Ontem consegui aguentar e vi o filme da RTP2 "A Ordem Divina" que só terminou já perto da meia noite e meia.
Em 1970, Norma Ruckstuhl vive numa pequena aldeia suíça, num cantão de expressão alemã, com o marido e dois filhos - uma vida pacata, monótona, dedicada à família que inclui um sogro prepotente.
Cansada dessa vida e de não poder trabalhar fora de casa, por ordem do marido, desperta para os movimentos de emancipação das mulheres, na Europa, e acaba por se colocar à frente da luta pelo Referendo do Voto Feminino.
Esta luta foi muito contestada na aldeia e as mulheres acabam a fazer greve, saindo de casa e deixando os homens atarantados com as lides domésticas.
Depois de muitos sobressaltos, no Referendo acabou por ganhar o SIM, em 1971.
Mas só em 1990 é que o último cantão suíço deu o direito de voto às mulheres.
Não fazia a mínima ideia que na Suíça, um país civilizado e próspero, a luta pelo direito ao voto das mulheres tivesse tido tanto impacto.
O filme foi realizado pela suíça Petra Biondina Volpe e o título reenvia-nos para as palavras de um sacerdote, no funeral de uma das contestatárias, interrompido por Norma que coloca os pontos nos is sobre a tal Norma Divina, de obediência ao marido e anulação da vontade, da dignidade e dos direitos das mulheres.
Sem comentários:
Enviar um comentário