Com os tempos que vivemos e com o tempo que está o melhor é dar tempo ao tempo!
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domingo, outubro 25, 2020
segunda-feira, maio 20, 2019
Tempo
Na casa reina o silêncio quebrado pelo tic-tac dos muitos relógios espalhados por todas as divisões e todos desacertados, vive-se aqui um estranho tempo de desconserto.
Às vezes os gatos miam e eu agradeço-lhes a companhia!
segunda-feira, novembro 10, 2014
A azeitona não está preta...
Na semana passada passámos pelo olival para ver o estado da azeitona e como prevíamos é pouquíssima, tem bicho e nem sequer está preta! O tempo não lhe correu de feição!
As fotos são de há dois anos...
Costumamos dar a apanha a pessoas conhecidas que entendem bem do ofício e em troca recebemos uma parte em azeite.
Já no ano passado o olival deu pouco mas de boa qualidade, este ano a pouca que há ficará nas oliveiras.
A canção popular "Chapéu Preto" que tem uma quadra alusiva à azeitona não se poderá cantar por aqui.
A azeitona já está preta
Já se pode armar aos tordos.
Diz-me lá, ó cara linda,
Como vais de amores novos.
sexta-feira, novembro 07, 2014
terça-feira, novembro 04, 2014
Novembro
(foto da net)
O tempo está assim!
Ora chove, ora faz sol...
Quando era miúda, nestas ocasiões cantarolava:
"Está a chover e a fazer sol
E as velhas a dançar em Rio Maior!"
Lembro ainda um ditado de novembro:
Em novembro põe tudo a secar, que pode o sol não voltar.
sexta-feira, agosto 08, 2014
sexta-feira, janeiro 31, 2014
Janeiro
(imagem da net)
"Janeiro fora, uma hora e quem bem contar hora e meia há-de achar!"
A sabedoria popular exprime-se muita vezes por provérbios e este vem mesmo a propósito.
Já anoitece mais tarde e o caminho em direcção à luz da Primavera é irreversível!
Mas nem sempre o povo acerta...
domingo, dezembro 29, 2013
Em contagem decrescente...
No Tempo Dividido
E agora ó Deuses que vos direi de mim?
Tardes inertes morrem no jardim.
Esqueci-me de vós e sem memória
Caminho nos caminhos onde o tempo
como um monstro a si próprio se devora.
Sophia de Mello Breyner Andresen
In No Tempo Dividido
Etiquetas:
poesia portuguesa,
Sophia de Mello,
tempo
domingo, dezembro 30, 2012
Canção do dia de sempre
(imagem da net)
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência...esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
Mário Quintana
Nota: Quis encontrar um poema que falasse do tempo e que fosse uma forma agradável de vos desejar um bom recomeço no dia 1 de janeiro de 2013.
Foi este o escolhido e a ele juntei uma gravura de gatos bem divertidos!
Que o Novo Ano não seja tão desastroso como se prevê!
quarta-feira, dezembro 19, 2012
domingo, outubro 28, 2012
Cronos
Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem; outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro,
Vêem o que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto -
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.
Ricardo Reis
O conceito horaciano de carpe diem sempre tão presente na poesia do heterónimo de Pessoa, Ricardo Reis, a deixar-me com uma estranha sensação de viver num tempo suspenso tal como este relógio na parede amarela da minha cozinha!
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