A ponte que uniu Lisboa à margem sul fez/faz 60 anos e, em 1966, era a ponte suspensa mais alta da Europa.
Daí ter me lembrado dos Jafumega!
A ponte que uniu Lisboa à margem sul fez/faz 60 anos e, em 1966, era a ponte suspensa mais alta da Europa.
Daí ter me lembrado dos Jafumega!
Baseado em factos verídicos ocorridos na Bélgica, durante a ocupação nazi, com um abade católico, o narrador conta a profunda amizade desenvolvida entre um padre e um miúdo judeu.
Esse miúdo foi entregue pelos pais a uma família nobre em Bruxelas, mas essa família acabou, por razões de denúncia, por se socorrer do tal padre de uma aldeia a cerca trinta kms da cidade e que acolhia rapazes judeus, numa espécie de colégio, e cujos pais tinham sido levados pelos nazis ou os próprios pais os tinham deixado para os salvarem.
Entre o miúdo judeu e o padre católico surgem diálogos que vão do místico, ao divertido, mas também ao dramático, sobretudo no questionamento sobre a ação de Deus e nas diferenças entre o judaísmo e o catolicismo.
O padre procura que o miúdo não esqueça a sua religião, mas ao mesmo tempo tem de levá-lo a ele e a todos a construírem uma nova identidade a partir de documentos falsos que atestavam a sua origem católica e a irem mesmo à missa na aldeia.
Durante três anos sofrerem muitos sustos, mas a guerra acabou e os pais do miúdo apareceram.
É uma pequena narrativa cuja conclusão já nos coloca na atualidade, com referências ao conflito entre Israel e o povo palestiniano.
Já adultos, o tal miúdo e um grande amigo que vive em Israel, têm este diálogo:
- Não sejas ingénuo, José. A melhor forma de chegar à paz, é muitas vezes a guerra.
- Eu não estou de acordo. Quanto mais ódio acumulares entre estes dois campos, menos a paz será possível.
Nota: o meu último Leituras teve apenas duas leitoras!
Estou de férias com os meus "índios"!
Como não posso movimentar-me na areia, fico pela piscina.
A pergunta é:
- Como se chama a praia onde estamos?
O último andar
No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua no terraço
fica todo o luar
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que quero morar:
no último andar.
Cecília Meireles
Do meu último andar não vejo o mar, mas vejo a serra!
Na 5ª feira houve mais uma sessão no Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ourém.
O livro em análise é o que se encontra na imagem.
O tema central gira à volta da crise conjugal vivida por um casal de meia idade e na reforma, quando foi a Moscovo visitar a filha de uma 1ª relação do homem.
Depois de algumas e alguns leitores terem considerado a obra pouco profunda, surgiram comentários que contrariaram essa opinião.
A condição feminina, o envelhecimento, a juventude, as divergências sociopolíticas entre pai e filha e a falta de comunicação são os eixos desta quase novela e, como tal, deram origem as discussões bem profundas.
Rui Veloso fez ontem 69 anos e é um dos nossos bons cantores, fez parte integrante da banda GNR.
A Mata do Bussaco é a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.
Bussaco vai receber a certificação de Floresta Terapêutica e torna-se a quarta do mundo a ostentar tal título.
As suas características cruzam natureza, saúde e bem-estar.
Esta Mata Nacional vai receber essa certificação na próxima semana, revelou recentemente o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques.
Subscrevo este galardão, pois já passei umas belas férias com duas amigas nesta região e até subi estas escadas!
É uma bela Mata Nacional!
Era mesmo um feto, nome pelo qual é conhecida esta planta entre nós.
No Brasil chama-se samambaia .
As samambaias ou fetos são plantas sem flores ou sementes que se reproduzem por esporos, destacando-se pela folhagem verde e exuberante.
Tem o nome científico de Nephrolepis, como adiantou uma nova visitante, Luma Rosa.
Aos participantes os meus agradecimentos, é sempre um prazer ter uma boa adesão aos desafios.
Dois Cimbalinos Escaldados
Não sei, meu amigo, o que
irradiava mais calor, se
a chávena escaldada, se
o cimbalino fervente, se
as conversas sobre livros de poesia
que nesse tempo ainda
acreditávamos ser a maior razão.
Curto, normal, cheio
o cimbalino, esse negro odor
com moldura branca
numa mesa de café, na cidade
onde habitávamos desde sempre.
Inês Lourenço, in O Segundo Olhar
Nota: Inês Lourenço é a protagonista da Feira do Livro do Porto, a decorrer entre 21 de agosto e 6 de setembro.
Os tempos não estão fáceis com tanta perturbação na ordem mundial, perdas de vozes que amamos, incêndios em Portugal e os nossos vizinhos espanhóis a passarem da euforia à enorme preocupação com milhares de desalojados por precaução, mas também já com muitos prejuízos.
Daí pensar em aliviar um pouco o ambiente.
Tenho uma amiga brasileira que, na semana passada, me visitou e me trouxe esta bela planta.
Por acaso sabem o nome dela em português do Brasil?