Ando há uns tempos, desde que terminei a sua leitura no início deste mês, para falar deste livro mas a minha capacidade de decisão sobre o que escrever tem-me levado a adiar.
Hoje, quando comecei a leitura de "A Revista do Expresso" dou de caras com uma longa entrevista à sua autora sobre o mesmo.
Em todo o caso aqui fica uma breve sinopse.
"Eliete" é acima de tudo uma narrativa no feminino, ela é a narradora, está na casa dos 42 anos, filha única de sua mãe, neta única da avó paterna, casada, mãe de duas filhas e amiga de sempre de Madilena ( não me lembro bem do nome e já emprestei o livro), uma advogada de sucesso.
Tem uma existência mediana, cinzenta, sem sonhos, limitada mas procura a todo o custo mostrar que é outra a sua vida, levando a própria amiga a invejar essa vida aparentemente feliz.
A doença da avó, que adora, e aquele célebre golo de Éder que sagrou Portugal campeão europeu de futebol contra a França e que galvanizou o país e os seus mais próximos, levam Eliete, alheada a essa euforia, a abrir um caminho que lhe era de todo alheio - acedeu ao Tinder e daí para a frente a sua vida fingida ainda ficou mais ficcionada.
Parece que vamos ter uma continuação desta narrativa que termina em suspenso.
Sublinhei esta frase que achei muito interessante e que decorre dos bons momentos que passa com a sua grande amiga.
"Na verdade, o riso era das poucas coisas do nosso corpo que o tempo de uma vida não era suficiente para estragar."


