Estaciono junto ao farol e saio.O vento fresco bate-me na cara, revolve-me os cabelos e fico impregnada por um forte e saudável cheiro a maresia.
Atravesso a estrada para o lado do mar e caminho ao longo do largo passeio por onde podem circular à vontade pessoas a pé e de bicicleta.
Àquela hora, final de tarde, só se avistam três pescadores à linha, nas arribas, mesmo em frente ao farol.
Lá em baixo, a água revolta desfaz-se em espuma nas rochas, os raios solares, ainda bem vivos, abrem uma estrada de luz no mar e o marulhar das ondas é uma melodia que nunca me canso de ouvir.
Estou em paz!
E agora a pergunta difícil.
Onde é que fica este farol?











