sexta-feira, agosto 07, 2026

Música à sexta


 

A ponte que uniu Lisboa à margem sul fez/faz 60 anos e, em 1966, era a ponte suspensa mais alta da Europa.

Daí ter me lembrado dos Jafumega!

quarta-feira, agosto 05, 2026

Leituras

 


Baseado em factos verídicos ocorridos na Bélgica, durante a ocupação nazi, com um abade católico, o narrador conta a profunda amizade desenvolvida entre um padre e um miúdo judeu.

Esse miúdo foi entregue pelos pais a uma família nobre em Bruxelas, mas essa família acabou, por razões de denúncia, por se socorrer do tal padre de uma aldeia a cerca  trinta kms da cidade e que acolhia rapazes judeus, numa espécie de colégio, e cujos pais tinham sido levados pelos nazis ou os próprios pais os tinham deixado para os salvarem.

Entre o miúdo judeu e o padre católico surgem diálogos que vão do místico, ao divertido, mas também ao dramático, sobretudo no questionamento sobre a ação de Deus e nas diferenças entre o judaísmo e o catolicismo. 

O padre procura que o miúdo não esqueça a sua religião, mas ao mesmo tempo tem de levá-lo a ele e a todos a construírem uma nova identidade a partir de documentos falsos que atestavam a sua origem católica e a irem mesmo à missa na aldeia.

Durante três anos sofrerem muitos sustos, mas a guerra acabou e os pais do miúdo apareceram.

É uma pequena narrativa cuja conclusão já nos coloca na atualidade, com referências ao conflito entre Israel e o povo palestiniano.

Já adultos, o tal miúdo e um grande amigo que vive em Israel, têm este diálogo:

- Não sejas ingénuo, José. A melhor forma de chegar à paz, é muitas vezes a guerra.

- Eu não estou de acordo. Quanto mais ódio acumulares entre estes dois campos, menos a paz será possível.



Nota: o meu último Leituras teve apenas duas leitoras!

terça-feira, agosto 04, 2026

Desafio


 

Estou de férias com os meus "índios"!

Como não posso movimentar-me na areia, fico pela piscina.

A pergunta é:

- Como se chama a praia onde estamos?

domingo, agosto 02, 2026

Poesia ao domingo

 O último andar


No último andar é mais bonito:

do último andar se vê o mar.

É lá que quero morar.


O último andar é muito longe:

custa-se muito a chegar.

Mas é lá que eu quero morar.


Todo o céu fica a noite inteira

sobre o último andar

É lá que eu quero morar.


Quando faz lua no terraço

fica todo o luar

É lá que eu quero morar.


Os passarinhos lá se escondem

para ninguém os maltratar:

no último andar.


De lá se avista o mundo inteiro:

tudo parece perto, no ar.

É lá que quero morar:


no último andar.


Cecília Meireles


Do meu último andar não vejo o mar, mas vejo a serra!

sábado, agosto 01, 2026

Leituras


 

Na 5ª feira houve mais uma sessão no Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ourém.

O livro em análise é o que se encontra na imagem.

O tema central gira à volta da crise conjugal vivida por um casal de meia idade e na reforma, quando foi a Moscovo visitar a filha de uma 1ª relação do homem.

Depois de algumas e alguns leitores terem considerado a obra pouco profunda, surgiram comentários que contrariaram essa opinião.

A condição feminina, o envelhecimento, a juventude, as divergências sociopolíticas entre pai e filha e a falta de comunicação são os eixos desta quase novela e, como tal, deram origem as discussões bem profundas.

sexta-feira, julho 31, 2026

Música à sexta


 


Rui Veloso fez ontem 69 anos e é um dos nossos bons cantores, fez parte integrante da banda GNR.

terça-feira, julho 28, 2026

Curiosidades


 

A Mata do Bussaco é a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.

Bussaco vai receber a certificação de Floresta Terapêutica  e torna-se a quarta do mundo a ostentar tal título.

As suas características cruzam natureza, saúde e bem-estar.

Esta Mata Nacional vai receber essa certificação na próxima semana, revelou recentemente o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques.

Subscrevo este galardão, pois já passei umas belas férias com duas amigas  nesta região e até subi estas escadas!

É uma bela Mata Nacional!

segunda-feira, julho 27, 2026

Solução do desafio botânico


 

Era mesmo um feto, nome pelo qual é conhecida esta planta entre nós.

No Brasil chama-se samambaia .

As samambaias ou fetos são plantas sem flores ou sementes que se reproduzem por esporos, destacando-se pela folhagem verde e exuberante.

Tem o nome científico de Nephrolepis, como adiantou uma nova visitante, Luma Rosa.

Aos participantes os meus agradecimentos, é sempre um prazer ter uma boa adesão aos desafios.

domingo, julho 26, 2026

Poesia ao domingo

 Dois Cimbalinos Escaldados


Não sei, meu amigo, o que

irradiava mais calor, se

a chávena escaldada, se

o cimbalino fervente, se

as conversas sobre livros de poesia

que nesse tempo ainda

acreditávamos ser a maior razão.


Curto, normal, cheio

o cimbalino, esse negro odor

com moldura branca

numa mesa de café, na cidade

onde habitávamos desde sempre.


Inês Lourenço, in O Segundo Olhar



Nota: Inês Lourenço é a protagonista da Feira do Livro do Porto, a decorrer entre 21 de agosto e 6 de setembro.

sábado, julho 25, 2026

Desafio botânico


 

Os tempos não estão fáceis com tanta perturbação na ordem mundial, perdas de vozes que amamos, incêndios em Portugal e os nossos vizinhos espanhóis a passarem da euforia à enorme preocupação com milhares de desalojados por precaução, mas também já com muitos prejuízos.

Daí pensar em aliviar um pouco o ambiente.

Tenho uma amiga brasileira que, na semana passada, me visitou e me trouxe esta bela planta.

Por acaso sabem o nome dela em português do Brasil?