E porque o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades foi há pouco e porque o Mundial de Futebol começou ontem e porque este fado tem muito de Portugal, aqui fica!
Rosa dos Ventos
sexta-feira, junho 12, 2026
quarta-feira, junho 10, 2026
domingo, junho 07, 2026
Poesia ao domingo
Quem me espera não me espera
Quem me ama já esqueceu
Quem me toca dilacera
Esta estranha primavera
Que o mês de Maio me deu
Eu já não sei o que tenho
Se febre, se mal ruim
Se este sentimento estranho
De não ser de onde venho
Comigo longe de mim
E assim fico sentado
Com as algas a boiar
De queixo na mão pousado
Ó meu barquinho parado
Sem porto para ancorar
António Lobo Antunes
" VODKA e VALIUM 10"
P.S. A Teresa, que está de férias no Porto, lembrou-me a feição poética de ALA, daí este poema.
sábado, junho 06, 2026
Dia D
Faz hoje 82 anos que se deu o desembarque das tropas aliadas, nas praias da Normandia que estavam divididas em 5 setores: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword.
O desembarque em Omaha foi o mais sangrento, com milhares de mortos de um lado e do outro.
Estive lá, nessa zona costeira com alunos da minha escola e onde ainda se viam alguns obstáculos no mar e em terra restavam algumas casamatas de onde os soldados alemães atingiram milhares de aliados.
Também visitámos um museu que reconstituía o desembarque.
Neste dia iniciou-se o princípio do fim do nazismo e o fim da Segunda Guerra Mundial.
Julgávamos nós que, na Europa, não tornaríamos a assistir à barbárie de uma guerra, mas ela aí está e sem fim à vista.
sexta-feira, junho 05, 2026
quinta-feira, junho 04, 2026
Leituras
terça-feira, junho 02, 2026
Publicidade
Há muito que não tínhamos um anúncio tão original como este.
Aliás os nossos publicitários não andam nada criativos.
Este anúncio faz-me lembrar o "Tou xim".
segunda-feira, junho 01, 2026
domingo, maio 31, 2026
Poesia ao domingo
Dez Reis de Esperança
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, não bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.
António Gedeão, in Poesias Completas (1956-1967)

