The Dancing Words
Porque és o retrato dos meus olhos
Onde as fontes do sol vêm beber
Este mar de setembro azul perfeito
Que nas pedras acaba de morrer.
Porque na noite clara do teu peito
A lua é só um pássaro ferido
E as palavras nascem dos meus dedos
Carregadas de sonho e de sentido
Porque és a cor dos rios em cada fonte
No silêncio da terra desvelada
Lágrima orvalho pétala horizonte
Onde se abre verde a madrugada.
António Lobo Antunes
É António Lobo Antunes, está tudo dito.
ResponderEliminarBom dia de domingo, Léo, um abraço.
Pois está! :))
EliminarAbraço
Embora Lobo Antunes seja mundialmente consagrado pelos seus romances densos e crónicas, os seus textos de vertente lírica revelam uma sensibilidade poética avassaladora.
ResponderEliminarAdmiro imenso a prosa e a poesia de António Lobo Antunes.
Estou a descobri-lo como poeta e estou a gostar!
EliminarAbraço
Diz o António “que está tudo dito.” : ) Não para mim, mas admito que gostei de ler este poema, que revela uma certa melancolia.
ResponderEliminarÉ a melancolia do mês de setembro!
EliminarAbraço
Gosto imenso de o ler e deixou-nos um legado imenso porque faleceu a 5/3/2o26.
ResponderEliminarAinda jovem estive com ele por duas vezes na guerra da minha terra e como médico tratava jovens que apelidavam de terroristas.Era muito humano!
Beijos!
Muitos dos seus romances revelam essa sua estadia na guerra colonial.
EliminarFicou muito traumatizado.
Abraço
Por razões, pouco literárias, não sou fã de tal autor
ResponderEliminarMas este poema... até escapa
Abraço tolerante
Este poema tem mesmo de escapar!
EliminarAbraço