Mostrar mensagens com a etiqueta A minha rua. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A minha rua. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, junho 30, 2025

A minha rua

 Estive quase um ano sem viver na minha casa e encontrei algumas mudanças na rua.

Na vivenda, em frente, que é uma espécie de AL, a que eu chamo "albergue espanhol", desculpai uma pontinha de preconceito, mas realmente aparecem lá muitas e "desvairadas gentes", como diria Fernão Lopes, vive agora uma casal com um cão que ladra de noite e de dia. Provavelmente sente-se pouco confortável num quarto, apenas com uma varanda que ele não consegue saltar, se fosse gato sei bem onde ele iria pedir asilo.

Com este ladrar contínuo até o Kiss, o cão residente na vivenda logo a seguir, que ladrava alto e bom som a toda a gente que passava, apenas durante o dia,  fechou-se em copas e mal se ouve.

Deve pensar que, para incomodar, basta um!

segunda-feira, maio 13, 2024

Na minha rua

Aqui já não mora ninguém. Apenas as papoilas alegram o espaço!

quarta-feira, fevereiro 10, 2021

A minha rua

Já por aqui disse que na minha rua há três conventos, dois deles têm capelas abertas ao público.

O que não disse é que a minha rua é a "rua do lá vai um" a pé, já de carro não direi o mesmo.

Desde que colocaram lombas numa das saídas para sul, a opção foi o escape por aqui, para pouparem nos amortecedores.

Como não passei nesta santa terra o 1º confinamento, não sei como foi mas agora, com as missas e os terços online, não passa mesmo ninguém.

As devotas da missa do meio dia e do terço das 6 da tarde ficam em frente do computador ou do canal Canção Nova e a rua pasmou de vez.

Estou a exagerar um pouco, afinal os únicos vizinhos com quem tenho contacto visual/verbal de um quintal para o outro chegaram de Paris há dias, onde foram passar o Natal com um filho.

E o Kiss, o cãozito que ficou de férias em casa da filha do casal, voltou ao lar e eu voltei a ouvi-lo ladrar, o que é um excelente sinal de vida no meio desta pasmaceira!

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Clausura

Vivo numa terra santa onde existem vários conventos, só na minha rua há três, sendo um de clausura.
Nos conventos de clausura, todos de religiosas, há sempre uma funcionária, um funcionário ou mesmo uma irmã que se encarregam de estabelecer as relações com o exterior.
As excepções prendem-se com idas ao hospital e para votar, num caso e no outro...infelizmente!
Costumo dizer a brincar, mas com um pouco de verdade, que a minha casa é o quarto convento da rua e o segundo de clausura.
Eu sou a moça dos recados, o elo de ligação com o mundo exterior.
Por aqui podem deduzir a minha dificuldade em arranjar temas interessantes para abordar neste blogue.
Bom ano!

terça-feira, dezembro 04, 2018

A casa do lado

Tem cortinas, tem móveis, tem quadros, tem tapetes, tem sofás mas não tem vida a casa do lado.
Partiu há uns meses o seu último morador, muito tempo depois da sua companheira.
Durante mais de 45 anos conversámos debruçados sobre o muro, trocámos figos por ameixas, pêssegos por nozes, entre outras coisas e pelo muro treparam durante a infância cinco crianças, duas de cá, três de lá numa contínua partilha de brincadeiras, lanches, idas e vindas do colégio, passeios e mais tarde férias, um de cá, outro de lá.
O jardim teima em mostrar-se como era, a laranjeira está coberta de frutos luminosos, o quintalinho está revestido de um verdejante manto.
Só o festão que ornamenta o portãozinho do jardim esbraceja as suas guias de rosas de Santa Teresinha, num protesto solitário de quem não tem onde se agarrar.