Conheço pouco e mal a poesia de Adília Lopes e o artigo de Pedro Mexia sobre ela, esta semana na Revista do Expresso, despertou o meu interesse.
Às tantas diz:
" "A poesia", para um leitor português, é Sophia, e muito bom gosto têm esses leitores. Mas Adília é em tudo a anti-Sophia, embora a admirasse e sobre ela tivesse escrito um belo texto para as comemorações do centenário. ....................................................................................................................................................
Adília compara escrever um poema com apanhar um peixe com as mãos, uma experiência escorregadia e compensadora. Os poemas têm personalidade, bulício, artefactos e temas esquisitos, como um Luna Parque onde a diversão não tem saída, espécie de Hotel Califórnia à portuguesa. E vamos assistindo a aflições, alívios, astúcias, infantilismos, castigos, anticlímaxes, com uma sintaxe e gramática que a tudo se ajustam.................................................................................................................................
Há gente nesses poemas, e não é a gente do costume, são dactilógrafas, autodidactas , meninas ominosas, tias-avós, Lilian Gish e o seu pulso estreito, amigas da onça."
Fiquei então desperta para a poesia de Adília Lopes que mal conheço, embora já tenho ouvido falar dela muitas vezes, talvez por ser anti-Sophia e eu seja uma sua admiradora.
Em crónicas posteriores, Pedro Mexia reflete sobre a sua vizinhança com a poeta em Lisboa e confessa um desencontro estético com os seus últimos livros, que considera mais diarísticos, declarativos e minimais.
ResponderEliminarLi essa crónica completa no Expresso, onde Pedro Mexia reflete sobre a sua relação de vizinhança e os desencontros estéticos e intelectuais com a poeta Adília Lopes. Pedro Mexia aborda o afastamento gradual em relação à obra recente da escritora e evoca memórias do convívio no Largo da Estefânia.
ResponderEliminarNão conheço a Adília Lopes.
ResponderEliminarConfio no Pedro Mexia, o suficiente para acreditar no (bom) trabalho da escritora.
Um abraço.
É uma poetisa estranha, Rosa, completamente original.
ResponderEliminarMas tem muita graça, mesmo quando não quer ter...
Ou seja, trata do quotidiano de uma forma poética, adiliana. :)