segunda-feira, agosto 02, 2021

A dália


 A dália encheu-se de brios e floriu para receber os rapazes.

Durante umas boas semanas não estarei sozinha!

sexta-feira, julho 30, 2021

Janela de oportunidades


 E uma nova janela de oportunidades parece que se vai abrir para todos nós!

domingo, julho 25, 2021

Em resposta...

 Em resposta aos amigos que comentaram o meu post anterior e, eventualmente, a outros que o leram, venho dizer:

Enquanto houver música, família e amigos nunca estaremos sós!

sábado, julho 24, 2021

Concerto



Ontem pude, finalmente, assistir presencialmente a um concerto no Teatro Municipal de Ourém.
No âmbito do seu 91º aniversário a AMBO, com a sua Orquestra de Sopros, acompanhada pelo violoncelista Fernando Costa, presenteou o público com um belíssimo espetáculo cujo programa vos deixo.
Já tinha saudades de ouvir música ao vivo e de ver tantos amigos, cadeira sim, cadeira não, como mandam as regras.
O regresso a casa foi feito sem demoras, devido ao recolher obrigatório.
Hoje voltarei a Ourém para assistir à atuação do "meu" coro, o Chorus Auris, seguido da Orquestra Típica - também valências da AMBO, uma associação musical de excelência.
 

terça-feira, julho 20, 2021

Férias no Alentejo

Se por acaso alguém deu pela minha ausência, venho justificar-me.



Foi por aqui que estivemos.


 











 




O Alentejo é branco, azul, com sol poente, água doce, aloendros, muita paz e descanso!



segunda-feira, julho 12, 2021

Aniversário


 Ontem estivemos em festa, o meu filho fez anos.

Com as regras existentes e com todos os cuidados éramos oito adultos, duas jovens e duas crianças.

Juntarmo-nos em dia de festa é sempre uma alegria!

sábado, julho 10, 2021

Suite Francesa


 O realizador inglês, Saul Dibb, adaptou esta novela da escritora de origem judia Irène Némirovsky, ao cinema e assim pude ver esta semana o filme com o mesmo nome.

A novela baseia-se em factos reais, pelo menos a existência de uma partitura incompleta, só descoberta 60 anos após o fim da 2ª Guerra Mundial e a ocupação de uma vila francesa pelas tropas alemãs que é o pano de fundo onde decorre a ação.

Se eu não tivesse visitado o Musée de la Résistance et de la Déportation, em Besançon, talvez achasse que as dezenas de cartas a denunciar compatriotas, neste filme, fosse algo de exagerado.

Acontece que nesse museu pude ver centenas de cartas e ler algumas que me mostraram como, na zona ocupada, muitos franceses foram cooperantes com o inimigo.

Uma das personagens afirma em certo momento:

- O meu pai dizia que se quisermos conhecer o homem façamos uma guerra!

segunda-feira, julho 05, 2021

Buganvília


 Quando na curva da estrada te deparas com o grito colorido de uma buganvília, não há palavras tuas nem de outrem que possam exprimir a emoção sentida!


P.S. A foto é da Net

sexta-feira, julho 02, 2021

Clube de Leitura


 Este foi o último livro em análise no meu Clube de Leitura.

O seu autor é um jovem nascido em Salvador, Bahia, geógrafo de formação e doutor em Estudos  Étnicos  Africanos, com pesquisa na formação de comunidades quilombolas no interior do Nordeste brasileiro.

É um romance e ao mesmo tempo um documento histórico sobre a pseudo libertação dos negros que, após esse decreto, passaram a vaguear de fazenda em fazenda em busca de trabalho que não era remunerado e nem tinham direito a construir casa de alvenaria .

Nesse trabalho de sol a sol, de domingo a domingo passariam a trabalhar os filhos de tenra idade e as mulheres.

A condição feminina está bem patente no seu sofrimento mas também numa galeria de mulheres fortes, insubmissas, capazes de enfrentar todas as adversidades.

A magia, a feitiçaria, o encantatório como forma de cultura e de sobrevivência são a única alegria nestas comunidades exploradas até à medula.

Finalmente chega a hora do despertar do direito à verdadeira liberdade com a devida posse da terra, terra essa que faz parte do corpo de cada trabalhador negro.


sexta-feira, junho 25, 2021

segunda-feira, junho 21, 2021

Cortesia


 Folheando este livro de poemas de 1968, com o preço de 100$00, cerca de 50 cêntimos agora, deparei-me com um poema cujo humor subtil me cativou.


Cortesia

Mil novecentos e pouco.

Se passava alguém na rua

sem lhe tirar o chapéu

Seu Inacinho lá do alto 

de suas cãs e fenestra

murmurava desolado

- Este mundo está perdido!

Agora que ninguém porta

nem lembrança de chapéu

e nada mais tem sentido,

que sorte Seu Inacinho

já ter ido para o céu.

Carlos Drummond de Andrade in "Boitempo"


Lembrei-me de meu pai que usava chapéu quando era jovem e só deixou de o usar quando começou a perder cabelo.


Em 2021 como é a nossa cortesia quando às vezes nem nos respondem ao" Bom Dia"?!

sábado, junho 19, 2021

Eutanásia




Soube ontem que a menina bonita da música francesa, dos meus tempos também de menina de franja, apaixonada pelas suas canções, está gravemente doente e pretende ser eutanasiada, ato que não é consentido pela lei do seu país.



A propósito trago aqui o último livro analisado no meu Clube de Leitura.

Uma velha prostituta judia, sobrevivente da guerra, é a "mãe" de vários miúdos, filhos de mulheres ainda no ativo e que lhos confiam, mediante um pagamento determinado que nem sempre acontece.

Com o tempo, a saúde de Madame Rosa vai-se deteriorando e o seu apartamento num 6º andar sem elevador também não lhe facilita a vida..

Para o fim resta-lhe um rapazinho, Maomedh  (Momo), que é tudo para ela e ela tudo para ele ao ponto de permanecer junto da velha senhora para além da sua morte.

É uma história de solidariedade, de amizade entre pessoas de etnias, religiões, culturas, comportamentos sexuais diferentes mas unidos pela mesma condição de estarem à margem da sociedade, às portas de Paris.

Quando a saúde de Madame Rosa se agrava e Momo quer levá-la para o hospital, ela diz:

"- Vão obrigar-me a viver, Momo. É o que fazem sempre no hospital, têm leis para isso. Não quero viver mais do que o necessário e já não é necessário. Há um limite, até para os judeus. Vão-me submeter a sevícias para me impedir de morrer, têm uma coisa a Ordem dos Médicos que serve para isso. Fazem a vida negra até ao fim e não vos dão o direito de morrer, porque faria privilegiados."


É uma obra publicada em 1975 e com ela o seu autor recebeu o 2º Prémio Goncourt, com o pseudónimo de Émile Ajar.


Temos ou não o direito de escolher a hora da partida?

Peço desculpa pelo alongamento pouco habitual em mim.
 

quarta-feira, junho 16, 2021

Línguas e suas variantes

Há dias li um artigo muito interessante do Prof. da Universidade Nova, Marco Neves, com o título " O Galego e o Português são a mesma língua?".
E vieram-me à ideia dois factos sobre este tema.
Há alguns anos, estávamos numa esplanada num restaurante no sul de Espanha e claro que falávamos  Português. Pergunta-nos então o empregado se éramos galegos.
Pasmei!
A mais recente "aquisição" da minha "belle-famille" é um jovem médico galego há mais de dez anos em Portugal e, num recente encontro com piquenique ao ar livre, falámos sobre o facto de Portugal e a Galiza terem muita coisa em comum, começando pelos primórdios da nossa Literatura.
E conta ele um episódio engraçado que se passou quando levou a casa de familiares, na Galiza, uns amigos alemães há muito em Portugal e que falam a nossa língua mas com um acento especial.
Às tantas diz um dos familiares:
- Que simpáticos os teus amigos, até já falam galego!
Todos nos rimos.
Mas o que é um facto é que a língua mais próxima do Português é o Galego.
Serão mesmo variantes da mesma língua?

terça-feira, junho 15, 2021

Fruta caseira


 

As duas ameixieiras que estão no meu quintal foram podadas este ano. Uma apareceu com as folhas arrendadas e não deu qualquer fruto, outra deu poucos mas bons.

Hoje de manhã, quando abri a porta da cozinha veio até mim um doce cheiro a ameixas maduras!

sábado, junho 12, 2021

Os Anos dos Milagres


 Ontem, começou na RTP2 uma série alemã com este título.

A ação começa em 1948, em Dusseldorf e vai mostrar-nos todo o esforço do povo alemão para se reerguer das cinzas da guerra, debaixo da apertada vigilância dos Aliados.

É sobretudo a saga da família Wolf, dos seus amores e desamores, sucessos e insucessos. O chefe da família manteve-se durante o conflito afastado do colaboracionismo nazi mas isso não impediu que tivesse grandes dissabores para manter a sua fábrica em atividade.

Gostei muito do primeiro capítulo.

quarta-feira, junho 09, 2021

Muros

 Como vivo numa zona só de vivendas faço normalmente  as minhas caminhadas aqui pelos arredores e tenho constatado que os proprietários estão a construir muros cada vez mais altos e mais opacos.

Sei que há razões sociais , logísticas e tradicionais, entre outras, para não termos zonas residenciais como as que vejo nos filmes dos USA, ingleses, australianos, holandeses , etc. com relvados e jardins à frente, sem muros  e privacidade atrás.

Mas esta história de estarmos cada vez a emparedarmo-nos mais, incomoda-me porque reflete a fraca capacidade de comunicação existente, mesmo em comunidades onde não há estranhos.

sexta-feira, junho 04, 2021

Como nos veem os outros

 Neste tempo de máscaras há pessoas que não consigo reconhecer e outras que não me reconhecem.

Mas também há gente que me reconhece por variadas razões.

- Olá, bom dia, reconheci-a pelo andar!

- Boa tarde, está boa, reconheci-a pela voz!

- Bom dia, tudo bem? Reconheci-a pelos olhos!

É pelo olhar dos outros que eu normalmente os reconheço mas pelo andar nunca reconheci ninguém.

Não sabia que tinha um andar especial! :)

quarta-feira, junho 02, 2021

Comemorações


Há dias para tudo!

Anteontem foi Dia dos Irmãos, ontem foi Dia da Criança, hoje o Tiago, o meu neto mais novo, faz 8 anos.

Deixo-vos com uma pequena escultura ( feita por uma amiga com o nome já firmado no mundo das artes ) que representa as três festividades!

segunda-feira, maio 31, 2021

Experiência

 Já segui todos os passos que a Redonda me apontou , a quem agradeço e fiat lux!

Agradeço também a todos e todas que não  me chamaram aselha| :)

sexta-feira, maio 28, 2021

Banalidades

 Estive quase três anos afastada dos blogues e esqueci uma série de operações.

Hoje, finalmente, consegui acrescentar alguns visitantes à minha lista.

Fiquei bem feliz!

Também gostaria de saber como posso acrescentar a função resposta aos comentários.

Nem sempre isso se justifica mas se alguém me puder ajudar, agradeço.

segunda-feira, maio 24, 2021

Aniversário


 

Na sexta-feira o meu neto mais velho fez 10 anos e o fim de semana foi passado em Lisboa.

Não foi possível mandar um bolo para a escola, devido à atual conjuntura mas deu para jantarmos numa esplanada.

O festejado e o irmão estavam bem felizes porque a mãe também estava presente.

Os parabéns cantaram-se em casa e uma vez mais o brilho viu-se no olhar do Dinis.

É tão fácil fazer uma criança feliz!

Quero acrescentar que Lisboa está a pintar-se de azul com os jacarandás a despertarem.

sexta-feira, maio 21, 2021

O homem dos sete ofícios

 Primeiro, há uns meses, podou-me as árvores do quintalório. Andava a fazer o mesmo no vizinho do lado e eu aproveitei a boleia.

Depois, a propósito de faltarem os candeeiros do exterior desde que a casa foi pintada, ofereceu-se para vir colocá-los.

Na 4ª feira telefonei-lhe dizendo que já tinha o material, apareceu ao fim da tarde para ver o que devia trazer como ferramenta e acessórios. Como no dia seguinte era a sua folga logo de manhã já cá estava.

Serviço feito no exterior ainda me arranjou mais dois candeeiros no interior.

Paguei-lhe o que ele pediu e acrescentei mais alguns euros, aproveitei então para lhe perguntar se também se ajeitava como calceteiro e mostrei-lhe o que era preciso fazer.

- Ajeito-me para tudo, minha senhora, é só telefonar que eu estou às suas ordens, no dia de folga!

Penso que arranjei um amigo que não quero perder de vista. 

sexta-feira, maio 14, 2021

Primavera


 À procura de uma legenda!

quinta-feira, maio 13, 2021

13 de Maio


 Independentemente das convicções religiosas de cada um, esta é uma data incontornável no calendário de milhares de portugueses e estrangeiros. 

No ano passado estava confinada em Lisboa e nada vi mas este ano dá para me aperceber do vazio que se apoderou duma terra sempre cheia de multidões nesta data.

Não há carros estacionados à minha porta, a espécie de "hostel" que funciona na vivenda da frente não recebeu nenhum hóspede, na "2 ª circular" que passa mesmo ao fundo da minha rua não há qualquer movimento.

Nesta santa terra que vive do turismo religioso em cerca de 90% , sobretudo de grupos de estrangeiros que ainda não têm permissão de voar, este ano com a limitação de 7500 peregrinos impostos pelo santuário no seu enorme recinto ainda não dá para os comerciantes e hoteleiros respirarem.

Eu estou afastada da depressão em que a terra está mergulhada mas não deixa de ser um drama para centenas de residentes e de habitantes das freguesias em redor que aqui têm o seu sustento o que também me tem preocupado por ter amigos e conhecidos nestas circunstâncias.

Penso que a maioria dos meus visitantes já sabia que eu vivo em Fátima, concretamente há 51 anos.

 

segunda-feira, maio 10, 2021

Eu, proprietária








 


 

Por razões que já conhecem tive que assumir o papel de cuidadora de alguns terrenos que me estão a dar que fazer.

Encontrar alguém que limpe, corte, pode e queime não é tarefa fácil nem barata.

Quando encontramos alguém, pagamos o que nos pedem e ainda ficamos agradecidos.

São propriedades que foram bem cuidadas e que produziram azeite, fruta, batatas, milho mas que estavam ao abandono nos últimos anos.

Pode ser que para o ano o meu olival produza o azeite maravilhoso que dava no tempo dos meus avós e do meu pai.

Não me admira que a pequena e média propriedade esteja abandonada com o envelhecimento dos seus donos e o custo da mão de obra.

E é uma pena!

terça-feira, maio 04, 2021

Céus de Lisboa


 O ritual cumpriu-se e fui até Lisboa para estar com o meu filho. À noite chegaram os netos e o serão já foi a quatro.

Se da minha casa não vejo o nascer nem o pôr do sol, em Lisboa tenho o privilégio do poente.

E como eu gosto destes tons que me aquecem a alma bem como da companhia dos rapazes!

sábado, maio 01, 2021

Clube de Leitura


 Na 5ª feira foi dia de reabertura do Clube de Leitura.

Era este o livro que tínhamos para análise e discussão.

Raduan Nassar, brasileiro, estreou-se no seu país, em 1975, com esta obra. Em 2016 recebeu o Prémio Camões.

É uma narrativa de ressonâncias bíblicas onde a frase "Estamos sempre de regresso a casa" nos reenvia para a parábola do filho pródigo mas também pode ter outras interpretações.

Todas as intervenientes salientaram a excelência do discurso marcadamente poético e com o predomínio do monólogo interior.

Mas mais do que a discussão à volta desta Lavoura Arcaica onde a terra, a casa, a família sentada à mesa também desempenham um papel de personagens, o que soube mesmo bem foi o reencontro depois de três meses de ausência. 

quarta-feira, abril 28, 2021

Blogosfera

 Bom dia!

Alguém está com dificuldades em comentar a nossa amiga Teresa, do Ematejoca?

Eu não estou a conseguir, não sei o que se passa!

segunda-feira, abril 26, 2021

E Depois Do Adeus





Esta será uma canção que me trará sempre lágrimas aos olhos e um sorriso aos lábios!
A senha que iniciou o Dia da Liberdade!

quinta-feira, abril 22, 2021

Abril


 Grito vermelho numa manhã de Abril!

terça-feira, abril 20, 2021

Passarada


 À medida que as pessoas se foram afastando os animais foram-se aproximando.

Dantes a passarada limitava-se a vir comer e beber no quintalório e depois esvoaçava para longe mas sempre pelas traseiras.

Agora, mesmo comigo por perto, as rolas passeiam-se no muro e balançam-se nos fios do lado da frente, juntamente com melros e pardais.

sábado, abril 17, 2021

Olhares


 Roselhas ou estevas, conhecem?

segunda-feira, abril 12, 2021

Desconfinamento/Família

 Ontem, eu que não sou concretamente fada do lar, perante a abertura das "fronteiras" concelhias, convidei o único tio que me resta e a minha irmã para o almoço.

Já levámos os três a 1ª dose da vacina, a sala e a mesa são grandes, deu para estarmos, em princípio, em segurança.

O tio vai a caminho dos 93 anos, adora falar mas ouve muito mal (já perdeu dois conjuntos de aparelhos auditivos que custaram uns milhares de euros e agora desistiu). 

Num ambiente calmo, só com três pessoas,  a comunicação foi fluindo de forma bastante sonora mas entendível.

Mais do que a ementa  valeram as horas que estivemos a conversar, passando por diversos temas, desde os locais aos nacionais com algumas discordâncias mas também algumas aproximações.

Saiu feliz da vida por ter tirado a ferrugem à língua, segundo as suas palavras.

Esta pandemia que se abateu sobre nós tem sido muito castradora para os idosos. 

sexta-feira, abril 09, 2021

Jardinar

 



 
Tem sido tempo de jardinagem.
Os morangos estão muito atrasados para arrelia dos melros e minha!

quarta-feira, abril 07, 2021

Vacinas

 Ontem levei a 1º dose da vacina para o tal maldito vírus.

Calhou-me a AstraZeneca e lá voltamos nós à polémica.

Já não há paciência para tanto "diz-se que disse"!


quarta-feira, março 31, 2021

Férias/Desconfinamento


 Não devia dizê-lo assim, publicamente, mas os rapazes romperam o "cerco" e vieram passar uns dias com a mãe e avó.

Não trouxeram as bicicletas porque dava muito as vistas, trouxeram apenas os skates que são uma novidade mas afinal nem uma patrulha avistaram.

A atividade principal ficou, como sempre, registada em foto, - escavações no quintal em busca de uma cidade romana.

De resto o tempo tem sido passado entre os primeiros "passos" nos skates, correrias escada acima, escada abaixo, lançamento de papagaios e brincadeiras com os gatos que quase já estão por tudo.

Esperemos que tudo corra bem!


Nota: A avó já pertence à 3ª idade mas não é aquela velhinha fofinha de há uns dias atrás! :) 

segunda-feira, março 29, 2021

O Gato


 O Gato


Com um lindo salto

Lesto e seguro

O gato passa

Do chão ao muro

Logo mudando de opinião

Passa de novo

Do muro ao chão

E pega corre

Bem de mansinho

Atrás de um pobre 

De um passarinho

Súbito, para

Como assombrado

Depois dispara

Pula de lado

E quando tudo

Se lhe fatiga

Toma o seu banho

Passando a língua

Pela barriga.


Vinicíus de Morais


Nota: Este gato não é nenhum dos meus, é um visitante.

 

quinta-feira, março 25, 2021

Identidade/Beatles


 Depois de andar por aqui há tantos anos decidi que era tempo de dar a cara!

domingo, março 21, 2021

A minha glicínia


 

No Dia Mundial da Poesia, a minha glicínia é um poema lilás inscrito a sombreado na parede branca! 

quarta-feira, março 17, 2021

Caminhos Paralelos


 

Da janela do meu quarto, caminhos paralelos...

sábado, março 13, 2021

A Primeira Papoila


 Não sei se foi o verde que motivou a papoila a romper sozinha, se foi a papoila que não teve medo da solidão!

quinta-feira, março 11, 2021

Cansaço

 Há dias o meu neto mais novo, que tem 7 anos, disse ao pai que estava cansado de ver sempre as mesmas pessoas.

Depois de ter feito anos a 9, venho declarar o mesmo cansaço do rapaz.

Estou verdadeiramente cansada de mim!

domingo, março 07, 2021

Anúncio de Primavera


 

Sorrateiramente, sem eu dar por nada, a camélia surgiu e eu fiquei deslumbrada!

sexta-feira, março 05, 2021

La Forêt


 

Gosto muito de livros, filmes e séries policiais.

Neste momento ando a seguir esta série francesa que gira à volta de um crime e do desaparecimento de algumas adolescentes numa povoação na orla da floresta das Ardenas.

Só tenho receio que me aconteça o mesmo que me sucedeu em relação ao filme "Cartas para Julieta" que visionei há dias.

Nas últimas cenas cheguei à conclusão que já o tinha visto.

Enfim, esta cabeça já não é o que era!

terça-feira, março 02, 2021

Há um ano




 Fez ontem um ano que parti sozinha para a Pousada da Ria.

Cheguei com chuva mas durante a semana o tempo esteve ameno.

Falava-se já de um vírus muito estranho, vindo da China, e que já estava a causar muitos mortos em Itália.

No dia 2 de Março ocorreu o 1º óbito em Portugal devido ao Covid, assim batizado o tal vírus.

Apesar disso tudo estava tranquilo mas depressa tivemos que confinar e nunca mais houve descanso!

sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Metáfora


 Por detrás das grades

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

O rapazinho do fato de treino

 Tinha para aí 9/10 anos, moreno, cabelo e olhos bem escuros, vestia um fato de treino demasiado largo para ele, tinha máscara e um certo ar de cansaço ou vergonha. Estava à saída do mini mercado onde me abasteço, muito perto da minha casa.

Dirigi-me ao carro, coloquei as compras lá dentro e olhei-o, ele também me fixou sem desviar o olhar.

Perguntei-lhe se queria alguma coisa e ele acenou que sim. Estendi-lhe algumas moedas que ele meteu no bolso, sem dizer nada.

Depois aproximou-se estrategicamente de outro carro que acabava de estacionar ao lado do meu.

Deu-me a nítida sensação que este rapazinho não estava habituado a pedir.


quinta-feira, fevereiro 18, 2021

Conclusão da Experiência

 A experiência que fiz tem a ver com a comparação do meu mural do FB e do meu blogue-

Coloquei a mesma imagem do vaso de violetas e a mesma pergunta nos dois espaços.

No FB contei apenas os comentários verbais, deixei de fora todas as mensagens icónicas e foram 18 esses comentários.

No blogue houve 13 comentários.

Do ponto de vista de conteúdo houve referências a La Violetera, de Sarita Montiel, a memórias de infância de quintais/jardins de familiares muito queridos, referência ao aroma, à cor, ligação à Primavera , às andorinhas, à renovação, ao recomeço, à beleza dos pequenos pormenores, ao poder da terra, uma amiga do face disse que é do tempo em que se vendiam raminhos de violetas no Chiado e a nossa amiga Teresa lembrou as flores preferidas da Teté.

Tirando esta lembrança só possível no blogue, pude concluir que não houve um estilo diferente entre uns e outros comentadores.

Seria da imagem, seria da pergunta, seria da postura de uns e outros?

Falta-me dizer o que me lembra o tal vaso:

. A Moda das Tranças Pretas - cantado por Vicente da Câmara

.La Violetera - cantado por Sarita Montiel

E ainda os longos passeios pelos campos da minha infância na companhia da minha amiga F. (que já partiu há uns anos), em busca de violetas com as quais nos armávamos em perfumistas.

domingo, fevereiro 14, 2021

Experiência


 Lembrei-me de fazer uma experiência a partir desta pergunta:

- O que vos lembra este vaso de violetas?

quarta-feira, fevereiro 10, 2021

A minha rua

Já por aqui disse que na minha rua há três conventos, dois deles têm capelas abertas ao público.

O que não disse é que a minha rua é a "rua do lá vai um" a pé, já de carro não direi o mesmo.

Desde que colocaram lombas numa das saídas para sul, a opção foi o escape por aqui, para pouparem nos amortecedores.

Como não passei nesta santa terra o 1º confinamento, não sei como foi mas agora, com as missas e os terços online, não passa mesmo ninguém.

As devotas da missa do meio dia e do terço das 6 da tarde ficam em frente do computador ou do canal Canção Nova e a rua pasmou de vez.

Estou a exagerar um pouco, afinal os únicos vizinhos com quem tenho contacto visual/verbal de um quintal para o outro chegaram de Paris há dias, onde foram passar o Natal com um filho.

E o Kiss, o cãozito que ficou de férias em casa da filha do casal, voltou ao lar e eu voltei a ouvi-lo ladrar, o que é um excelente sinal de vida no meio desta pasmaceira!

quinta-feira, fevereiro 04, 2021

Ítaca

 Ando a ler um livro que me levou ao conhecimento do poeta grego-otomano Konstantinos Kaváfis que nasceu e morreu em Alexandria.

Pensava eu que seria egípcio mas o Google dá-me esta informação. Deve haver razões de ordem histórica para tal, talvez tenha a ver com o Império Otomano.

E aqui está o poema que me levou até ele:


"Quando abalares, de ida para Ítaca,

Faz votos por que seja longa a viagem,

Cheia de aventuras, cheia de experiências.

E quanto aos Lestrigões, quanto aos Ciclopes,

O irado Poséidon, não o temas,

Disso não verás nunca no caminho,

Se o teu pensar guardares alto, e uma nobre 

Emoção tocar tua mente e corpo.

E nem os Lestrigões, nem os Ciclopes,

Nem o fero Poséidon hás de ver,

Se dentro d´alma não os transportares, 

Se não tos puser a tua alma à tua frente."


Segundo a personagem que o recita é mais do que um poema, é o percurso da vida de cada um de nós que nem sempre chega a bom porto, tantos são os perigos.

É preciso guardar alto o nosso pensar enquanto viajamos para Ítaca!

domingo, janeiro 31, 2021

Vozes dos Animais


 

Sou do tempo do livro único e no da 3ª classe havia uns versinhos com este título e da autoria de Pedro Dinis que não consegui descobrir quem era.

Penso que cheguei a saber muitas dessas quadras de cor mas agora, na minha lembrança, resta a 1ª.

Não me parecem gemidos o que ouço logo de manhã, mas é a voz das rolas a pedirem alimento.

Desde há anos que me habituei, com o meu companheiro de 50 anos e amante de aves, a alimentar a passarada que por aqui esvoaça - rolas, melros e pardais.

O que vale é que a loja que vende o granulado dos gatos também me fornece o das aves.

Ajudar os animais também é uma forma de voluntariado.