segunda-feira, novembro 19, 2007

Concerto em Vigo

Lamento não vos poder brindar com algumas imagens captadas durante a viagem, em Vigo e em Santiago de Compostela mas o meu programa foi alterado pelo meu filho, durante a minha ausência e agora não sou capaz de lá entrar.
Se ele vier no próximo fim de semana tudo voltará ao normal.
Tenho pois a dizer-vos que o concerto nos correu muito bem, recebemos fortes aplausos da assistência e muitos elogios por parte dos organizadores.
A sala onde demos o espectáculo insere-se num museu chamado Verbum - Casa das Palabras - que está dividido em módulos que se estruturam em quatro áreas: ciências, linguagens, literatura e tecnologia. Esses cubos (módulos) distribuem-se aleatoriamente como se se tratasse duns dados que se lançam no espaço e permanecem colocados como caíram, em quatro pisos. Há também várias obras de arte que simbolizam as actividades desenvolvidas.
A obra que me chamou mais a atenção foi uma escultura em madeira de Manolo Coia, representando a Censura - dois homens a apertarem com braços como tenazes um outro e a cortarem-lhe a língua. Impressionante e muito significativamente antitética na Casa das Palabras.


sexta-feira, novembro 16, 2007

Rosas de Novembro

Desejo a todos os meus amigos virtuais, e não só, um óptimo fim de semana.
Com o Chorus Auris onde canto (já o disse algumas vezes mas há sempre novos visitantes, ;-)) ) vou até Vigo participar num festival.
Para mais informações podem ir até ao Cant´Auris.
As rosas são do jardim da casa onde vive Petrus, o gato preto.

terça-feira, novembro 13, 2007

Saudades...


Aqui até se está bem mas já tenho saudades do quentinho da lareira!

quinta-feira, novembro 08, 2007

Aeródromo Regional de Fátima

Tive o privilégio de ser convidada pelo Grupo de Trabalho responsável pelo desenvolvimento do projecto do Aeródromo Regional de Fátima para estar presente na "cerimónia de assinatura do contrato entre a ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima e a PROPLANO - Gabinete de Estudos e Projectos, Lda., que visa a a elaboração de um Estudo de Viabilidade, no qual se identifiquem as grandes condicionantes técnicas, ambientais e económicas e sejam caracterizadas, a nível preliminar, as soluções concebidas para a implantação e operação das infra-estruturas, no âmbito do DL 186/2007 de 10 de Maio."
Esta cerimónia decorreu hoje, pelas 11 horas, nas instalações do Aeródromo Regional de Fátima (Pista da Giesteira).

Foi nesta avioneta que sobrevoei Fátima, pela 1ª vez, em jeito de pássaro.
A paisagem vista do alto e de tão perto é deslumbrante e o dia claro de sol também ajudou nessa visibilidade.
Claro que nem tudo o que se observa é bonito - as pedreiras, que são chagas na serra, não têm nada de belo, mas são fonte de rendimento e dão emprego a muita gente.
Nota-se perfeitamente a mancha urbana de grandes construções na Cova d´Iria do lado norte da freguesia e a sul uma zona com pequenos aglomerados de casas térreas com jardins, quintais e espaços de olival e pinhal onde ainda se conservam vivências, costumes e tradições ancestrais, marcadamente rurais.
Por isso se diz que Fátima é uma freguesia com duas realidades bem distintas.



Nesta fotografia é bem visível a Igreja da Santíssima Trindade frente à Basílica.
Independentemente de sermos crentes ou não, há uma verdade que é indesmentível para todos - Fátima é um destino turístico para milhões de pessoas por ano e, se se concretizar este projecto, toda a região centro irá beneficiar com a sua implementação.
Claro que o que está em causa será o chamado vôo de baixo custo durante certas épocas de ano.
Não se pretende concorrer com os aeroportos construídos ou a construir.
Ao Quim Clemente, o homem que nunca abandonou esta ideia, contra ventos, tempestades e marés, os meus parabéns!

Nota: Peço desculpa aos meus visitantes habituais por este apontamento local que não costuma estar presente nos meus "posts".

terça-feira, novembro 06, 2007

Homenagem a Sophia


Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.


Sophia de Mello Breyner Andresen, in Mar Novo (1958)
Nascida a 6 de Novembro de 1919

sexta-feira, novembro 02, 2007

Cansaço

Assim como estas folhas estão cansadas com a dança do vento, assim estou eu cansada com a dança da vida!

quarta-feira, outubro 31, 2007

Peço desculpa...

Esta "fugiu-me" do post anterior! Era precisamente a primeira...
Obra de alguma bruxa!

Ora Abóbora!

Com a celebração do Hallowine oficializada a abóbora deixou de ser aquele produto comestível e passou a pertencer à categoria de objecto de decoração.
Esta está à venda numa loja de brinquedos, é de material plastificado e serve para "alumiar"quem se perca nesta Noite de Bruxas!

Estas são umas aboborinhas verdadeiras que decoram a montra de uma loja de roupa de criança.

Esta é a chamada "cabeça de abóbora" presente numa loja de decoração de interiores.

Estas embora pareçam verdadeiras, não o são! Enfeitam a montra de uma perfumaria.

Não ficou muito bem a imagem por causa do reflexo mas não são precisas explicações.
Acrescento apenas que são falsas, as abóboras, claro! E também decoram uma loja de interiores...

Mais outro exemplar de"cabeça de abóbora" falsa, no balcão de uma loja de "bijouterie".

E, finalmente, as verdadeiras abóboras, aquelas que servem para fazer sopas deliciosas, para cozinhar com feijão branco e miolos de brôa, para fazer doces, para dar aos porcos, sim, porque eles também são criaturas de Deus!
Estavam muito sossegadas no quintal da tia Sofia!
E aqui termino a minha contribuição para o Hallowine, celebração que não me agrada muito.
Mas como gosto de abóboras...


segunda-feira, outubro 29, 2007

Impressões do Olhar II

Candeeiro com pôr-do-sol ao fundo



Prata em estado líquido

domingo, outubro 28, 2007

Impressões do Olhar - I

Embora conheça muito bem S.Pedro de Moel, entrei pela primeira vez na Casa-Museu Afonso Lopes Viera, na quarta-feira passada.
Foi a partir desta janela de uma varanda sobranceira à praia que o poeta encontrou muitos dos motivos inspiradores para os seus versos tão marítimos.
Diz ele num dos seus poemas:

"Onde a terra acaba e o mar começa
é Portugal,
simples pretexto para o litoral,
verde nau que ao mar largo se arremessa."

Essa varanda fechada com largas janelas abertas para o mar é um espaço belíssimo cheio de objectos pessoais do proprietário da Casa Catrineta ou Casa Nau como ele lhe chamou nalguns dos seus escritos.

Janela de uma das divisões onde se encontra a exposição temporária "Impresões do Olhar", uma mostra de fotografias inéditas da sua autoria, durante a primeira metade do séc. XX, captadas em S. Pedro, Nazaré, Cortes, Leiria e Batalha.

Arco que dá passagem para um pátio de onde se avista uma paisagem de tirar a respiração.

Varanda lateral da Casa Catrineta.