quinta-feira, junho 04, 2026

Leituras

Há dias no Facebook, a propósito das crónicas de Lobo Antunes, uma amiga, fã das mesmas, escreveu que o autor dizia uma coisa interessante..."Quem lia as crónicas eram os que não sabiam nadar, ao contrário dos que liam os livros dele."
Eu acrescentei também me deliciar com as suas crónicas, mas que já tinha iniciado as aulas de natação com a leitura de " Até Que as Pedras se Tornem mais Leves Que a Água", um livro muito difícil, violento que nos transporta para os traumas da guerra colonial num alferes. Levei muito tempo a terminá-lo.
Agora lancei-me ao segundo, este que está na foto e com o qual me estou a divertir bastante. É o relato do desmoronamento de uma família da alta burguesia, ligada ao Estado Novo, após o 25 de Abril, com uma quinta em Palmela completamente arruinada, com fugas para Espanha, com uma linguagem que retrata os tiques linguísticos dos bem nascidos em Cascais.




 

11 comentários:

  1. Sempre deste preferência a escritoes portugueses?
    Um dia ainda lhe vou dar outra oportunidade. Talvez uma das suas crónicas

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    1. Há autores portugueses muito do meu agrado, por exemplo Saramago, Lídia Jorge, Agustina Bessa Luís e de expressão portuguesa Mia Couto, entre outros.
      As crónicas de Lobo Antunes são belíssimas e de fácil leitura.
      Agora estou a embrenhar-me nos seus romances que são labirínticos, embora não esteja a ter dificuldades com este.
      De resto tenho entre mãos um livro de um francês e outro de uma americana.

      Abraço

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    2. Mia Couto encantou-me desde 2009, quando comecei a lê-lo. E como já mencionei várias vezes : ) tive o prazer de o cumprimentar aqui em Toronto em 2013. Gosto de Miguel Sousa Tavares e de José Eduardo Águalusa. Já recebi o “Misericórdia” de Lídia Jorge, o único que a biblioteca tem no formato digital.
      Continuação de boas leituras. : )

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  2. Ele e o Saramago ainda não entraram na minha lista de favoritos.
    Quem sabe um dia…
    Abraço

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    1. Nunca é tarde para experiências literárias diferentes.
      Um Nobel e um que morreu com pena de não o ser.

      Abraço

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  3. Acho uma certa piada a esta mania de superioridade demonstrada por certas pessoas quando confrontadas com opiniões divergentes sobre aquilo que consideram o máximo.

    Enfim....lamento muito, mas a única coisa que me agrada em ALA são mesmo as crónicas, mas até essas deixei de ler.

    Abraço.

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    1. ALA é um pouco snobe e muito convencido do seu valor.
      Gosto das suas crónicas e quero entendê-lo melhor como romancista.
      Como pessoa em si não tenho grande opinião dele.

      Abraço

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  4. ALA ou se ama ou se odeie.
    Não me parece que proporcione meios termos.
    Um abraço, Léo.

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  5. É verdade, mas não o odeio, só não gosto dele como pessoa.
    Como cronista gosto muito, como romancista quero compreendê-lo melhor.
    Morreu cheio de pena de não ter atingido o Nobel.

    Abraço

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  6. Quero comprar o LIVRO DE POEMAS.

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    1. Nunca li qualquer poema dele, a não ser o do "homem constipado".

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