domingo, novembro 01, 2026

Poesia ao domingo

 Lisboa


Cidade branca

semeada 

de pedras


Cidade azul

semeada

de céu


Cidade negra

como um beco


Cidade desabitada

como um armazém


Cidade lilás

semeada

de jacarandás


Cidade dourada

semeada

de igrejas


Cidade prateada

semeada

de Tejo


Cidade que se degrada

cidade que acaba


Adília Lopes, in "Poemas Novos"



sábado, outubro 31, 2026

Halloween


Para provar a coexistência pacífica entre o Halloween e o Dia do Bolinho ou Pão por Deus aqui vos deixo estas imagens.


Abóbora desenhada e pintada por mim e com a qual desejei Feliz Halloween aos meus netos, via WhatsApp. 






Abóbora verdadeira e decorativa cá da casa.



E o bolinho que ganhei, quando hoje fui tomar a bica a um café perto de mim.
É hábito os donos dos cafés e pastelarias oferecerem o bolinho aos clientes habituais, e no meu caso, por não me ver há muito, ao ponto de me fazer uma festa!

 

sexta-feira, outubro 30, 2026

Música à sexta


 

Ouço esta canção todos os dias na Rádio Comercial!

quinta-feira, outubro 29, 2026

Halloween

 O ensino do inglês trouxe para as nossas escolas esta tradição que nada tem a ver connosco, mais virados para o Dia de Todos os Santos, ou mais sinteticamente e de forma prosaica Dia do Bolinho.

Os meus netos beneficiaram das duas festividades, mas adolescentes que são e em fim-de-semana com a mãe não sei se irão festejar o Halloween, pois nas cidades não existe o Dia do Bolinho.

Também não sei se alguém me vai tocar à campainha e pelo sim, pelo não vou abastecer-me de rebuçados que darão para os dois dias.

O cabeçalho não é da minha autoria, mas vou tentar aproximar-me desta abóbora!

quarta-feira, outubro 28, 2026

Poesia portuguesa

 Conheço pouco e mal a poesia de Adília Lopes e o artigo de Pedro Mexia sobre ela, esta semana na Revista do Expresso, despertou o meu interesse.

Às tantas diz:

" "A poesia",  para um leitor português,  é Sophia, e muito bom gosto têm esses leitores. Mas Adília é em tudo a anti-Sophia, embora a admirasse e sobre ela tivesse escrito um belo texto para as comemorações do centenário. ....................................................................................................................................................

Adília compara escrever um poema com apanhar um peixe com as mãos, uma experiência escorregadia e compensadora. Os poemas têm personalidade, bulício, artefactos e temas esquisitos, como um Luna Parque onde a diversão não tem saída, espécie de Hotel Califórnia à portuguesa. E vamos assistindo a aflições, alívios, astúcias, infantilismos, castigos, anticlímaxes, com uma sintaxe e gramática que a tudo se ajustam................................................................................................................................. 

Há gente nesses poemas, e não é a gente do costume, são dactilógrafas, autodidactas , meninas ominosas, tias-avós, Lilian Gish e o seu pulso estreito, amigas da onça."


Fiquei então desperta para a poesia de Adília Lopes que mal conheço, embora já tenho ouvido falar dela muitas vezes, talvez por ser anti-Sophia e eu seja uma sua admiradora.

terça-feira, outubro 27, 2026

Futilidades


 

Depois de ter seguido todas as instruções para pintar uma árvore, conclui que o problema não está na falta de jeito, mas de material não adequado. Tenho mesmo que investir em pincéis inteligentes, daqueles que seguem naturalmente o pensamento da "artista".

A seguir a um filme tão marcante, tão sério, mas sem grande impacto, nada como uma futilidade! :))

segunda-feira, outubro 26, 2026

Cinema

 Ontem consegui aguentar e vi o filme da RTP2  "A Ordem Divina" que só terminou já perto da meia noite e meia.

 Em 1970, Norma Ruckstuhl vive numa pequena aldeia suíça, num cantão de expressão alemã, com o marido e dois filhos -  uma vida pacata, monótona, dedicada à família que inclui um sogro prepotente.

Cansada dessa vida e de não poder trabalhar fora de casa, por ordem do marido, desperta para os movimentos de emancipação das mulheres, na Europa, e acaba por se colocar à frente da luta pelo Referendo do Voto Feminino.

Esta luta foi muito contestada na aldeia e as mulheres acabam a fazer greve, saindo de casa e deixando os homens atarantados com as lides domésticas.

Depois de muitos sobressaltos, no Referendo acabou por ganhar o SIM, em 1971.

Mas só em 1990 é que o último cantão suíço deu o direito de voto às mulheres.

Não fazia a mínima ideia que na Suíça, um país civilizado e próspero, a luta pelo direito ao voto das mulheres tivesse tido tanto impacto.

O filme foi realizado pela suíça Petra Biondina Volpe e o título reenvia-nos para as palavras de um sacerdote, no funeral de uma das contestatárias, interrompido por Norma que coloca os pontos nos is sobre a tal Ordem Divina, de obediência ao marido e anulação da vontade, da dignidade e dos direitos das mulheres.

domingo, outubro 25, 2026

Poesia ao domingo

 Pátria


A Pátria não é apenas

Um corpo de bailador.

Não são duas mãos morenas

Nem mesmo um beijo de amor

Mais do que os livros que lemos,

Mais os amigos que temos,

Mais até que a mocidade,

A Pátria, realidade,

Vive em nós, porque vivemos.


Pedro Homem de Mello, in "Eu Hei-de Voltar um Dia"

sexta-feira, outubro 23, 2026

Música à sexta


 

"O Concerto de Aranjuez é uma obra musical composta em 1939 pelo maestro espanhol Joaquin Rodrigo (1901-1999), escrita originalmente para violão clássico e orquestra, em Paris.

É considerada uma das peças mais importantes e executadas do repertório clássico mundial."

quinta-feira, outubro 22, 2026

Futilidades


 

Como tenho que treinar a todo o custo, hoje fiquei-me por modelos de vasos para a época de Outono/Inverno!