Quotidiano (Reflexão)
Por exemplo, as coisas que faltam
neste lugar:
uma enxada para que as mãos não
toquem na terra,
um ninho de pardais no canto
da relha,
para que um ruído de asas se possa
abrigar,
um pedaço de verde no monte que
ainda vejo,
por detrás dos prédios que invadem
tudo.
Mas se estas coisas estivessem aqui,
também faria falta um copo de água
para ver, através do vidro, um horizonte
desfocado;
e ainda os restos de madeira com que,
no inverno, é costume atiçar o fogo
e a imaginação que ele consome.
Como se tudo estivesse no lugar,
pronto para ser usado na data
prevista,
sento-me à janela, e fixo a única coisa
que não se move:
o gato, hipnotizado por um olhar
que só ele pressente.
Nuno Júdice, in "Meditação sobre Ruínas"
Que poema diferente do habitual! E não é que gostei !!
ResponderEliminarEu gostei muito dele, por isso o escolhi.
EliminarÉ um poema muito "palpável "! 😀
A Janita manda-te um abraço e diz que logo volta.
Abraço
Ah! A Janita vai volta... Yey!!!! : ))
EliminarDiferente, mas não deixa de ter imagens muito poéticas!
EliminarAbraço
Quando a política desfoca a poesia, o ruído do pragmatismo, das disputas e das urgências do mundo social acaba por silenciar a sensibilidade, a beleza e a pausa que a arte nos impõe.
ResponderEliminarMas aqui isso não acontece.
EliminarÉ um quotidiano muito poético!
Abraço
Eu não me referi ao poema, mas sim, ao meu desinteresse pela poesia no dia de ontem, devido à política.
EliminarTemos que criar distância psicológica, para podermos viver com serenidade, Teresa.
EliminarNão está fácil!
Abraço
É perfeitamente compreensível que as notícias tenham consumido toda a minha atenção ontem. Mesmo quando os resultados não geram ansiedade directa, o ritmo e a importância dos acontecimentos políticos exercem uma atração magnética natural sobre a nossa curiosidade.
EliminarAbraço para ti da amiga mais serena do planeta 🌍
Essas notícias também chegam cá e são analisadas pelos nossos comentadores políticos.
EliminarMas por cá também estamos mal com o aumento dos combustíveis e o consequente aumento do custo de vida!
Tenho livros em todas as divisões da casa, por isso demorei quase uma hora para encontrar o que procurava. O livro de Nuno Júdice. Queria confirmar se o livro tinha ou não esse poema. Sabia que tinha apenas um e lembrava-me de uma característica diferente do habitual: é um livro tête-bêche, ou seja, como provavelmente sabes, tem duas capas, uma em cada lado. Se eu estiver a ler o conto, neste caso, “O Anjo da Tempestade” e depois quiser ler os poemas, tenho de virar o livro “de cabeça para baixo”. : )
ResponderEliminarNão tem este poema que publicaste. Tem Variação sobre Rosas, Beatitude, Amor, Dizes-me ... com o título principal “Pedro, Lembrando Inês”.
Também tenho desses livros.
EliminarNão tenho nada de Nuno Júdice, embora conhece um pouco da sua prosa e poesia.
Encontrei este poema na Net e gostei logo dele.
Abraço
Gostei deste poema embora não seja fã do autor!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Às vezes certos poemas surpreendem-nos!
EliminarAbraço
Não sou apreciador de Nuno Júdice. Em boa verdade, apenas li um trabalho dele. Nem me lembro do nome.
ResponderEliminarEste poema, contudo, oferece-nos algo diferente.
Um abraço, Léo.
Como disse à Fatyly, às vezes somos surpreendidos!
EliminarAbraço
Faz-me falta o Douro em Gaia.
ResponderEliminarDaqui a dias mato saudades.
Abraço, boa semana
A mim falta-me o Tejo, mas o Douro é um belo rio!
EliminarO Pedro está "em pulgas"! :))
Abraço
Se escrevesse sobre o tema
ResponderEliminarFaria um muito parecido poema
Mas...
Em vez de gato seria gata
(nem me perguntes porquê...)
Abraço brincalhão
Eu não tenho essa tua criatividade, mas tenho um gato e uma gata! :))
EliminarAbraço
"O gato, hipnotizado por um olhar"... Por aqui, é o contrário... A lasanha é que me hipnotiza. rsrsrsrs
ResponderEliminarNova Tirinha Publicada. 😼
Abraços 🐾 Garfield Tirinhas Oficial.
Gato comilão! :))
EliminarAbraço