quarta-feira, maio 20, 2026

Multidões e emoções

 O almoço já tinha terminado, mas ficámos quatro ou cinco à volta de uma mesa.

A conversa recaiu naturalmente nas cerimónias dos dias 12 e 13 de maio.

Uma das amigas assistiu ao terço e à procissão das velas na noite de 12 e esteve na missa com o Adeus à Virgem no dia 13.

Falou da emoção que sentiu nos dois momentos, no arrepio que sentia com o cântico do Adeus à Virgem e com a imensa multidão, 250.000 mil à noite, um mar de luz e um pouco menos no dia 13.

Eu disse que todos os ajuntamentos de multidões são emocionantes, falei da emoção que sentia ao ouvir o Hino Nacional, quando um ou uma atleta se sagrava campeão/ã, ou noutras situações, ao ponto de chegar a deitar umas lágrimas, eu que as tenho congeladas há muito.

Todas concordaram com essa emoção, mas algumas estavam mais inclinadas para os cânticos religiosos.

Às tantas, declaro que me emociono com a Internacional Socialista, com o Avante, Camarada e o Acordai de Fernando Lopes Graça que algumas desconheciam.

Ia caindo o Carmo e a Trindade!

O que vale é que tinha pelo menos uma do meu lado.

E convosco, o que vos emociona do ponto de vista musical, associado a multidões?

16 comentários:


  1. Não sou de grandes emoções.
    E detesto multidões.
    Gostei, no entanto, de festejar a Festa dos Campeões e, de ouvir o Pedro Abrunhosa, que conheci há muitos anos no „Piolho“.
    Como não sou religiosa, nem da Esquerda, não compartilho as vossas emoções.

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    1. Vem Ter Comigo aos Aliados levou a multidão ao rubro!
      Quando se festeja a conquista de uma taça há sempre alguma emoção.

      Abraço

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  2. "Vibrei" no concerto do Bon Jovi, do Liberace e até me entusiasmei quando acompanhei a minha filha ao concerto dos Backstreet Boys. :) E sei que me emocionaria com o Adeus em Fatima.

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    1. Tenho ido a poucos concertos, mas recordo o de Elis Regina no Casino de Montreux in illo tempore que muito me emocionou.
      Descer a Av. da Liberdade a cantar também me entusiasmou algumas vezes, de resto multidões só na televisão.
      O Adeus à Virgem é realmente comovedor para quem assiste ao vivo e é crente.

      Abraço

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  3. O que me emociona é, sem dúvida, o Hino Nacional.
    De resto - e porque estamos no plano musical - a emoção surge mas em situações que nada têm a ver com a música.
    Um abraço, Léo.

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    1. É difícil não nos emocionarmos com o Hino Nacional em qualquer circunstância!

      Abraço

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  4. Chorei baba e ranho quando, com vinte anos, fui a Fátima e me comovi com o acenar de tantos lenços brancos na despedida de Nossa Senhora. Foi a primeira e última vez que lá fui na data das aparições. Deixamo-nos sempre arrastar pela comoção e, ou entusiasmo, que nos transmitem as emoções colectivas.
    De resto, não me junto a fanatismos. O histerismo juvenil dos concertos, também não é nem nunca foi para mim.

    Abraço

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    1. As multidões acabam por gerar alguma alienação.
      É impossível não irmos na onda.
      O Adeus à Virgem é um ponto alto das cerimónias.
      Como fui educada num colégio religioso e gosto de cantar, conheço bem esses cânticos que emocionam a multidão.

      Abraço

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  5. Bom dia, como Ematejoca não gosto de multidões, muito menos das emoções da turba fascista ou comunista, do futebol ou de religiões, a música é para mim uma coisa privada, um remédio a usar com parcimónia e auscultadores. Ainda sou do tempo da mocidade portuguesa que deve ter sido vacina para os tempos da revolução que se seguiram.

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    1. Por ter sido educada num colégio religioso livrei-me das atividades da mocidade portuguesa
      Nos Liceus onde andei tínhamos Cântico Coral e as meninas tinham Culinária, enquanto os rapazes tinham das tais atividades da mocidade portuguesa.
      Como gosto de música e de cantar entusiasmo-me com toda a espécie de cânticos, até com alguns religiosos.

      Abraço

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  6. Tenho fobias a multidões e como tal emociono me com o adeus à Virgem e com a canção do Marco Paulo - Nossa senhora.
    No desporto ouvir o Hino Nacional nas várias modalidades menos no futebol!
    Beijos e um bom dia!

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    1. Também não tenho muita experiência de multidões, mas descer a Av. da Liberdade a cantar é entusiasmante.
      Ouvir o Hino Nacional em qualquer altura comove-me.

      Abraço

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  7. Detesto multidões , até porque acontece que se fica contagiado por aquele mar de gente. Lembro-me do testemunho de um homem que era contra Hitler e de como se sentiu num daqueles comícios feitos em Nuremberga.

    Emociono-me mais segundo o meu estado de espírito na altura do que com a música em si.

    Abraço

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    1. Realmente as multidões geram alienação, e o exemplo que dás é bem significativo.
      Os cânticos entoados por muita gente agradam-me sempre.

      Abraço

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  8. Adorava apanhar uma flash mob ao vivo.
    Abraço

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    1. Também eu, desde que fosse para cantar e eu soubesse a letra. Agora dançar já é um pouco difícil.
      Quando vejo dessas cenas na televisão ou no Facebook fico sempre a duvidar da sua espontaneidade, mas gosto de ver.

      Abraço

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