sexta-feira, abril 20, 2012

Reviver o passado...

Há dias solicitaram-me que fizesse parte do júri de um concurso no âmbito da Feira do Livro que podem visualizar neste cartaz.
Não imaginam o que senti por me ver diante de 21 meninos e meninas do 2º ciclo, sentados no auditório da Câmara, muito entusiasmados mas bem comportados para prestarem as suas provas!
Foi como que voltar de novo à escola!
Formaram-se grupos de sete por sorteio e começaram com uma prova de compreensão de leitura de dois livros, previamente trabalhados pelos professores de Português nas aulas. Com duas respostas erradas iam sendo eliminados/as.
Depois dos três grupos de sete terem feito essa primeira prova de compreensão, fez-se uma segunda prova "com morte súbita", logo que erravam uma questão saiam.
Seguiu-se uma prova de leitura, o júri fez a sua avaliação e pontuação de acordo com um guião que nos foi fornecido.
Finalmente chegaram à prova escrita apenas sete e foi uma maravilha voltar a ler textos tão engraçados e tão cheios de criatividade.
A avaliação e pontuação também seguiu um guião.
Enquanto fazíamos as somas das cotações toda a criançada foi tomar um "lanchinho" fornecido pela entidade organizadora.
A vencedora foi uma menina, o 2º e 3º lugares pertenceram a rapazes, os restantes ficaram em 4º.
E estou a contar isto apenas por me ter sentido transportada ao passado?
Seguramente que não!
Foi sobretudo porque, embora saiba que os alunos e as alunas foram seleccionados/as, concluí que há crianças a gostar de ler, que compreendem bem o que lêem, que escrevem com uma bela caligrafia , com  a pontuação adequada, com sequência lógica,  praticamente sem erros, graças ao seu  trabalho  mas sobretudo graças ao empenhamento e planeamento adequado por parte dos e das docentes cujo trabalho é muitas vezes ignorado pela comunidade e incorrectamente avaliado pelo ministério da tutela.









domingo, abril 15, 2012

As Mãos



Ontem houve um Café-Concerto na AMBO, associação à qual pertence o coro onde canto, promovido precisamente pelo coro.
Este foi o poema de Manuel Alegre que fui dizer num dos intervalos.
É um poema de Abril, daí a escolha!
Não podemos esquecer que nas nossas mãos começa a liberdade! 

segunda-feira, abril 09, 2012

Breves notícias do meu jardim...

Eu sei que não sou muito profunda nas minhas postagens mas cada qual faz o que pode e como pode!


A rosa albardeira transplantada da serra, há muitos anos, continua a florir. Também existe uma branca mas essa atrasa-se sempre um pouco...


Como podem ver a minha glicínia é ainda uma criança que tenta chegar à flor de jasmim que desponta um pouco mais acima!


E a cerejeira abre-se em flor, inclinando-se para as roseiras e a flor de jasmim...
O espanta-espíritos preso num arame lá vai dando uns toques pouco convincentes para os ditos espíritos, sempre que o vento ou a roupa estendida lhe perturbam o sossego!
Um canário, que apenas se adivinha, espreita o quintalito na esperança de não ver nenhuma gata por perto.
E é tudo!

sexta-feira, abril 06, 2012

Ovos e coelhos...

( imagem retirada da net )

A Páscoa é uma festa que "está cheia de símbolos pagãos que foram absorvidos e adaptados pela cultura cristã, ao longo dos tempos. Desde as amêndoas, aos ovos e ao célebre coelho da Páscoa.
A origem destas tradições pagãs é difícil de precisar, mas a maioria está ancorada na chegada da Primavera e associada à fertilidade e à abundância.
Na tradição cristã, a Páscoa assinala o momento mais importante da vivência da Igreja: a morte e a ressurreição de Jesus Cristo."
O texto que se encontra a azul foi retirado na íntegra do DN de 4 de Abril.  
Seleccionei uma imagem onde o coelho ficasse ofuscado pelas papoilas que nos lembram Abril, tempo de esperança!
O animal não tem culpa mas é impossível não o  associarmos ao PM que, em vez de abundância, nos trouxe austeridade desmedida e que considera a gravidez, sinal de fertilidade, como doença!

quarta-feira, abril 04, 2012

Sempre o mar...


Eu que vivo em terra seca, estou sempre a dizer o mesmo, sinto uma enorme necessidade de água!
Tenho, há muitos anos, uma semana de férias no Algarve durante o mês de Março mas estes últimos tempos têm sido tão complicados e tão cheios de trabalho (quem diria que uma aposentada está cheia de trabalho...) que me esqueci literalmente de gozar esses dias libertadores junto do mar!
Aqui vos deixo uma foto por onde caminho mesmo até ao fundo, quando as saudades apertam e não tenho outra solução.
Contudo não é o mar do Algarve!

sexta-feira, março 30, 2012

"Não abras a porta..."

( imagem da net )


Não abras a porta,
se for o sublime diz que não estou,
já temos palavras de mais, sentimentos de mais.

A glicínia não floriu este ano,
antes floria à volta de
tudo o que resta de azul à nossa volta,
envelheceu, anima-a só o desejo de voltar a casa, de ser uma casa.

Manuel António Pina

 Nota: Porque gosto de Manuel António Pina, gosto de azul e  gosto de glicínias...
A foto não é minha porque a glicínia cá de casa não tem esta graça!
           

quarta-feira, março 28, 2012

Da Vieira à Nazaré...

Antes do almoço uma passeata pela marginal da Vieira até à foz onde o mar penetrava no Liz, com alguma intensidade!

 Numa das rotundas um barco simbolizando aquilo que foi a vivência das gentes da Vieira...


Na base do barco esta breve e poética homenagem ao pescador!


Depois do excelente almoço de peixe grelhado, como não podia deixar de ser, com o mar à vista e o cheiro intenso da maresia a pedir-nos esta espécie de comunhão...
Passagem por S. Pedro, onde gente jovem aproveitava o sol da tarde para um banho de sol bem fortificante para o corpo e para a alma.





Azedas a enfeitarem um miradouro na saída de S. Pedro de Moel e  a mostrarem que a primavera está aí!


Paragem no Sítio da Nazaré para uma vez mais admirar o mar...


E o casario branco inclinando-se da Pederneira até ao areal da minha infância!

Nota: Desde o roubo do computador que me sinto pouco motivada para tirar fotografias!

domingo, março 25, 2012

Memória

Memória, o que foi que te aconteceu?
Tens cor, luz, movimento e até me trazes os cheiros mais intensos que perfumaram a minha vida, também tinhas som...
Contudo, aos poucos, quase sem dar por isso, deixei de ouvir as vozes dos Ausentes!
Será que o esquecimento começa pelo som?

quinta-feira, março 22, 2012

Dia da Água


O inverno decorreu frio e seco, deixando Portugal à míngua de água e os agricultores à beira de um ataque de nervos.
Neste Dia Mundial da Água, não podia deixar de fazer referência ao estado em que encontrei o Tejo, o rio que procuro sempre que me sinto a estiolar em terra seca.


 Depois de ter almoçado uma excelente açorda de ovas com sável frito neste restaurante à beira Tejo plantado, à entrada de Tancos... 


Captei o Arripiado na outra margem e o rio cheio de bancos de areia...


Aqui, já na Barquinha, local onde os meus pés costumam tocar a água, o caudal era este...
Senti uma enorme tristeza, não reconheci o Tejo que nesta época costuma correr para o mar, levando com ele as mágoas de quem ali as vai deixar!

terça-feira, março 20, 2012

Diz o Borda D´ Água...

Diz o Borda D´Água, almanaque que não dispenso de consultar, que hoje começa a primavera mas desta vez não me parece muito acertado...
Acontece que este ano, ela , a tal de primavera, instalou-se bem cedo no meu quintalinho/jardim e há muito que a ameixieira explodiu em flor e se entrelaçou na nespereira!


O pessegueiro anuncia nas flores rosas que teremos pêssegos tão deliciosos como no ano passado e comidos a meias com o vizinho do lado para onde ele pende, com a nossa permissão já que para lá pende.


Estas flores alanrajadas às quais o meu "fiel jardineiro" chama frésias mas que não o são, não sabendo eu também o seu nome certo, alindam um dos canteiros e encostam-se às irmãs roseiras um pouco atrasadas.



Os cíclames também estão a dar um certo colorido ao jardim...
Contudo a cerejeira mantém-se, serenamente, a dormir mesmo a ser visitada pela passarada da vizinhança e com a enorme gaiola dos canários encostada ao tronco, por isso não teve honras de fotografia!
E já que amanhã se celebra o Dia Mundial da Poesia, entre outros, também vos deixo um poema:

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho 
Novo.


Mas escusam de me atentar:
nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...


Miguel Torga


E como terminavam sempre as minhas redações sobre a primavera apenas acrescento:
Eu gosto muito da Primavera (ainda não havia o NAO) porque é a estação do ano das flores e dos passarinhos!