sábado, outubro 17, 2026

Jornais

 Depois de ter passado anos sem comprar jornais, aderi ao Público online e de vez em quando compro o Expresso.

Apesar de alguns defeitos que a Clara Ferreira Alves tem, escreve bem e, de facto, é mais irritante quando fala.

Na sua Pluma Caprichosa de hoje, com o título Feira Cabisbaixa, fala-nos da morte de amigos e do ato de apagar o seu contacto do telemóvel.

" A resistência à extinção mede-se pela irracionalidade da recusa quotidiana e milimétrica da morte ou da possibilidade da morte. Não é tema, a não ser quando discutida em abstrato e como alguma coisa que acontece aos outros....É a única coisa de que podemos estar certos. O como e quando não são substantivos. Nem negociáveis."

Atrevo-me a dizer que só os poetas conseguem falar da sua morte sem serem mórbidos.

E eu, numa espécie de adiamento do desaparecimento final, tardo em apagar do telemóvel o número de familiares e amigos.

sexta-feira, outubro 16, 2026

Música à sexta


 

Nunca Charles Aznavour pensou que esta canção passaria a ser uma arma de protesto.

Em Portugal o PM aconselhou os manifestantes do Porto a não serem egoístas!

quinta-feira, outubro 15, 2026

Ensaios


 

A Catarina ,https://contempladoraocidental.blogspot.com/ convenceu-me a experimentar pincéis, tintas, lápis!

Fui sempre uma negação em desenho, exceto em desenho geométrico, aí era excelente.

Agora a juntar às atividades que já tinha acrescentei esta.

Apresento-vos uma nova versão de hortências!

quarta-feira, outubro 14, 2026

A cantiga é uma arma

 Nas ruas e praças de Paris e de outras cidades, os jovens cantam e tocam a Marselhesa, a Internacional Socialista e essa bela canção de Charles Aznavour "Emmenez-moi au bout de la terre". Em Espanha ouve-se o Hino dos Mineiros que nasceu nas Astúrias em 1936.

Em França luta-se por melhor qualidade na Educação, na Espanha pelo direito à Habitação!

É bem verdade que "A cantiga é uma arma", da autoria de José Mário Branco.

Em Portugal a luta pelo direito à habitação já faz mexer os jovens com alguns acampamentos, dispersos rapidamente pelas autoridades, mas ainda não cantam.


segunda-feira, outubro 12, 2026

Citação

 " Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Interessa-me explorar essa condição humana. "


Carla Madeira, escritora brasileira, autora do romance "Tudo é Rio" que está na minha lista para leitura futura.

domingo, outubro 11, 2026

Poesia ao domingo

 Violoncelo


Chorai arcadas

Do violoncelo!

Convulsionadas

Pontes aladas

De pesadelo...

De que esvoaçam,

Brancos, os arcos...

Por baixo passam, 

Se despedaçam,

No rio, os barcos.

Fundas, soluçam

Caudais de choro...

Que ruínas, (ouçam)!

Se se debruçam,

Que sorvedouro!...

Trémulos astros,

Soidões lacustres...

- Lemos e mastros...

E os alabastros


Dos balaústres!

Urnas quebradas!

Blocos de gelo...

- Chorai arcadas,

Despedaçadas,

Do violoncelo.


Camilo Pessanha, in "Clepsidra"

sábado, outubro 10, 2026

Futilidades

 Hoje fiquei-me pela amostragem da minha 1ª tentativa de pintar hortênsias!

Tenho muito que treinar!

sexta-feira, outubro 09, 2026

Música à sexta


 Gosto muito de bandas filarmónicas, mais populares e de orquestras sinfónicas, mais clássicas.

quinta-feira, outubro 08, 2026

Prémio Nobel

 A Teresa do Ematejoca já nos deu toda a informação sobre Anna Carson.

Fui então fazer uma breve pesquisa e encontrei um poema da sua autoria lido por Madalena Sá Fernandes, retirado do livro intitulado "Vidro, Ironia e Deus".

Pensei que fosse ouvir algo de difícil compreensão, mas saiu-me um poema que, embora enorme, foca dados do quotidiano, localiza-se numa cozinha onde mãe e filha tomam uma refeição à base de alface, onde o eu poético tece considerações bem comezinhas.

Gostei do que ouvi.

terça-feira, outubro 06, 2026

Leituras


 

Talvez por ser uma "baby boom" e na minha infância ainda ouvir ecos das atrocidades da 2ª Guerra  Mundial, além de ter contactado com uma menina austríaca que veio passar duas temporadas a casa de uma tia minha, através da Cruz Vermelha, tenho uma certo fascínio por romances e filmes que relatam essa época.

A Erika era mais velha do que eu , mas lembro-me do medo que tinha e que a levava a esconder-se debaixo da cama, quando ouvia tocar a buzina das fábricas.

Com a leitura deste livro que está na foto, penso que fiquei vacinada e que não voltarei a ler mais nada sobre este tema.

As amigas que já o tinham lido disseram que era emocionante e que até tinham chorado com o desenrolar dos trágicos acontecimentos vividos por duas irmãs, durante a ocupação da França por parte do exército alemão, o papel das mesmas na Resistência e as terríveis consequências vividas por elas.

Confesso que não me emocionei e senti que para mim já chegava.

A história é como todas as história da Resistência, mas  não lhe encontrei valor literário.

Acrescento que foi uma amiga que mo ofereceu nos anos.

Alguém, desse lado, já o leu?