" Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Interessa-me explorar essa condição humana. "
Carla Madeira, escritora brasileira, autora do romance "Tudo é Rio" que está na minha lista para leitura futura.
" Somos complexos, confusos, misturados. Não somos só bem ou mal. Interessa-me explorar essa condição humana. "
Carla Madeira, escritora brasileira, autora do romance "Tudo é Rio" que está na minha lista para leitura futura.
Violoncelo
Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trémulos astros,
Soidões lacustres...
- Lemos e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
- Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.
Camilo Pessanha, in "Clepsidra"
Hoje fiquei-me pela amostragem da minha 1ª tentativa de pintar hortênsias!
Tenho muito que treinar!
A Teresa do Ematejoca já nos deu toda a informação sobre Anna Carson.
Fui então fazer uma breve pesquisa e encontrei um poema da sua autoria lido por Madalena Sá Fernandes, retirado do livro intitulado "Vidro, Ironia e Deus".
Pensei que fosse ouvir algo de difícil compreensão, mas saiu-me um poema que, embora enorme, foca dados do quotidiano, localiza-se numa cozinha onde mãe e filha tomam uma refeição à base de alface, onde o eu poético tece considerações bem comezinhas.
Gostei do que ouvi.
Talvez por ser uma "baby boom" e na minha infância ainda ouvir ecos das atrocidades da 2ª Guerra Mundial, além de ter contactado com uma menina austríaca que veio passar duas temporadas a casa de uma tia minha, através da Cruz Vermelha, tenho uma certo fascínio por romances e filmes que relatam essa época.
A Erika era mais velha do que eu , mas lembro-me do medo que tinha e que a levava a esconder-se debaixo da cama, quando ouvia tocar a buzina das fábricas.
Com a leitura deste livro que está na foto, penso que fiquei vacinada e que não voltarei a ler mais nada sobre este tema.
As amigas que já o tinham lido disseram que era emocionante e que até tinham chorado com o desenrolar dos trágicos acontecimentos vividos por duas irmãs, durante a ocupação da França por parte do exército alemão, o papel das mesmas na Resistência e as terríveis consequências vividas por elas.
Confesso que não me emocionei e senti que para mim já chegava.
A história é como todas as história da Resistência, mas não lhe encontrei valor literário.
Acrescento que foi uma amiga que mo ofereceu nos anos.
Alguém, desse lado, já o leu?
Outonal
Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio...Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País Vago...
Veludos a ondear...Mistério mago...
Encantamento...A hora que não esquece
A luz que a pouco e pouco desfalece.
Que lança em mim a bênção dum afago...
Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes a terra inteira de esplendor!
Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor...
Florbela Espanca, in Charneca em Flor
Ontem revi "A Lista de Schindler", um filme de 1993.
No final é oferecido ao salvador de centenas de judeus um anel de ouro, feito a partir dos dentes de ouro de muitos dos operários.
Nesse anel estava inscrita uma frase do Talmude, que é uma coletânea de livros sagrados dos judeus, um texto central para o judaísmo rabínico .
Era esta a frase:
Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.
Perante esta frase, interrogo-me sobre o valor da vida para os dirigentes israelitas que não salvam ninguém em Gaza e na Cisjordânia e estão a dizimar um povo.
Nota: Já estive nas instalações da fábrica de Schindler, em Cracóvia, uma cidade belíssima, e nas paredes há várias imagens do filme.
Hoje, dia 1 de Outubro há várias celebrações:
É Dia Internacional da Doença de Gaucher, Dia Internacional do Idoso, Dia Internacional do Café, Dia Internacional da Música.
No Facebook assinalei o Dia Internacional da Música e como não podia deixar de ser bebi um café Nespresso, depois do pequeno-almoço.
Aqui vou fazer uma breve referência ao Dia do Idoso.
Ouvi ontem, num dos canais da TV, várias opiniões sobre a Lei do Arrendamento, em discussão na AR. Fiquei então a saber que, entre as muitas causas da escassez de casas para arrendar, face à imensa procura, também se encontra o envelhecimento da população que não se despacha a morrer e a deixar vaga a casa onde mora!
Como sou proprietária não me senti muito atingida, mas dá que pensar!