quarta-feira, outubro 28, 2026

Poesia portuguesa

 Conheço pouco e mal a poesia de Adília Lopes e o artigo de Pedro Mexia sobre ela, esta semana na Revista do Expresso, despertou o meu interesse.

Às tantas diz:

" "A poesia",  para um leitor português,  é Sophia, e muito bom gosto têm esses leitores. Mas Adília é em tudo a anti-Sophia, embora a admirasse e sobre ela tivesse escrito um belo texto para as comemorações do centenário. ....................................................................................................................................................

Adília compara escrever um poema com apanhar um peixe com as mãos, uma experiência escorregadia e compensadora. Os poemas têm personalidade, bulício, artefactos e temas esquisitos, como um Luna Parque onde a diversão não tem saída, espécie de Hotel Califórnia à portuguesa. E vamos assistindo a aflições, alívios, astúcias, infantilismos, castigos, anticlímaxes, com uma sintaxe e gramática que a tudo se ajustam................................................................................................................................. 

Há gente nesses poemas, e não é a gente do costume, são dactilógrafas, autodidactas , meninas ominosas, tias-avós, Lilian Gish e o seu pulso estreito, amigas da onça."


Fiquei então desperta para a poesia de Adília Lopes que mal conheço, embora já tenho ouvido falar dela muitas vezes, talvez por ser anti-Sophia e eu seja uma sua admiradora.

1 comentário:

  1. Em crónicas posteriores, Pedro Mexia reflete sobre a sua vizinhança com a poeta em Lisboa e confessa um desencontro estético com os seus últimos livros, que considera mais diarísticos, declarativos e minimais.

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