sábado, outubro 17, 2026

Jornais

 Depois de ter passado anos sem comprar jornais, aderi ao Público online e de vez em quando compro o Expresso.

Apesar de alguns defeitos que a Clara Ferreira Alves tem, escreve bem e, de facto, é mais irritante quando fala.

Na sua Pluma Caprichosa de hoje, com o título Feira Cabisbaixa, fala-nos da morte de amigos e do ato de apagar o seu contacto do telemóvel.

" A resistência à extinção mede-se pela irracionalidade da recusa quotidiana e milimétrica da morte ou da possibilidade da morte. Não é tema, a não ser quando discutida em abstrato e como alguma coisa que acontece aos outros....É a única coisa de que podemos estar certos. O como e quando não são substantivos. Nem negociáveis."

Atrevo-me a dizer que só os poetas conseguem falar da sua morte sem serem mórbidos.

E eu, numa espécie de adiamento do desaparecimento final, tardo em apagar do telemóvel o número de familiares e amigos.

12 comentários:

  1. Ciente do que aqui acabo de ler, tenho que dizer que deixei de ver 'O Eixo do Mal' por causa da Clara Ferreira Alves. Nariz demasiado no ar, quase estraga o que os companheiros de painel constroem.
    Quanto ao Expresso, durante muito tempo o meu jornal por excelência, passou a ficar nas bancas por não me ser conveniente comprar jornais a quilo.
    Nunca li as crónicas de CFA no Expresso, já que surgiram quando já não adquiria o semanário.
    Um abraço, Léo.

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    1. Seja como for o que diz sobre a morte é bem verdade!

      Abraço

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  2. Clara Ferreira Alves, é uma boa escritora e conversadora
    Cumprimos

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    1. CFA escreve bem, mas é muito implicativa a falar!

      Abraço

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    1. Mas apagas com facilidade o nº do telemóvel daqueles que partem?

      Abraço

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    2. Nāo.
      Apaguei três números de amigas muito próximas ao fim de anos. Não me incomodavam por continuarem na lista de contactos. Reconheço a lentidāo da minha decisāo.

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  4. A mim custa-me muito apagar os números dos meus familiares
    e amigos. Sinto quase que uma traição, sabe?
    Abraço
    Olinda

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  5. Gosto muito de a ouvir no programa e gostei do teu post.
    Quanto aos telemóveis cujos donos morreram apago sempre!
    Beijos e um bom domingo!

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    1. Para a ouvir tenho que me encher de paciência! :))

      Abraço

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  6. Cada pessoa lida com a ausência e com a organização do próprio telemóvel à sua maneira, e ambas as escolhas são totalmente válidas.

    Eu gosto de ouvir e ler a Clara Ferreira Alves.
    Nunca merco o “Eixo do Mal” que vejo na internet, porque não tenho a TV portuguesa.

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