Foi a triste notícia que tive ao acordar.
Luís Represas partiu, a nossa música ficou sem um extraordinário cantor que permanecerá na nossa memória.
Foi a triste notícia que tive ao acordar.
Luís Represas partiu, a nossa música ficou sem um extraordinário cantor que permanecerá na nossa memória.
Agora que a febre do Mundial passou, podemos, finalmente, focar-nos naquilo que mais apreciamos- "Festivais", de preferência de música, porque tristezas não pagam dívidas.
Assim tivemos o NOS Alive, o Meo Arena, vamos ter o Festival de Vilar de Mouros, o de Paredes de Coura, o de Porto Covo, além dos vários "arraiais minhotos" com o Quim Barreiros, o Toy, o Tony Carreira, os Vizinhos, etc.
Este ano, pela 1a vez, estamos a viver o Festival das Notas que, neste caso, não são musicais e estão a perturbar seriamente a vida de milhares de famílias.
Parece que se vai prolongar pelo Verão e é completamente surreal o que se está a passar.
Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem
Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa
Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos
Manuel António Pina
Um dos meus sobrinhos por via conjugal está a fazer o caminho de Santiago, penso que talvez esteja a fazer o Caminho Central!
A minha admiração prende-se com o facto de, sendo católico por ser batizado, fui sua madrinha, não é praticante. Não sei o que o levou a partir de Lisboa sozinho e de, etapa a etapa, já estar em Ponte de Lima onde dormirá esta noite.
Toda a família tem seguido a sua peregrinação através do WhatsApp onde nos dá conta do que vai acontecendo, de quem vai encontrando e do que vai vendo através de inúmeras fotos.
Daqui, desta santa terrinha, saem muitas pessoas que vão até Valença em transporte próprio e só a partir daí seguem o Caminho a pé, mas é tudo gente católica, apostólica, romana.
Só quando nos encontrarmos no habitual ajuntamento familiar de verão é que ficarei a saber o que o levou a semelhante odisseia.
Hoje fui até casa, quer dizer à outra casa onde não ia há uns tempos. Subi, com dificuldade, ao 1º andar que tinha abandonado a 29 de setembro, rumo ao hospital.
Senti uma enorme estranheza perante o vazio de algumas divisões e o amontoado de "tralha" que talvez ainda venha para o apartamento.
Penso que se aplicam bem nesta situação duas frases que encontrei no livro que comecei a ler hoje:
"As casas sem pessoas ficam pasmadas. Como se fossem mera lembrança."
Irmão
Eu podia ser um deles
Aquele
O que não se vê...
Porque não sou um daqueles?
Porquê?
Mas só de pensar que podia
Ser mais um na multidão
Sangro de melancolia
De não sendo nenhum deles
Ser de todos um irmão.
João Monge
Nasceu em Lisboa a 1 de Agosto de 1957 e escreveu, por exemplo, Timor esse hino à liberdade e independência dos timorenses.
Hoje teria que ser esta senhora de voz inconfundível
Fez de Portugal, Albufeira, a sua morada e partiu ontem aos 75 anos no hospital de Faro onde estava internada há uns meses.
Eu sei que os desafios já não são o que eram, mas aqui fica um.
Onde se encontra este leitor?
Não digam logo de chapa!