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Este é o poema duma macieira.
Quem quiser lê-lo,
Quem quiser vê-lo,
Venha olhá-lo daqui a tarde inteira.
Floriu assim pela primeira vez.
Deu-lhe um sol de noivado,
E toda a virgindade se desfez
Neste lirismo fecundado.
São dois braços abertos de brancura;
Mas em redor
Não há coisa mais pura,
Nem promessa maior.
Miguel Torga, in Antologia Poética
A árvore não é apenas um elemento estático, mas sim o próprio poema personificado que pode ser "lido" e "visto" na paisagem. Aprecio a Natureza Viva de Miguel Torga.
ResponderEliminarUm poeta é um mágico, consegue transformar tudo em poema!
EliminarAbraço
Aprecio muitíssimo a Poesia de Miguel Torga.
ResponderEliminarEste poema tem um lirismo que me encanta.
Beijinhos
Olinda
É um dos poetas da minha eleição!
EliminarAbraço
Gosto tanto do Torga Poeta
ResponderEliminarQuanto do Miguel escritor
Do médico não direi nada
Nunca auscultou a minha dor.
Peço desculpa, Leo. Mas, ainda que sem querer, sai-me em verso o comentário. Serás tu a minha Musa ou eu, ficando obtusa? 😍
Abraço!
Tu andas muito inspirada!
EliminarEu não passo duma prosaica.
Abraço
Grande Miguel Torga!
ResponderEliminarUm abraço.
Gosto muito da sua poesia!
EliminarAbraço
Quando o lirismo se fecunda, a poesia acontece!
ResponderEliminarAbraço poético
É mesmo isso, Rogério!
EliminarAbraço
Torga é um poeta excepcional!
ResponderEliminarAbraço
Um dos meu preferidos desde o Liceu.
ResponderEliminarAbraço, boa semana.
Também está para mim entre os primeiros!
EliminarAbraço