Antes de seguir viagem queria falar-vos desta pequena exposição temporária que se encontra no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco.
Logo na entrada um texto de Isabel Barreno, datado de 1979, chamou-me a atenção pela selecção de termos que nos excluem a nós, mulheres, do discurso oficial e politicamente (in)correcto.
Embora seja de 1979, as marcas linguísticas da exclusão feminina ainda são muito patentes no presente.
Esta exposição, pela amostragem de muitas portuguesas pertencentes a várias áreas de intervenção na sociedade, pretende chamar a atenção para a realidade que já se afasta um pouco do texto mas que ainda está muito longe de uma efectiva igualdade de género.
Reflectidos numa parede passavam os vários rostos femininos, a sua biografia e onde e como se tinham distinguido.
Havia ainda uma secção dedicada à pintura, escultura e fotografia no feminino.
Muito pertinente a pergunta colocada por Isabel Barreno no final de todos os considerando linguísticos de marca masculina!
Claro que apreciei bastante a parte referente aos bordados de Castelo Branco, à forma como está exposto todo o ciclo do linho, a pequena oficina onde trabalha uma artesã e as colchas e paramentos riquíssimos que se encontram dentro de expositores e pendurados nas paredes.
Não tirei qualquer foto nesta zona por não ter sido capaz de eliminar o flash...
Ainda tirei a que se encontra acima mas como podem ver não ficou bem e ainda ouvi uma reprimenda do guia!
















