Ontem almocei com a minha irmã e uma prima, sou a mais nova das três, mas estamos todas na 3ª. idade.
É uma fase da vida em que somamos muitas e boas memórias.
O tema de conversa, embora o Halloween já tivesse passado, centrou-se nas histórias que a nossa avó nos contava à lareira e que giravam normalmente à volta de bruxas e lobisomens.
Algumas pessoas incomodam-se com o Halloween, mas esquecem-se que o imaginário das crianças das aldeias e das pequenas vilas era povoado por seres sobrenaturais, com poderes espantosos.
A talho de foice surgiu o termo quebranto ou mau-olhado e as pessoas capazes de o fazer desaparecer através de um ritual acompanhado por uma oração. Não vou adiantar mais neste campo, porque ainda posso ser acusada de bruxaria!
Muito nos rimos com estas histórias e concluímos que, quando desaparecermos, mais ninguém na família será capaz destas memórias.
A minha avó não falava de quebranto nem me parece que acreditasse nisso, mas nós conhecemos gente que vivia esse mal como se fosse real.



