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sábado, maio 03, 2025

Memória do Facebook

 Um bater negro de asas

Sobressalta o céu azul,

Um risco branco no alto

Traça a rota 

Rumo ao Sul.




Nota: Hoje a Facebook trouxe-me esta memória.

quinta-feira, fevereiro 18, 2021

Conclusão da Experiência

 A experiência que fiz tem a ver com a comparação do meu mural do FB e do meu blogue-

Coloquei a mesma imagem do vaso de violetas e a mesma pergunta nos dois espaços.

No FB contei apenas os comentários verbais, deixei de fora todas as mensagens icónicas e foram 18 esses comentários.

No blogue houve 13 comentários.

Do ponto de vista de conteúdo houve referências a La Violetera, de Sarita Montiel, a memórias de infância de quintais/jardins de familiares muito queridos, referência ao aroma, à cor, ligação à Primavera , às andorinhas, à renovação, ao recomeço, à beleza dos pequenos pormenores, ao poder da terra, uma amiga do face disse que é do tempo em que se vendiam raminhos de violetas no Chiado e a nossa amiga Teresa lembrou as flores preferidas da Teté.

Tirando esta lembrança só possível no blogue, pude concluir que não houve um estilo diferente entre uns e outros comentadores.

Seria da imagem, seria da pergunta, seria da postura de uns e outros?

Falta-me dizer o que me lembra o tal vaso:

. A Moda das Tranças Pretas - cantado por Vicente da Câmara

.La Violetera - cantado por Sarita Montiel

E ainda os longos passeios pelos campos da minha infância na companhia da minha amiga F. (que já partiu há uns anos), em busca de violetas com as quais nos armávamos em perfumistas.

segunda-feira, janeiro 11, 2021

Cantar

 Reparei que as minhas duas últimas postagens foram musicais e também tenho encontrado muita música pelos blogues que visito.

Gosto muito de cantar e nos tempos de colégio e de liceu pertenci sempre aos coros existentes. Quando estava no Liceu Sá da Bandeira em Santarém até atuámos na televisão.

Isto só para dizer que sinto muita falta do coro que abandonei para me dedicar a cuidadora informal e agora o regresso é problemático.

As poucas vezes que vou a cerimónias religiosas adoro participar nos cânticos que ainda recordo e se não os sei cantar fico totalmente alheada do ato porque só pelo canto me sinto presente.

Em casa, mesmo sozinha, vou trauteando aquilo que me vem à lembrança.

Com o frio que está ultimamente tem sido "Tombe la neige" de Adamo, dos meus tempos de menina e moça.

Enfim, quem canta seus males espanta!

quinta-feira, novembro 21, 2019

O rapaz da camisola cinzenta


O meu rapaz não tinha uma camisola verde mas tinha uma cinzenta daquelas de gola alta com torcidos, a sua melena ao vento era loira e o seu andar era bambaleante, de marinheiro sem navio.
A camisola deixou de lhe servir por erro de programação da máquina.
Partiu, está quase a fazer quinze anos e, entre outras coisas, fiquei com a camisola cinzenta que uso bem encostada à pele para me aquecer quando tenho muito frio.

domingo, junho 23, 2019

Férias grandes



Hoje, os meus rapazes chegam de Lisboa com o pai, para passarem as férias grandes comigo.
Espero que seja um tempo de alegria e de aprendizagem para eles e para mim.
Também eu passava cerca de um mês em casa dos meus avós maternos onde encontrava seis primos e primas que viviam numa liberdade completa durante as férias escolares.
A estrada não era alcatroada, carros contavam-se pelos dedos e ninguém se preocupava por andarmos à solta o dia inteiro, com marcação de horas para as refeições, como é óbvio.
Saltávamos paredes, andávamos de bicicleta, escondíamo-nos nas tulhas vazias do lagar de azeite do meu avô e ouvíamos histórias contadas pelo tio Gabriel, sempre disposto a distrair-nos.
Apesar da liberdade dos meus netos estar condicionada, espero que recordem com saudade as férias em casa dos avós paternos como eu ainda recordo as minhas no meio de uma paisagem serrana, muito perto do local onde lhes tirei esta fotografia no Verão de 2015!

sexta-feira, março 01, 2019

Margem sul



Ontem, a propósito do 50º aniversário do abalo sísmico que pôs Portugal a tremer, literalmente de norte a sul, fiz uma referência ao facto no Facebook.
Nessa altura vivia em Almada, dava aulas em Setúbal, morava num 4º andar de um edifício novo que ainda estava "desamparado" do lado direito, precisamente o meu.
Acordei alvoroçada com o abanão, levantei-me, atravessei o hall e fui até à cozinha de onde avistava o Cristo-Rei, bem a tempo de o ver oscilar.
Voltei para o quarto e deitei-me perante as calmas palavras do meu parceiro.
"Não conhecemos ninguém aqui, metermo-nos no elevador é disparate e descermos as escadas igualmente."
Quando tudo acalmou, viemos à varanda e a vizinhança andava praticamente em trajes menores no meio da rua.
Claro que não disse isto tudo no FB!
Hoje tinha um comentário de uma sobrinha, por via conjugal, que vive na margem sul a dizer que desconhecia o  facto de ter vivido em Almada e se eu não tinha saudades da margem sul.
Penso muitas vezes nesse tempo em que via o Tejo todos os dias  e também penso como seria a minha vida se aí tivesse continuado.
Só que ninguém sabe como seria se tivesse sido de outra maneira!

quarta-feira, setembro 11, 2013

Num longínquo 11 de Setembro...



Num longínquo 11 de Setembro eu tinha 18 anos e penso que foi a primeira e a última vez na vida que me senti "la plus belle pour aller danser"...
Foi no casamento da minha irmã!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

As Minas do Rei Salomão


No dia em que fiz 10 anos, o meu padrinho, irmão do meu pai, decidiu presentear-me com uma ida ao cinema.
Nessa altura, a terra onde nasci, embora fosse uma aldeia, fervilhava de gente devido à sua florescente indústria têxtil e tinha um excelente cine-teatro onde todos os domingos passava um filme.
A idade do público mais jovem era controlada, à entrada,  por dois soldados da GNR mas esse controlo   abrandava com filmes de aventuras e quando íamos com adultos.
Então, como estava dizendo, fui presenteada com uma ida ao cinema na companhia do meu padrinho, ainda solteiro,  que decidiu levar também a minha avó.
Caseira como era, dada a poucas saídas, sempre numa roda viva com a casa cheia de filhos, teve nove, e de netos, não tinha a mínima vontade de ir, com toda a certeza, mas aquele era um filho muito especial que até lhe dedicava poemas, daí não ter conseguido furtar-se ao convite.
E lá se sentou entre a neta e o filho para vermos juntos  "As Minas do Rei Salomão", um filme de 1950 mas tudo o que lá chegasse com pouco menos de dez anos de atraso era absolutamente actual.
Às tantas, apercebo-me que a minha avó estava a bichanar e tendo ela uma boa escolaridade, leria as legendas apenas com o olhar.
Foi então que reparei que, no colo, numa dobra da saia, tinha um terço e estava simplesmente a rezar.
Dei um toque ao meu padrinho, por detrás do ombro da avó, de forma a que visse o que se estava a passar.
Ele sorriu, eu sorri e a avó lá continuou a rezar.
Nunca mais me esqueci deste filme nem deste episódio da minha infância e se o lembro agora aqui, nesta data, foi por ter ouvido logo de manhã, na rádio, que no dia 28 de dezembro de 1895, no Grand Café no Boulevard des Capucines, em Paris, os irmãos Lumiére fizeram a verdadeira divulgação do cinematógrafo com entradas pagas, passando " La Sortie de l´usine Lumière à Lyon".
Claro que nem eu nem o meu padrinho fizemos qualquer reparo à nossa orante companheira!

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Contos de Grimm


Os Contos dos Irmãos Grimm atravessaram e continuarão a atravessar gerações!
No sótão cá de casa, na biblioteca infanto-juvenil dos rapazes, há um livro destes que ainda há-de passar pelas mãos do Dinis!

terça-feira, setembro 13, 2011

Na manhã azul...

(imagem da net)

Na manhã azul o som ouviu-se inconfundível.
Apurei o ouvido, não tinha dúvidas.
Fui à varanda, o som ouvia-se mais nítido e depois o homem surgiu com a bicicleta à mão, com aquele ar de senhor do mundo, assobiando no seu realejo.
Era um amolador de facas e tesouras, daqueles que também consertam chapéus e alguidares...
E logo a minha memória evocou a minha mãe e avó paterna a procurarem as facas que já não cortavam bem, assim como as tesouras.
E assistia com espanto à obra de arte que era gatear um prato de estimação ou um alguidar enorme onde a carne para as chouriças ficava em vinha de alho até ficar no ponto...
Agora tudo tem um curto prazo de validade, a minha mãe e a minha avó já não procuram nada e eu nem sei fazer chouriças...
E logo ontem que deitei para o lixo uns pratos rachados...
E pensei que este amolador na manhã azul era um poema!
Ouvem-no?

Nota: Este foi um texto que publiquei no dia 7 de Setembro de 2008 e como de há uns dias para cá ouço de novo o realejo do amolador decidi recuperá-lo...
Verifiquei os vários comentários e pude constatar que perdi alguns dos comentadores, em contrapartida adquiri outros.
Aos que se mantiveram fiéis peço desculpa pela repetição.
Nessa altura não coloquei qualquer imagem...sempre introduzi uma novidade!

quarta-feira, agosto 24, 2011

Quem se lembra destes filmes?


Há dias recebi das mãos da minha irmã uma agenda, bem pequenina, do ano de 1965. Encontrou-a quando fazia umas arrumações na casa que herdou dos nossos pais.
Folheei-a com interesse e verifiquei que nessa altura tinha por hábito registar tudo o que de especial fazia ou me acontecia.
Nesse ano já estava em Lisboa, na Faculdade de Letras, e embora a mesada fosse curta, ia ao cinema com alguma regularidade, ficando no 2º balcão porque era mais barato!
Dos vários filmes que vi apresento-vos estes três.


"Picnic" datado de 1955, um drama de amor com uma bela cena de dança que pude recordar no Youtube...e cujos intérpretes estão bem visíveis na imagem.



"David e Lisa" de 1962 cujo enredo gira à volta da relação que se estabelece entre dois jovens com perturbações psicológicas e que se encontram numa clínica psiquiátrica.
Ele sofre de afefobia, medo de ser tocado, ela tem dupla personalidade, com uma exprime-se oralmente através de rimas, com outra apenas escreve e desenha.
Acompanhados por um médico dedicado, protagonizado por Sidney Poitier, acabam por conseguir ultrapassar as suas perturbações.
"O Obcecado",de 1965, baseado na obra " The Collector" do britânico John Fowles relata a história de um jovem muito tímido, coleccionador de borboletas, que fica milionário com a lotaria, compra uma enorme mansão isolada e decide raptar uma jovem estudante de artes, rodeando-a de tudo a que estava habituada.
Desenvolve-se um estranho relacionamento entre  o sequestrador e a vítima mas ela acaba por adoecer e morrer.
O filme termina com ele a meter-se numa carrinha, em busca de nova vítima.
Este pormenor da carrinha veio-me subitamente à ideia e nem sei bem se estou certa.
Consta que o livro, que deu origem ao filme, foi encontrado em casa de vários indivíduos que, nos Estados Unidos,  cometeram este tipo de crime.
Freddie Clegg, o obcecado, é interpretado por Terence Stamp e Miranda Grey, a jovem, é interpretada por Samantha Eggar.

Nota: É óbvio que só a "velha guarda" que anda por aqui se poderá lembrar destes filmes!
Gostaria ainda de saber, caso os tenham visto todos, qual dos três têm mais presente.