segunda-feira, junho 27, 2022

Chama-se Ana

No sábado recebi a visita da minha cunhada mais nova e fui marcar mesa ao restaurante que fica a poucos metros da minha casa. É que ao fim de semana esta santa terrinha enche. A jovem que me atendeu falava um Português correcto mas com uma pronúncia estranha. À 13 lá estávamos e foi a mesma jovem que nos recebeu muito gentilmente. Às tantas perguntei-lhe a nacionalidade, repondeu que era portuguesa. -Então de onde vem essa pronúncia? -Da Alemanha, fui para lá muito pequenina. - Quer dizer que voltou de vez? - Não, como gosto de Portugal e da Alemanha aproveito o que os dois países têm de bom, venho fazer aqui o Verão e depois regresso. - E como se chama? - Ana! Disse tudo isto com um ar felícissimo e nós duas felizes ficámos por não ouvirmos queixas. Que bom haver portugueses jovens e felizes!

sábado, junho 25, 2022

quinta-feira, junho 02, 2022

Não é um gato, é uma gata

Poema inédito de José Luís Peixoto Só conhecia este jovem autor como prosador, um dia destes no programa da RTP2," Nada é como Dante", pela voz de Pedro Lamares fiquei a conhecer este poema. Como sou fã até dizer basta dos felinos, achei graça e aqui está ele com algo de metafórico no interstício de alguns versos, pelo menos eu descortinei isso.

quarta-feira, maio 18, 2022

Palavras ao vento

Poema de João Pedro Mésseder, poeta que desconhecia e que encontrei no livro "Desacordo Ortográfico". Nasceu no Porto em 1957, é doutorado em Literatura Portuguesa do século XX e professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. A estranha mancha gráfica decorre do artifício que engendrei para se ver que era um poema.

terça-feira, maio 17, 2022

São rosas

São rosas, senhoras e senhores, são rosas do meu jardinzinho. Nascem cor-de-rosa e vão desmaiando até ficarem brancas como se fossem cabeleira de gente. E como cabelo de gente ondeiam ao sabor do vento. São rosas de Maio!

quinta-feira, maio 12, 2022

Leituras

Abdulrazak Gurnach nasceu em 1948 em Zanzibar. Na década de 60 foi forçado a sair do seu país, então a braços com uma revolução e chegou como refugiado ao Reino Unido. Foi professor de Inglês e de Literaturas Pós-coloniais na Universidade de Kent, em Canterbury onde vive. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2021 " pela forma determinada e humana com que aborda e aprofunda as consequências do colonialismo e o destino do refugiado no fosso entre culturaS e continentes. Entrelaçando História e ficção , Vidas Seguintes é um romance lúcido e trágico sobre África o legado colonial e as atrocidades da guerra, bem como as infinitas contradições da natureza humana." Eu desconhecia totalmente esta guerra iniciada em 1914, coincidindo com a 1ª Guerra Mundial na Europa e tendo como inimigos Britânicos e Alemães a degladiarem-se pela posse de territórios na África Oriental. Desta luta sairam vencedores os Britânicos mas o legado alemão ficou bem vincado nos nativos que aprenderam a ler e a escrever a língua alemã.

segunda-feira, maio 09, 2022

Jarros

O muro acusa a falta de cal, a erva tomou conta de todo o espaço mas debaixo da figueira os jarros floriram. Já a buganvília se esqueceu de o fazer. Os donos continuam ausentes numa residência sénior. Será que para o ano ainda verei os jarros a florirem?

sexta-feira, maio 06, 2022

Desabafo

A mancha gráfica do poema de Manuel Alegre que postei ontem não saiu como poema mas como prosa. O que vale é que os meus leitores não fizeram qualquer reparo. O meu blogue ou o meu computador ou os dois não andam nada certos. Peço desculpa porque ainda por cima não identifiquei o seu autor.

quinta-feira, maio 05, 2022

Dia Mundial da Língua Portuguesa

A Fala Sou de uma Europa de periferia na minha língua há o estilo manuelino cada verso é uma outra geografia aqui vai-se a Camões e é um destino. Vela veleiro vento. e o que se ouvia era sempre na fala o mar e o signo. Gramática de sal e maresia na minha língua há um marulhar contínuo. Há nela o som do sul o tom da viagem. O azul. O fogo de Santelmo e a tromba de água. E também sol. E também sombra. Verás na minha língua a outra margem. Os símbolos os ritmos os sinais. E Europa que não mais Mestre não mais. In Sonetos do Obscuro Quê, 1993

segunda-feira, maio 02, 2022