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segunda-feira, outubro 19, 2026

Leituras




 

O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório, é o livro que será analisado no dia 29 de Outubro, no Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ourém.

Por um feliz acaso, no sábado, tive a oportunidade de assistir à dramatização desta obra, por um grupo brasileiro, composto por quatro excelentes jovens atores.

Escolheram quatro ou cinco "cenas" onde se desenrolam os temas da paternidade, racismo, relações conjugais, desencanto profissional, violência policial na abordagem dos negros que termina no assassinato à queima roupa do pai do narrador.

Aliado à palavra, os atores jogam com a mímica, a música , a dança, num emaranhado de sensações que transmitem ao público completamente fascinado. 

De referir que o autor esteve presente e no final prestou-se a algumas perguntas e autografou os nossos livros.

terça-feira, outubro 06, 2026

Leituras


 

Talvez por ser uma "baby boom" e na minha infância ainda ouvir ecos das atrocidades da 2ª Guerra  Mundial, além de ter contactado com uma menina austríaca que veio passar duas temporadas a casa de uma tia minha, através da Cruz Vermelha, tenho uma certo fascínio por romances e filmes que relatam essa época.

A Erika era mais velha do que eu , mas lembro-me do medo que tinha e que a levava a esconder-se debaixo da cama, quando ouvia tocar a buzina das fábricas.

Com a leitura deste livro que está na foto, penso que fiquei vacinada e que não voltarei a ler mais nada sobre este tema.

As amigas que já o tinham lido disseram que era emocionante e que até tinham chorado com o desenrolar dos trágicos acontecimentos vividos por duas irmãs, durante a ocupação da França por parte do exército alemão, o papel das mesmas na Resistência e as terríveis consequências vividas por elas.

Confesso que não me emocionei e senti que para mim já chegava.

A história é como todas as história da Resistência, mas  não lhe encontrei valor literário.

Acrescento que foi uma amiga que mo ofereceu nos anos.

Alguém, desse lado, já o leu?

quarta-feira, setembro 30, 2026

Leituras

Saí da minha zona de conforto e voltei à fisioterapia.
O jovem que me acompanha tem 23 anos e eu admiro esta juventude que opta por ficar a trabalhar em Portugal, apesar da tentação de melhores vencimentos "lá fora". Seja como for, viver com os pais e a dois passos do trabalho também é uma mais valia.
Como sou uma conversadora nata, vamos falando de vários temas, enquanto faço o melhor que posso para me livrar da canadiana.
Num dos últimos temas, abordámos as leituras que temos entre mãos.
Foi então que fiquei a saber que, depois de ter visto o filme Odisseia, resolveu comprar o livro e iniciar a sua leitura.
Disse-me que não esperava que fosse em verso, eu sorri e disse que, como narrativa épica, era como os Lusíadas ou que os Lusíadas eram como a Odisseia.
Falei-lhe do mito da criação da cidade de Lisboa por Ulisses e do  primeiro poema da Mensagem de Fernando Pessoa intitulado, precisamente, Ulisses, e que começa por nos dizer que " O mito é o nada que é tudo".
Em contrapartida ele aconselhou-me a usar a pedaleira que tenho em casa, enquanto leio!

segunda-feira, agosto 24, 2026

Perdeu-se Relógio de Senhora


 

"Portugal, anos do fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da Polícia política e de uma moral repressiva, num país sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura." 

Estas mulheres de origens sociais e de contextos geográficos diferentes acabam por se encontrar num apartamento em Lisboa.

Cada uma delas carrega um ferrete, uma sofreu a violência doméstica e refez a vida fora do casamento, outra, proletária, aderiu ao PC, viveu na clandestinidade, foi presa e depois de longa tortura disse o que podia ser dito, a terceira, mais jovem, vive a vergonha de ser filha de pais incógnitos embora saiba quem é o pai a quem chama padrinho.

Este romance lê-se de um fôlego, pois a técnica narrativa é aliciante, num vai e vem entre cada uma das protagonistas.

A linguagem é quase coloquial, muito atual, em desconformidade com o que é narrado.

O narrador é muito interessante porque vai opinando pelo meio, de forma mordaz, irónica.

quinta-feira, agosto 13, 2026

Leituras





 Tenho lido bastante, mas só irei falar das minhas leituras de vez em quando para não vos cansar.

Conheci a maestria de Machado de Assis na Faculdade, mas como romancista.

Foi com este livro que o meu filho que me trouxe  que descobri o excelente contista que ele é.

Se clicarem na 1ª imagem terão praticamente uma sinopse do mesmo.

É muito curto e lê-se muito bem! 

quarta-feira, agosto 05, 2026

Leituras

 


Baseado em factos verídicos ocorridos na Bélgica, durante a ocupação nazi, com um abade católico, o narrador conta a profunda amizade desenvolvida entre um padre e um miúdo judeu.

Esse miúdo foi entregue pelos pais a uma família nobre em Bruxelas, mas essa família acabou, por razões de denúncia, por se socorrer do tal padre de uma aldeia a cerca  trinta kms da cidade e que acolhia rapazes judeus, numa espécie de colégio, e cujos pais tinham sido levados pelos nazis ou os próprios pais os tinham deixado para os salvarem.

Entre o miúdo judeu e o padre católico surgem diálogos que vão do místico, ao divertido, mas também ao dramático, sobretudo no questionamento sobre a ação de Deus e nas diferenças entre o judaísmo e o catolicismo. 

O padre procura que o miúdo não esqueça a sua religião, mas ao mesmo tempo tem de levá-lo a ele e a todos a construírem uma nova identidade a partir de documentos falsos que atestavam a sua origem católica e a irem mesmo à missa na aldeia.

Durante três anos sofrerem muitos sustos, mas a guerra acabou e os pais do miúdo apareceram.

É uma pequena narrativa cuja conclusão já nos coloca na atualidade, com referências ao conflito entre Israel e o povo palestiniano.

Já adultos, o tal miúdo e um grande amigo que vive em Israel, têm este diálogo:

- Não sejas ingénuo, José. A melhor forma de chegar à paz, é muitas vezes a guerra.

- Eu não estou de acordo. Quanto mais ódio acumulares entre estes dois campos, menos a paz será possível.



Nota: o meu último Leituras teve apenas duas leitoras!

sábado, agosto 01, 2026

Leituras


 

Na 5ª feira houve mais uma sessão no Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ourém.

O livro em análise é o que se encontra na imagem.

O tema central gira à volta da crise conjugal vivida por um casal de meia idade e na reforma, quando foi a Moscovo visitar a filha de uma 1ª relação do homem.

Depois de algumas e alguns leitores terem considerado a obra pouco profunda, surgiram comentários que contrariaram essa opinião.

A condição feminina, o envelhecimento, a juventude, as divergências sociopolíticas entre pai e filha e a falta de comunicação são os eixos desta quase novela e, como tal, deram origem as discussões bem profundas.

sábado, junho 27, 2026

Leituras


Na 5ª feira, realizou-se mais uma sessão do Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ourém.
Como ainda estou com algumas limitações de mobilidade tenho falhado ao Clube de Leitura que frequento há muitos anos, em Leiria.
O livro em discussão era este e fiquei a saber que ele foi primeiro uma peça de teatro que, depois de vários pedidos, foi transformado numa pequena história.
" Com uma escrita simples, emocionante e cheia de humor, Eric-Emmanuel Schimtt narra a história de um menino judeu e de um velho merceeiro árabe( muçulmano). Momo, o menino judeu vive sozinho com um pai frio e distante. O senhor Ibrahim, o velho merceeiro, é acolhedor, simpático, disponível.
Juntos vivem uma série de aventuras e constroem uma amizade que ultrapassa todas as fronteiras."
O interessante da sessão foi ver as várias leituras e descobertas feitas pelos participantes, com opiniões muito interessantes, a maioria gostou imenso do livro, houve apenas uma jovem que não o apreciou e outra que declarou não ter sentido de humor e não se ter divertido a lê-lo.
De resto, o que esteve em causa foi a capacidade que temos de ver aquilo que outros não veem e acima de tudo a lição da aceitação da diferença.

segunda-feira, setembro 15, 2025

Leituras

 O romance "Lillias Fraser" de Hélia Correia despertou-me um enorme interesse.

Começa com  a batalha de Culloden, na Escócia onde os escoceses católicos se opõem aos ingleses protestantes, numa tentativa de colocarem no trono o católico Charles Stuart.

A batalha resultou numa carnificina que matou vários clãs e levou "à deportação em massa dos escoceses para o novo mundo."

Tive que fazer consultas para entender esta luta.

Do massacre salvou-se uma menina loira, de olhos cor de mel que tinha o condão de adivinhar a morte dos que a rodeavam.

Depois de várias mudanças, vamos encontrar a protagonista em Lisboa, num convento de religiosas inglesas nas vésperas do terramoto de 1755. Adivinhando esse cataclismo, sai da cidade e chega a Mafra, cujo convento permanece de pé.

Regressa a Lisboa e visualizamos o horror da morte, da destruição e a ação do  Ministro, como construtor da cidade e perseguidor dos Távoras, entre outras vítimas.

Para abreviar Lillias Fraser, pela mão de Blimunda Sete-Luas, atravessa o Alentejo para ir dar à luz na terra de ninguém, entre Portugal e Espanha. 

E foi assim o seu encontro.

" A criança está bem. De hoje em diante, eu tomo conta de vocês as duas.

- Que criança, senhora? - disse Lillias.

- A que tu Lillias Fraser, vais parir.

- Como pode sabê-lo?

- Vejo dentro do corpo das pessoas quando estou em jejum - explicou Blimunda.

- Eu vejo a morte - disse Lillias.


Peço desculpa pelo atabalhoado do resumo, mas de facto a obra é interessantíssima do ponto de vista histórico.

terça-feira, setembro 09, 2025

Leituras

 Lisboa, por más razões, está na berra.

Mas não vou por aí.

Concluído o livro de Ana Margarida Carvalho "Que Importa a Fúria do Mar" que me levou até aos horrores do Tarrafal, peguei ao acaso no "Era Bom Que Trocássemos Umas Ideias Sobre o Assunto" de Mário e Carvalho, pai de referida escritora.

Logo nas primeiras páginas surge uma descrição de Lisboa que  achei absolutamente pictórica.


"Quanto à cor de Lisboa, de tons sempre variáveis com o fluir das estações e os caprichos dos sóis de das atmosferas, disponho-me a jurar e a declarar notarialmente que branca não é. Basta subir-se ao miradouro da Senhora do Monte, ali a S. Gens, ou ao terraço do Hotel Sheranton, ou àquele enorme edifício azul que fecha a Alameda D. Afonso Henriques nos altos da Barão de Sabrosa, ou mesmo ao humilde convés dum cacilheiro, para poder verificar que a cidade, descontando o grená rugoso dos telhados, varia entre os rosas-suaves, os verdes-esbatidos, os amarelos doces, em milhentas tonalidades que não fazem mal à vista. Lá terá as suas brancuras aqui e além, mas estão precisamente colocadas, para compor o todo."


Prefiro pensar em Lisboa assim!

segunda-feira, setembro 01, 2025

Leituras

O meu filho mais velho, que habita no meu coração e na minha memória, tinha um humor muito especial e marcava o seu falar por palavras que eu desconhecia. Limitava-me a deduzir o seu significado pelo contexto.

Uma dessas palavras era "Beleléu" .

Com a morte do escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo fiquei a saber pelo Facebook o que significava para ele:

BELELÉU - Lugar de localização indefinida. Em alguns mapas fica além das Cucuias; em outros faz fronteira com Cafundó do Judas e Raio Que os Parta do Norte. Beleléu  tem algumas características estranhas. Nenhum dos seus matos tem cachorro, todas as suas vacas estão no brejo - e todos os seus economistas são brasileiros.


P.S. Achei uma delícia a definição desta palavra tão usual no léxico do meu filho.

segunda-feira, agosto 25, 2025

Leituras

 



Voltei a este livro que nos fala da revolta dos vidreiros na Marinha Grande, mas não só.

Cada capítulo é iniciado com uma citação.

Escolhi esta.


Porque a gente que viu pouco do mundo, como viu pouco, também costuma dar pouco crédito ao muito que os outros viram.


Fernão Mendes Pinto

quinta-feira, agosto 07, 2025

Leituras

 Hoje encontrei, no Facebook de uma antiga aluna, referências à leitura de Annie Ernaux.

Quis comentar que também conhecia a escritora francesa, Prémio Nobel da Literatura em 2022, mas não me lembrava dos títulos.

Tirei-me dos meus cuidados e fui à estante principal da casa procurar por Annie Ernaux.

Pensava eu que tinha a estante minimamente organizada, quer dizer: literatura portuguesa, literatura brasileira, literatura de expressão portuguesa de África, poesia portuguesa, literatura francesa, em francês e finalmente literatura estrangeira.

Mas qual quê?!

Dei com uma enorme confusão, livros misturados sem qualquer critério  e nada de encontrar o que queria.

Às tantas lembrei-me de me baixar até às pilhas de livros que já não cabem na horizontal e esperam que eu lhes dê um lugar digno.

E foi aí que encontrei o que queria: " Uma Paixão Simples ", em português e La Place, em francês.

Tenho mesmo que dar um jeito a tamanho caos literário.

quinta-feira, junho 12, 2025

Leituras

 A leitura da biografia de Maria Teresa Horta levou-me a reler algumas das Novas Cartas Portuguesas.

Deixo-vos com um extrato que reflete bem a violência doméstica, cada vez mais visível na comunicação social, sobretudo com assassinatos de mulheres e também violações.

" Maria corre por entre as pessoas que àquela hora se aglomeram nos passeios, corre sem ver para onde, sem saber se ele a persegue a fim de a tentar levar para casa. A fim de lhe pedir que regresse como em outras alturas. Desta vez Maria sente que não cederá mais.

Nunca mais lhe cederá:

Quer às súplicas, quer às ameaças; quer à ternura ou tortura física. Está disposta a lutar e corre: foge levando o vazio que tem sido a sua vida, como bagagem de regresso."


Em 1971 era impensável uma mulher fugir de casa por mais queixas que tivesse.

Claro que este extrato, apesar de tudo, não é o mais realista do quotidiano opressivo em que viviam muitas mulheres.

Por tudo isso as três Marias foram perseguidas pela Pide e julgadas num processo que só terminou já depois do 25 de Abril, com a sua absolvição.

quarta-feira, novembro 08, 2023

Leituras

Andava eu no antigo 5º ano do liceu quando a minha professora de inglês me emprestou este livro, estava convencida que eu seria capaz de o ler na língua original uma vez que era óptima aluna a inglês ( passe a imodéstia).Para ser franca não me lembro do que assimilei mas fiquei, certamente, aquém da convicção da saudosa professora. No meu último aniversário o meu filho ofereceu-mo em português. É a narrativa de três amigos e um cão que decidem fazer uns dias de férias ao longo do Tamisa. Essa viagem ficará marcada por uma série de aventuras e desventuras, umas absurdas, outras caricatas, tendo como pano de fundo a amizade, a entreajuda, a busca do sentido da vida. Embora dê quase tudo errado, é um livro bem humorado, divertido, onde o tão subtil humor inglês está sempre presente.

quarta-feira, agosto 02, 2023

Leituras

Acabei de o ler ontem e será o próximo livro do meu Clube de Leitura, para Setembro. Esta publicação pretende apenas mostrar que ainda estou no activo mas sem energia

quinta-feira, novembro 24, 2022

Leituras

Manuel Lopes, o autor deste livro, nasceu na ilha de S. Vicente, em Cabo-Verde, em 1907. Quando jovem foi estudar para Coimbra mas acabou por voltar à sua terra natal, depois foi para os Açores e, finalmente, fixou-se em Lisboa onde morreu em 2005. No domínio literário como no sociopolítico, procurou demonstrar que o homem cabo-verdiano tinha uma profunda consciência das insuficiências do seu meio hostil por natureza e que não se conformava com isso. No Clube de Leitura onde a obra foi analisada classifiquei-a de horrivelmente bela. Horrível pelo conteúdo que narra o drama vivido na ilha de Santo Antão durante uma seca muito prolongada que originou fome, morte, roubos, assassínios e a maestria genial no uso da língua do ponto de vista formal. Sei que alguns dirão que não querem ler acontecimentos trágicos mas vale a pena conhecer Manuel Lopes como um excelente escritor.

quinta-feira, agosto 04, 2022

Leituras

Com os rapazes comigo ainda vou conseguindo praticar a minha atividade preferida - ler. O primeiro é um ensaio autobiográfico de uma escritora que desconhecia totalmente e que terminei há dias; o segundo foi concluído ontem, pertence à biblioteca dos meus filhos e fui-o lendo à noite com os miúdos já na cama, gostaram muito; o terceiro está na minha mesa de cabeceira e vai-me acompanhando até me dar o sono. O seu autor é um velho conhecido. E assim dei um sinal de vida.

quinta-feira, maio 12, 2022

Leituras

Abdulrazak Gurnach nasceu em 1948 em Zanzibar. Na década de 60 foi forçado a sair do seu país, então a braços com uma revolução e chegou como refugiado ao Reino Unido. Foi professor de Inglês e de Literaturas Pós-coloniais na Universidade de Kent, em Canterbury onde vive. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2021 " pela forma determinada e humana com que aborda e aprofunda as consequências do colonialismo e o destino do refugiado no fosso entre culturaS e continentes. Entrelaçando História e ficção , Vidas Seguintes é um romance lúcido e trágico sobre África o legado colonial e as atrocidades da guerra, bem como as infinitas contradições da natureza humana." Eu desconhecia totalmente esta guerra iniciada em 1914, coincidindo com a 1ª Guerra Mundial na Europa e tendo como inimigos Britânicos e Alemães a degladiarem-se pela posse de territórios na África Oriental. Desta luta sairam vencedores os Britânicos mas o legado alemão ficou bem vincado nos nativos que aprenderam a ler e a escrever a língua alemã.

segunda-feira, março 28, 2022

Para dasanuviar


 

Tenho andado a limpar algumas das prateleiras da casa onde se foi acumulando tralha ao longo de mais de 50 anos.

Dar, chamar um alfarrabista, pôr à venda no OLX, contactar vendedores de feiras de antiguidades, tenho pensado em tudo e mais alguma coisa e isso tem-me trazido alguma azia.

Pouca coisa tem ajudado a aliviar este misto de cansaço e de indisposição por isso decidi embrenhar-me na leitura deste livro que nada tem de literário.

É uma história verdadeira que narra a tentativa de um sem-abrigo, a viver numa residência assistida, e toxicodependente em recuperação, a sair do poço sem fundo onde mergulhou.

O discurso é feito na 1ª pessoa e a grande ajuda que ele vai encontrar para sair desse caminho sombrio é um gato que simplesmente o adotou, antes que ele o adotasse.

É um livro reconfortante.