segunda-feira, maio 04, 2026

Vizinhos

 Há dias ouvi martelar no corredor, como ainda não conhecia nenhum vizinho do andar, conheço apenas algumas Irmãs da Comunidade Religiosa que ocupa todo o 3º piso, abri a porta e dei-me com um jovem às voltas com a fechadura da porta.

Cumprimentei-o e apresentei-me, um pouco embaraçado também se apresentou, como não acrescentava mais nada perguntei-lhe se vivia sozinho.

Afinal vivia com a mulher e filhos, não sei quantos.

Disse-lhe que vivia sozinha e que, se lhe tocasse à campainha, ficava a saber que precisava de ajuda.

Sorriu, mas não respondeu que estivesse à vontade.

Esta vivência de se ignorar quem vive ao nosso lado ou em frente, não me agrada de todo.

10 comentários:

  1. Realmente! Já nada é como era. Antigamente, a vizinhança vinha tocar à campainha da casa dos recém-chegados ao prédio ou moradia, para lhes dar as boas-vindas e oferecer préstimos se acaso fosse preciso.
    Não creio que as pessoas hoje sejam piores do que as outras, apenas o mundo anda desconfiado até da própria sombra. Vivemos tempos tenebrosos!

    Um abraço.

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    1. Na moradia onde vivi 56 anos com 2 intervalos, os vizinhos eram/ são amigos e têm pena que eu tivesse deixado de ser vizinha, embora não esteja nada longe.
      Agora só os ouço a chegar ou a partir, não chego a vê-los, a não ser as simpáticas freirinhas do 3º andar.

      Abraço

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  2. Nada me espanta. Há prédios, com muitos habitantes, que não se conhecem. Nunca se viram uns aos outros e, quando se cruzam, nem se cumprimentam.
    O Ser Humano no seu pior. Egoísmo em todo o esplendor.
    Um abraço, Léo.

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    1. Por razões familiares, vivemos dois anos em Lisboa, muito perto do meu filho e já então havia vizinhos que não respondiam ao meu cumprimento.
      Feitios!

      Abraço

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  3. São cada vez mais os vizinhos do seu próprio umbigo. Na aldeia onde vivo ainda se dá os bons dias mesmo não se conhecendo mas na cidade já não é assim.
    Um abraço.
    https://rabiscosdestorias.blogspot.com

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    1. O individualismo está a sobrepor-se ao coletivo.
      Pensávamos que o Covid iria melhorar as relações, mas deu-se o contrário.

      Abraço

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  4. A convivência entre vizinhos é fundamentada no equilíbrio entre o direito individual e o bem-estar colectivo.
    Abraço de uma individualista.

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    1. Também não quero intrometer-me na individualidade dos vizinhos, mas há um mínimo de civismo, como dizes é preciso um equilíbrio.

      Abraço

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  5. Mas é a realidade em 2026, Rosa...

    abraço

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    1. Mas não devia ser, Luís Me!

      Abraço

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