Rosa dos Ventos
sexta-feira, junho 26, 2026
Música à sexta
terça-feira, junho 23, 2026
S. João
O meu bairro está em festa!
Desde há 30 anos, data da inauguração desta capelinha, que se festeja o S. João e de que maneira.
Há comes e bebes durante vários dias, quermesse, algodão doce, filhoses, café da avó, animação musical, baile até às tantas, mas também cerimónias religiosas, missa, terço e procissão.
No aspeto decorativo, todos os anos somos surpreendidos com um tapete de flores que vai das escadas da capela até ao final do pequeno largo. Este ano as flores foram substituídas por verdura e elos ligados uns aos aos outros a simbolizar a união presente no bairro, onde dezenas de moradores se envolvem, para que tudo corra bem e com muita animação.
Neste dia 23, ao fim da tarde, já há uma enorme fila para as sardinhas que são o prato forte, o jantar prolonga-se quase até à meia-noite, hora de lançamento do fogo de artifício, com foguetes de luzes, controlado com a presença dos bombeiros.
Este ano com Portugal a jogar, penso que às 17,30 já há mesas ocupadas.
Com as sardinhas de semana, a família juntou-se no domingo para o tradicional almoço, nas mesas corridas à boa maneira da província.
Quando digo a família, sou eu com os meus rapazes e a minha irmã com os filhos e netas. Este ano tivemos duas faltas justificadas.
Os rapazes vieram de Lisboa, mas partiram cedo porque o neto mais velho tinha exame de matemática na segunda.
Se a música se ouvia muito bem na minha vivenda, aqui no apartamento ainda chegam alguns ecos.
E é assim o S. João no meu bairro.
segunda-feira, junho 22, 2026
domingo, junho 21, 2026
Poesia ao domingo
O Vagabundo do Mar
Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar1
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar.
Manuel da Fonseca, in Obra Poética
sexta-feira, junho 19, 2026
Música à sexta
E nada melhor do que uma música de Cabo Verde para homenagear esse país que aguentou firme o ímpeto da Espanha, graças às mãos de ouro do Vozinha!
quinta-feira, junho 18, 2026
Citação
Desculpai não vos responder como faço habitualmente, mas ainda estou a recuperar da minha falha de intuição.
" E alegre se fez triste"
Felizmente, logo de manhã, caí em cima de um artigo de Ascenso Simões, no Expresso digital, creio, com o título "O Poeta da Cidade"
Aqui fica a sua introdução.
" Não sei o nome dele, pouco interessa. só sei que enche a alma, que nos retira da fossa em que estamos, nos concede a imagem de um Deus frágil, próximo e amigo. O Poeta da Cidade é o que de melhor nos deu o algoritmo através das redes sociais."
P.S. Vão por mim, que também o encontro muitas vezes por aqui e é um consolo ouvi-lo.
quarta-feira, junho 17, 2026
Desabafo
terça-feira, junho 16, 2026
Jornais
segunda-feira, junho 15, 2026
Portugal
Quer queiramos ou não, na matriz identitária de Portugal encontram-se gravadas as palavras Fado, Futebol e Fátima.
No Fado cabem os descobrimentos, a colonização, a descolonização, a saudade do que queríamos ser e não fomos, a tristeza dos amores desencontrados.
Já o Futebol oscila entre grandes alegrias e enormes tristezas. Veremos o que nos espera a partir de quarta-feira, o exemplo do Brasil não foi animador.
Fátima é outra conversa, é um nome universal, conhecido de crentes e não-crentes.
Se não houve milagre, passou a haver!
domingo, junho 14, 2026
Poesia ao domingo
As Mãos
Com as mãos se faz a paz se faz a guerra,
Com as mãos tudo se faz e se desfaz.
Com as mãos se faz o poema - e são de terra.
Com as mãos se faz a guerra - e são a paz.
Com as mãos se rasga o mar. Com as mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre, in O Canto e as Armas

