segunda-feira, junho 15, 2026

Portugal

 Quer queiramos ou não, na matriz identitária de Portugal encontram-se gravadas as palavras Fado, Futebol e Fátima.

No Fado cabem os descobrimentos, a colonização, a descolonização, a saudade do que queríamos ser e não fomos, a tristeza dos amores desencontrados.

Já o Futebol oscila entre grandes alegrias e enormes tristezas. Veremos o que nos espera a partir de quarta-feira, o exemplo do Brasil não foi animador.

Fátima é outra conversa, é um nome universal, conhecido de crentes e não-crentes.

Se não houve milagre, passou a haver!

domingo, junho 14, 2026

Poesia ao domingo

 As Mãos


Com as mãos se faz a paz se faz a guerra,

Com as mãos tudo se faz e se desfaz.

Com as mãos se faz o poema - e são de terra.

Com as mãos se faz a guerra - e são a paz.


Com as mãos se rasga o mar. Com as mãos se lavra.

Não são de pedras estas casas mas

de mãos. E estão no fruto e na palavra

as mãos que são o canto e são as armas.


E cravam-se no Tempo como farpas

as mãos que vês nas coisas transformadas.

Folhas que vão no vento: verdes harpas.


De mãos é cada flor cada cidade.

Ninguém pode vencer estas espadas:

nas tuas mãos começa a liberdade.


Manuel Alegre, in O Canto e as Armas

sábado, junho 13, 2026

Santo António


 Em dia de Santo António

Eu comprei um manjerico

Com ou sem harmónio

Em casa é que não fico.


Por aqui se pode avaliar o meu jeito para versejar!

sexta-feira, junho 12, 2026

Música à sexta


 

E porque o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades foi há pouco e porque o Mundial de Futebol começou ontem e porque este fado tem muito de Portugal, aqui fica!

quarta-feira, junho 10, 2026

Cataratas

 E lá foi à vida a 2a. catarata!

Tenho estado de descanso! 

domingo, junho 07, 2026

Poesia ao domingo

 

Quem me espera não me espera

Quem me ama já esqueceu

Quem me toca dilacera

Esta estranha primavera

Que o mês de Maio me deu


Eu já não sei o que tenho

Se febre, se mal ruim

Se este sentimento estranho

De não ser de onde venho

Comigo longe de mim


E assim fico sentado

Com as algas a boiar

De queixo na mão pousado

Ó meu barquinho parado

Sem porto para ancorar


António Lobo Antunes

 " VODKA e VALIUM 10"


P.S. A Teresa, que está de férias no Porto, lembrou-me a feição poética de ALA, daí este poema.

sábado, junho 06, 2026

Dia D


 


Faz hoje 82 anos que se deu o desembarque das tropas aliadas, nas praias da Normandia que estavam divididas em 5 setores: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword.

O desembarque em Omaha foi o mais sangrento, com milhares de mortos de um lado e do outro.

Estive lá, nessa zona costeira com alunos da minha escola e onde ainda se viam alguns obstáculos no mar e em terra restavam algumas casamatas  de onde os soldados alemães atingiram milhares de aliados.

Também visitámos um museu que reconstituía o desembarque.

Neste dia iniciou-se o princípio do fim do nazismo e o fim da Segunda Guerra Mundial.

Julgávamos nós que, na Europa, não tornaríamos a assistir à barbárie de uma guerra, mas ela aí está e sem fim à vista.

sexta-feira, junho 05, 2026

quinta-feira, junho 04, 2026

Leituras

Há dias no Facebook, a propósito das crónicas de Lobo Antunes, uma amiga, fã das mesmas, escreveu que o autor dizia uma coisa interessante..."Quem lia as crónicas eram os que não sabiam nadar, ao contrário dos que liam os livros dele."
Eu acrescentei também me deliciar com as suas crónicas, mas que já tinha iniciado as aulas de natação com a leitura de " Até Que as Pedras se Tornem mais Leves Que a Água", um livro muito difícil, violento que nos transporta para os traumas da guerra colonial num alferes. Levei muito tempo a terminá-lo.
Agora lancei-me ao segundo, este que está na foto e com o qual me estou a divertir bastante. É o relato do desmoronamento de uma família da alta burguesia, ligada ao Estado Novo, após o 25 de Abril, com uma quinta em Palmela completamente arruinada, com fugas para Espanha, com uma linguagem que retrata os tiques linguísticos dos bem nascidos em Cascais.




 

terça-feira, junho 02, 2026

Publicidade


 

Há muito que não tínhamos um anúncio tão original como este.

Aliás os nossos publicitários não andam nada criativos.

Este anúncio faz-me lembrar o "Tou xim".