terça-feira, junho 23, 2026

S. João


O meu bairro está em festa!

Desde há 30 anos, data da inauguração desta capelinha, que se festeja o S. João e de que maneira.

Há comes e bebes durante vários dias, quermesse, algodão doce, filhoses, café da avó, animação musical, baile até às tantas, mas também cerimónias religiosas, missa, terço e procissão.

No aspeto decorativo, todos os anos somos surpreendidos com um tapete de flores que vai das escadas da capela até ao final do pequeno largo. Este ano as flores foram substituídas por verdura e elos ligados uns aos aos outros a simbolizar a união presente no bairro, onde dezenas de moradores se envolvem, para que tudo corra bem e com muita animação. 

Neste dia 23, ao fim da tarde, já há uma enorme fila para as sardinhas que são o prato forte, o jantar prolonga-se quase até à meia-noite, hora de lançamento do fogo de artifício, com foguetes de luzes, controlado com a presença dos bombeiros.

Este ano com Portugal a jogar, penso que às 17,30 já há mesas ocupadas.

Com as sardinhas de semana, a família juntou-se no domingo para o tradicional almoço, nas mesas corridas à boa maneira da província.

Quando digo a família, sou eu com os meus rapazes e a minha irmã com os filhos e netas. Este ano tivemos duas faltas justificadas.

Os rapazes vieram de Lisboa, mas partiram cedo porque o neto mais velho tinha exame de matemática na segunda.

Se a música se ouvia muito bem na minha vivenda, aqui no apartamento ainda chegam alguns ecos.

E é assim o S. João no meu bairro.

segunda-feira, junho 22, 2026

Futilidades


 Não é só a Catarina que come bons petiscos!

São serviços?

domingo, junho 21, 2026

Poesia ao domingo

 O Vagabundo do Mar


Sou barco de vela e remo

sou vagabundo do mar.

Não tenho escala marcada

nem hora para chegar:

é tudo conforme o vento,

tudo conforme a maré...

Muitas vezes acontece

largar o rumo tomado

da praia para onde ia...

Foi o vento que virou?

foi o mar que enraiveceu

e não há porto de abrigo?

ou foi a minha vontade

de vagabundo do mar?

Sei lá.

Fosse o que fosse

não tenho rota marcada

ando ao sabor da maré.

É por isso meus amigos,

que a tempestade da Vida

me apanhou no alto mar.

E agora

queira ou não queira,

cara alegre e braço forte:

estou no meu posto a lutar1

Se for ao fundo acabou-se.

Estas coisas acontecem

aos vagabundos do mar.


Manuel da Fonseca, in Obra Poética



sexta-feira, junho 19, 2026

Música à sexta


 

E nada melhor do que uma música de Cabo Verde para homenagear esse país que aguentou firme o ímpeto da Espanha, graças às mãos de ouro do Vozinha! 

quinta-feira, junho 18, 2026

Citação

 Desculpai não vos responder como faço habitualmente, mas ainda estou a recuperar da minha falha de intuição.

" E alegre se fez triste"

Felizmente, logo de manhã, caí em cima de um artigo de Ascenso Simões, no Expresso digital, creio, com o título "O Poeta da Cidade"

Aqui fica a sua introdução.

" Não sei o nome dele, pouco interessa. só sei que enche a alma, que nos retira da fossa em que estamos, nos concede a imagem de um Deus frágil, próximo e amigo. O Poeta da Cidade é o que de melhor nos deu o algoritmo através das redes sociais."


P.S. Vão por mim, que também o encontro muitas vezes por aqui e é um consolo ouvi-lo.

quarta-feira, junho 17, 2026

Desabafo

Não sou nada convencida, mas tenho a mania que sou intuitiva.
Esse convencimento já me trouxe alguns desgostos e deceções em relação a pessoas que considerava fiáveis, amigas e das quais não esperava determinadas atitudes que descobri tardiamente.
Mas para a frente é que é o caminho e, sobretudo, não demonstrar essa deceção. Assim ficamos todos bem e eu posso ser um pouco irónica de vez em quando sem me denunciar.
Este desabafo vem a propósito da minha intuição que me leva a acreditar na vitória contra o Congo!
Olha a volta que eu dei!

terça-feira, junho 16, 2026

Jornais

Deixei de comprar jornais diários e semanais desde que fiquei sozinha.
Limito-me a ler as suas capas na Net,  vejo o noticiário das 21 e 30 da RTP2 e assim fico informada.
O Facebook também me mantém atualizada em relação a muitos aspetos.
Ainda assino o jornal da minha terra de origem e um regional.
O mundo continua perigoso e Portugal faz que anda mas não anda, como o barquinho da carreira...só que não é brincadeira.

segunda-feira, junho 15, 2026

Portugal

 Quer queiramos ou não, na matriz identitária de Portugal encontram-se gravadas as palavras Fado, Futebol e Fátima.

No Fado cabem os descobrimentos, a colonização, a descolonização, a saudade do que queríamos ser e não fomos, a tristeza dos amores desencontrados.

Já o Futebol oscila entre grandes alegrias e enormes tristezas. Veremos o que nos espera a partir de quarta-feira, o exemplo do Brasil não foi animador.

Fátima é outra conversa, é um nome universal, conhecido de crentes e não-crentes.

Se não houve milagre, passou a haver!

domingo, junho 14, 2026

Poesia ao domingo

 As Mãos


Com as mãos se faz a paz se faz a guerra,

Com as mãos tudo se faz e se desfaz.

Com as mãos se faz o poema - e são de terra.

Com as mãos se faz a guerra - e são a paz.


Com as mãos se rasga o mar. Com as mãos se lavra.

Não são de pedras estas casas mas

de mãos. E estão no fruto e na palavra

as mãos que são o canto e são as armas.


E cravam-se no Tempo como farpas

as mãos que vês nas coisas transformadas.

Folhas que vão no vento: verdes harpas.


De mãos é cada flor cada cidade.

Ninguém pode vencer estas espadas:

nas tuas mãos começa a liberdade.


Manuel Alegre, in O Canto e as Armas

sábado, junho 13, 2026

Santo António


 Em dia de Santo António

Eu comprei um manjerico

Com ou sem harmónio

Em casa é que não fico.


Por aqui se pode avaliar o meu jeito para versejar!