Rosa dos Ventos
sexta-feira, maio 22, 2026
Música à sexta
quarta-feira, maio 20, 2026
Multidões e emoções
O almoço já tinha terminado, mas ficámos quatro ou cinco à volta de uma mesa.
A conversa recaiu naturalmente nas cerimónias dos dias 12 e 13 de maio.
Uma das amigas assistiu ao terço e à procissão das velas na noite de 12 e esteve na missa com o Adeus à Virgem no dia 13.
Falou da emoção que sentiu nos dois momentos, no arrepio que sentia com o cântico do Adeus à Virgem e com a imensa multidão, 250.000 mil à noite, um mar de luz e um pouco menos no dia 13.
Eu disse que todos os ajuntamentos de multidões são emocionantes, falei da emoção que sentia ao ouvir o Hino Nacional, quando um ou uma atleta se sagrava campeão/ã, ou noutras situações, ao ponto de chegar a deitar umas lágrimas, eu que as tenho congeladas há muito.
Todas concordaram com essa emoção, mas algumas estavam mais inclinadas para os cânticos religiosos.
Às tantas, declaro que me emociono com a Internacional Socialista, com o Avante, Camarada e o Acordai de Fernando Lopes Graça que algumas desconheciam.
Ia caindo o Carmo e a Trindade!
O que vale é que tinha pelo menos uma do meu lado.
E convosco, o que vos emociona do ponto de vista musical, associado a multidões?
terça-feira, maio 19, 2026
Prémios Nobel
Com a simpática participação de dez leitores, incluindo um anónimo, chegámos ao fim do desafio!
Agradeço a vossa participação.
O prémio da melhor dica vai para o Pedro Coimbra que não perde uma oportunidade de referir Trump! :))
Para os que tiveram dificuldade em identificar alguns dos títulos, aqui vai a ordem dos livros de autores galardoados com o Prémio Nobel da Literatura, era essa a afinidade entre eles. Alguns estão repetidos.
De cima para baixo:
Annie Ernaux - 2022
Gabriel Garcia Marquez - 1982
Patrik Modiano - 2014
Gabriel Garcia Marquez
Camilo José Cela - 1989
Thomas Mann - 1929
Albert Camus - 1957
José Saramago - 1998
Yasunari Kawabata - 1968
Gao Xingjian - 2000
Patrik Modiano
Annie Ernaux
Le Clézio - 2008
Alice Munro - 2013
Hermann Hesse - 1946
Abdulrazak Gurnah - 2021
Mario Vargas Llosa - 2010
J.M. Coetzee - 2003
Olga Tokarczuk - 2018
Vargas Llosa
Este desafio decorreu do facto de me ter inscrito no Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Ourém que, em boa hora, decidiu desenvolver esta atividade.
O primeiro encontro será a 28 de maio e o tema é Prémios Nobel, daí ter ido até à outra casa procurar o que havia à mão.
Tenho outros, mas estão no 1º andar e não estive para me cansar.
Pesquisei todos os galardoados desde 1901 até 2025 e, além de ter encontrado anos sem o prémio ter sido entregue e anos em que houve dois galardoados, não sei como, tenho que pesquisar, fiquei a saber que Sir Winston Churchill também recebeu este prémio em 1953 e verifiquei, para grande admiração, que o Brasil, com uma literatura riquíssima, nunca foi contemplado.
O tema dá pano para mangas, veremos que autores irão surgir.
Eu tenho muito presentes o Nobel de 2025, O Tango de Satanás, do húngaro Lászlo Krasznahorkai, As Vinhas da Ira de John Steinbeck, americano, de 1962 e Levantado do Chão do nosso José Saramago, de 1998.
segunda-feira, maio 18, 2026
Desafio
Há quanto tempo não temos um desafio?
Uma pergunta com resposta fácil!
O que é que estes livros têm em comum?
Não deem logo a resposta de chapa! :))
domingo, maio 17, 2026
Poesia ao domingo
Os Remos
Que rumor de remos
De que negra barca
Ouve-se tão perto
sem se ver a água
Vem Caronte ao leme
Ou tudo uma farsa
que ninguém encena
que ninguém aplaude
Em torno parece
adensar-se o nada
O que mais inquieta
já não tem palavras
Mas ainda resta
saber de que margem
ouvimos os remos
não vemos a água
David Mourão-Ferreira, in "Quatro Tempos"
sexta-feira, maio 15, 2026
Música à sexta
quinta-feira, maio 14, 2026
Quinta Feira da Ascensão/Dia da Espiga
terça-feira, maio 12, 2026
Apagamentos
Tinha um texto muito bem preparado sobre o turismo religioso e o que significa na terra onde vivo, penso que todos sabem que resido em Fátima, sou fatimense por adoção e sem qualquer ligação à economia local.
Só que, numa tentativa de adicionar novos blogues, tanto cliquei que apaguei todos os que tinha, agora para os recuperar vai ser o cabo dos trabalhos e fiquei sem vontade de introduzir o tal texto e aborrecida com a minha inépcia!
Nem Nossa Senhora me vai valer, porque está demasiado ocupada com as preces dos peregrinos.
Quanto maior é a crise mais se reza!
segunda-feira, maio 11, 2026
Leituras
Rómulo Castelo, um pianista e professor de piano virtuoso, dedica-se inteiramente a buscar a perfeição na sua arte.
Tem em casa um estúdio à prova de sons exteriores e, por detrás da porta blindada, refugia-se todas as manhãs, distanciando-se de um casamento problemático e de um filho que jamais corresponderá aos seus ideais de excelência enquanto ensaia, à exaustão, aquela que é considerada a peça intocável de Liszt, o Rondeau Fantastique.
Só que um terrível acidente, em que ficou com a mão direita decepada, vem interromper esta carreira brilhante.
Daí para a frente será uma luta constante na procura de retomar o estatuto que tinha como professor na universidade, criando conflitos com alunos, colegas e a própria direção e aguentando "a dor fantasma", que é a dor presente na mão ausente, terminando só, destruído e endividado, por ter acreditado que uma mão "robótica" iria substituir a mão perdida.
Gostei bastante da obra e, embora tenha encontrado na sua escrita marcas muito presentes, como é óbvio, do português do Brasil, mostra que em Português nos entendemos.
Este romance foi "Prémio Literário José Saramago 2022".
domingo, maio 10, 2026
Poesia ao Domingo
Amor como em casa
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina ( 1943 - 2012 )


