com adultos.
Então, como estava dizendo, fui presenteada com uma ida ao cinema na companhia do meu padrinho, ainda solteiro,  que decidiu levar também a minha avó.
Caseira como era, dada a poucas saídas, sempre numa roda viva com a casa cheia de filhos, teve nove, e de netos, não tinha a mínima vontade de ir, com toda a certeza, mas aquele era um filho muito especial que até lhe dedicava poemas, daí não ter conseguido furtar-se ao convite.
E lá se sentou entre a neta e o filho para vermos juntos  "As Minas do Rei Salomão", um filme de 1950 mas tudo o que lá chegasse com pouco menos de dez anos de atraso era absolutamente actual.
Às tantas, apercebo-me que a minha avó estava a bichanar e tendo ela uma boa escolaridade, leria as legendas apenas com o olhar.
Foi então que reparei que, no colo, numa dobra da saia, tinha um terço e estava simplesmente a rezar.
Dei um toque ao meu padrinho, por detrás do ombro da avó, de forma a que visse o que se estava a passar.
Ele sorriu, eu sorri e a avó lá continuou a rezar.
Nunca mais me esqueci deste filme nem deste episódio da minha infância e se o lembro agora aqui, nesta data, foi por ter ouvido logo de manhã, na rádio, que no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café no Boulevard des Capucines, em Paris, os irmãos Lumiére fizeram a verdadeira divulgação do cinematógrafo com entradas pagas, passando " La Sortie de l´usine Lumière à Lyon".
Claro que nem eu nem o meu padrinho fizemos qualquer reparo à nossa orante companheira!

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Contos de Grimm


Os Contos dos Irmãos Grimm atravessaram e continuarão a atravessar gerações!
No sótão cá de casa, na biblioteca infanto-juvenil dos rapazes, há um livro destes que ainda há-de passar pelas mãos do Dinis!

terça-feira, julho 03, 2012

Isto é como andar de bicicleta...

"Isto é como andar de bicicleta, quem aprendeu não esquece!" - é uma frase que ouço muitas vezes a propósito de tudo e de nada.
Acontece que a mim não se aplica.
Como, não digo a maioria, mas muitas crianças da minha geração, aprendi a andar de bicicleta. Parte das férias grandes, que eram mesmo grandes, eram passadas em casa dos avós maternos, no coração do planalto de Santo António, no actual Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros onde me esperavam dias e dias de brincadeira com primos e primas que se fartavam de rir com as meus problemas de adaptação à vida em total liberdade.
Era quase considerada como prima da "cidade"!
Foi com eles que aprendi a pedalar em caminhos de terra batida, não havia outros, à custa de muita queda e de muitas esfoladelas de joelhos, cuidadosamente desinfectados pela avó Emília.
A minha grande dificuldade estava em voltar atrás sem parar...tinha que descer da bicicleta, virá-la no sentido contrário, montar de novo e seguir em frente!
Com o tempo não me tornei grande ciclista mas desembaraçava-me bem.


Agora, quando passo frente a esta simpática esplanada do meu novo bairro em Lisboa ou quando lá me sento, fico com os olhos presos na bicicleta que faz parte do "mobiliário".
Tenho mesmo que voltar a treinar já que também há uma ciclovia no bairro!