sexta-feira, outubro 15, 2021

Abril em Outubro


 

Em Outubro o meu cravo recusa-se a morrer!

terça-feira, outubro 12, 2021

OE



O País não vive sem o Orçamento de Estado e eu não vivo sem este Almanaque.

Enquanto o "Borda d`Água" me orienta o OE desorienta-me. 

domingo, outubro 10, 2021

Doces


 Não, não vou falar da série que está a dar aos sábados na RTP1, sobre esse quarteto que tanto deu que falar.

Venho apenas apresentar uma pequena amostragem do resultado das minhas colheitas:

Doce de maçã, marmelada e geleia!

Estão uma doçura!

quinta-feira, setembro 30, 2021

Outono


 A campanha eleitoral e mais uns dias de férias no Algarve afastaram-me do computador mas não queria que setembro terminasse sem nova entrada.

Entro em casa pelas traseiras e chega até mim um cheiro outonal delicioso.

Eu sei que os marmelos estão com mau aspeto mas a marmelada sairá bem, quanto às maçãs ainda foi possível encontrar uma macieira que não estivesse "depenada".

Faltam as nozes e as castanhas mas essas não deitam este cheiro adocicado.

quinta-feira, setembro 16, 2021

Ora abóboras!


 

Tenho estado sem computador, sem máquina da loiça, sem máquina da roupa como se um génio do mal tivesse decidido castigar-me por alguma razão que desconheço.

Mas aos poucos está  tudo a entrar nos eixos.

Tenho conseguido comentar alguns blogues no tablet e tenho verificado que, salvo raras exceções, isto anda para o parado.

As abóboras foram-me oferecidas por uma vizinha e amiga. Uma delas já foi transformada numa deliciosa iguaria bem portuguesa - abóbora cozida com feijão manteiga, cenoura, envolvida num refogado bem apurado e acompanhada com miolos de broa.

Já provaram?

E assim está justificado o título e a imagem!

sábado, setembro 04, 2021

Autoestradas









Se por um lado as autoestradas nos proporcionam viagens mais rápidas e seguras, por outro lado deixamos de ver vilas e aldeias bem simpáticas.

No regresso do Algarve, com as áreas de serviço cheias, com mau serviço e caras, decidimos sair para almoçar em Ferreira do Alentejo.

Em boa hora o fizemos porque os kms que andámos a mais levaram-nos a um restaurante muito agradável, com pessoal simpático, com muita escolha, sem confusões e com um bom preço.

Ainda pudemos observar alguns aspetos da vila dos quais destaco uma refrescante cascata com uma capelinha bem original ao fundo e uma capela por detrás de uma cerca mas sem deixar de ser um belo apontamento debruado a azul.

A pressa tira-nos tanta coisa!

segunda-feira, agosto 30, 2021

Regresso


Caso tenham dado pela minha falta, venho anunciar o meu regresso e mostrar um pouco do que deixei para trás.





Deixei o azul do céu, do mar e uma água com uma temperatura fantástica.



Deixei entardeceres luminosos...




 ...e gaivotas dançando ao som das ondas.

sexta-feira, agosto 13, 2021

Verões

 A praia da minha infância foi a Nazaré!

O que recordo desses verões felizes resumem-se a:

Bolos da Batel e de Alfeizeirão vendidos em caixas com gavetinhas que se abriam diante de nós, de joelhos, com a água salgada a escorrer do cabelo pela cara abaixo;

Barquilhos com uma rodinha da sorte e línguas da sogra;

O jogo do prego que podia ser de ferro e era guardado de um ano para o outro, ou de vidro, lindíssimos, mas que que se partiam logo que batiam numa pedra maior;

O Catitinha, velho senhor sempre bem vestido, de barbas brancas, que ia passando pelas praias, do norte até Cascais, arrastando atrás de si a garotada que o queria cumprimentar;

E, finalmente, os Robertos.

Os Robertos foram a minha 1ª experiência de teatro ao vivo.

Os "artistas" chegavam, montavam a barraquinha num dos largos e o espetáculo começava connosco sentados na areia a rir às gargalhadas com as travessuras dos bonecos movimentados por dedos mágicos.

Foi assim que por volta dos cinco anos me perdi pela 1ª e última vez porque decidi seguir o espetáculo para outros largos.

Acabei em lágrimas no Posto de Turismo, levada por um pescador, o altifalante anunciou a presença de uma menina perdida e daí a pouco chegou a minha mãe, também em lágrimas.

Ainda me lembro da mão áspera do pescador que me levou até ao Posto de Turismo!

terça-feira, agosto 10, 2021

Migrantes


Lydia, uma jovem mãe mexicana  de Acapulco, foge desesperada com o seu filho Luca de 8 anos, depois de toda a família ter sido massacrada por um cartel de narcotraficantes ( não sei se será uma redundância ).

A narrativa desenrola-se praticamente toda à volta dessa fuga dramática, rumo ao Norte, aprendendo a subir e a descer da "Besta", assim denominados os comboios de mercadorias, viajando nos tejadilhos.

Encontra amigos, inimigos, é roubada, duas adolescentes das Honduras, suas mestras nestas andanças, são violadas, assiste à morte de companheiros e vai resistindo na esperança de salvar o filho, com o cartel no seu encalce.

Depois de uma travessia dolorosa do deserto com alguns companheiros e o melhor passador da zona chega aos EUA onde irá iniciar uma vida bem diferente da que tinha, casada com um jornalista, dona de uma livraria e cidadã com plenos direitos.

Ilegal, corre sérios riscos de ser deportada como tantos outros.


Num mundo assolado pelas migrações, com milhares de mortos no Mediterrâneo e pelo caminho, fiquei impressionada com este relato que individualiza fugitivos da América Latina e me fez ver que em cada migrante há uma história de vida bem sofrida.