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domingo, maio 18, 2025

Gaza

 Netanyahu ainda não entendeu que não será capaz de derrotar o Hamas.

Em cada palestiniano que sobreviver a este genocídio, encontrará um inimigo!

segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Os mortos são estranhos

" Os mortos são estranhos e eu conheço-os melhor do que aos vivos: quanto menos são, mais pesam. É o que sucede nas grandes tragédias: quando as vítimas são demasiadas, ninguém se dá ao trabalho de as contar. E o que não se pode contar converte-se em nada." (fala do médico alemão Hadrian Schreiber in A Cegueira do Rio, de Mia Couto.

terça-feira, fevereiro 11, 2025

O Deus das Moscas

Um programa num dos canais da TV trouxe-me à lembrança o romance "O Deus das Moscas" que li há já bastante tempo. Este romance narra as aventuras/desventuras vividas por um grupo de adolescentes britânicos vítimas de um acidente aéreo que os despenhou numa ilha deserta mas habitada por mil perigos e estranhos acontecimentos. A accção é empolgante e horrível na medida em que, para sobreviverem, os jovens acabam por cometer as maiores atrocidades com os colegas mais fracos. William Golding escreveu esta obra em 1954, no rescaldo da 2a. Guerra Mundial onde foi um participante activo como oficial da Armada Britânica, ao comando de um torpedeiro, assistindo de perto à mortandade do desembarque na Normandia. Essa experiência levou-o a descrer da bondade do ser humano dominado pelo mal, pelo ódio. E é isso, afinal, aquilo que pretende demonstrar em "O Deus das Moscas". No actual contexto em que vivemos é essa desumanidade que impera, sem um pingo de tolerância, de diálogo, de aceitação do próximo, do diferente, de respeito pela vida humana.