Estou sem acesso aos blogues.
O que é que se passa convosco?
Ontem os rapazes regressaram a Lisboa com o pai.
O mais novo começou as aulas hoje e o mais velho, devido às confusões havidas sobretudo com os exames do 12º, só começará no dia 21. Os professores do Secundário precisam de respirar fundo, antes de enfrentarem mais um ano letivo.
O pequeno apartamento voltou à quietude habitual, com os gatos a dormir descansados, sem serem incomodados com festas.
E eu decidi seguir um horário pouco habitual. Pequeno almoço às 10h, filme a seguir deitada no sofá e só depois as tarefas domésticas, tudo isto acompanhada por música.
Agora todo o tempo me pertence e só faço o que me apetece. Quer dizer que continua muita coisa à espera que eu tome uma atitude.
Natália Correia nasceu a 13 de setembro de 1923.
Ó meu país, meu corpo delirante,
Meu sangue, minha febre, meu desejo,
Meu mar de sal, meu vinho abundante,
Meu sol de fogo, meu eterno ensejo!
Em ti me perco, em ti reconheço,
Em ti me cumpro, em ti me incendeio,
Em ti me entrego, em ti me estremeço,
Em ti me afogo, em ti me mareio.
É o teu grito que me sobe à boca,
É teu o ritmo que me agita o passo,
É teu o fogo que me a alma provoca,
É teu o sonho que me prende ao laço.
Natália Correia, in Cântico do País Emerso
"Quando os ventos da mudança começam a soprar, algumas pessoas levantam muros para se proteger, enquanto outras constroem moinhos para aproveitar a força do vento."
Provérbio chinês
Os meus netos estão a passar comigo os últimos 15 dias de férias e o pai telefona todos os dias, aliás fá-lo sempre independentemente dos rapazes estarem comigo ou não.
À tantas digo-lhe que não tenho lido quase nada ultimamente e ele responde:
Deixa lá, minha mãe, estás a construir memórias e eles também!
Fiquei a pensar quanto tempo de memórias me resta construir.
" Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso, nunca se sabe qual é o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro. "
Clarice Lispector
Um conselho nada católico! :))
The Dancing Words
Porque és o retrato dos meus olhos
Onde as fontes do sol vêm beber
Este mar de setembro azul perfeito
Que nas pedras acaba de morrer.
Porque na noite clara do teu peito
A lua é só um pássaro ferido
E as palavras nascem dos meus dedos
Carregadas de sonho e de sentido
Porque és a cor dos rios em cada fonte
No silêncio da terra desvelada
Lágrima orvalho pétala horizonte
Onde se abre verde a madrugada.
António Lobo Antunes
Desde que mudei de casa o algoritmo do Facebook deixou de me presentear com cadeiras elevatórias, é espantoso como sabe que já não preciso!
Em contrapartida agora só apanho bandas e fico bem feliz com isso, porque adoro essas manifestações musicais quer populares, quer eruditas.
Nota: Ontem, pelos vistos, os blogues andaram marados, muitos não conseguiram comentar ninguém, eu estou na lista.