Com seis honrosas participações, que agradeço ( António, Catarina, Teresa, Rogério, Fatyly e São), depressa o enigma foi decifrado, graças à explícita pista do Rogério.
É de facto a Biblioteca Municipal de Miranda do Douro, terra cheia de aspetos bem interessantes.
Na Sé Catedral, monumento nacional, encontra-se um ícone religioso, o Menino Jesus da Cartolinha, é também sede da Diocese de Bragança/Miranda, entre escarpas corre o Douro, os pauliteiros são uma imagem de marca e ainda o mirandês.
A língua mirandesa ( lhéngua/ léngua mirandesa, mirandês ) é o nome oficial que recebe o asturo-leonês em território português.
Possui estatuto de língua reconhecida como 2a língua oficial, em Portugal, desde 1999. Até aí era considerado um dialeto.
A sua preservação deve-se à geografia e ao isolamento das Terras de Miranda, outro fator é a proximidade e a acessibilidade a Espanha, onde ainda se fala o asturiano nas zonas rurais.
Assim, o mirandês não pertence à mesma família do português e do galego que alguns especialistas consideram ser duas variantes da mesma língua.
Peço desculpa pela superficialidade mas a linguística, com todas as alterações fonéticas e sonoras do Latim para as línguas ibéricas, é assunto demasiado complexo.
A existência de uma hora de estudo no programa escolar dos alunos não vai ajudar a sua continuidade por muitos anos.