Uma jovem, chegada recentemente à família, soube da minha militância como leitora e escolheu a biografia de Maria Teresa Horta, para me oferecer.
Só que não sabia que não gosto de biografias e ainda menos com os visados entre nós.
Claro que lhe agradeci a gentileza e disse que conhecia as boas críticas sobre a obra.
De Teresa Horta só conhecia a sua participação em Novas Cartas Portuguesas e ainda A Paixão Segundo Constança H. e ainda aquilo que fui lendo e ouvindo na comunicação social, a sua luta como feminista, a sua obra muito badalada, sobretudo depois do 25 de Abril.
Não gosto de biografias, porque as considero sempre bastante laudatórias e não tenho grande interesse pelas vidas contadas.
Neste caso, a própria Teresa Horta participa em grande parte da biografia, dando relevo à sua personalidade fora dos parâmetros da época, antes da Revolução.
Vou bastante adiantada na leitura e não mudo de opinião, além dos elogios, também peca um pouco pela repetição que decorre das várias perspetivas dos muitos pareceres sobre a biografada.
