No último andar é mais bonito
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar.
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua no terraço
fica tudo ao luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.
Cecília Meireles
Quando for poeta, quero escrever poemas assim...
ResponderEliminar(mas estou quase a ser)
Abraço esperançoso
Mas tu já és poeta!
EliminarAbraço
Ou o primeiro andar a contar vindo do Céu! :)
ResponderEliminarLindo poema!
Grande abraço
É isso mesmo, Janita!
EliminarE como eu gosto de os ouvir!
Abraço
Cecília Meireles tinha esse dom de transformar o desejo de isolamento e paz em algo quase mágico — longe da confusão, perto do céu e dos passarinhos, onde tudo ganha uma perspectiva mais leve.
ResponderEliminarOs poetas são mágicos, porque conseguem transformar em poesia as situações mais banais!
EliminarAbraço
Depende de que último andar se trata. Mais alto que um terceiro andar já teria problemas de alturas que me impediriam de ser contemplativa. : )
ResponderEliminarAgora moro num 5º andar que também é o último.
EliminarA minha fobia às alturas manifesta-se muito mais alto.
Abraço
Uma amiga minha vivia numa penthouse, que, como sabes, é um apartamento de luxo no último piso de um edifício. Este ficava no 45º ou 46º andar. Nem me aproximava das janelas para ver a maravilhosa paisagem que dava para o lago e a linha do horizonte de Toronto.
EliminarUma amiga de uma amiga vive, por acaso, no mesmo local da cidade, mas num andar um pouquinho mais baixo, no 18º. Também me incomoda um “pouco”, embora já me tivesse aventurado a ver o lago do terraço.
E outra amiga, também “virada” p’ró lago, mais a oeste da cidade, vive no segundo andar num edifício de quatro andares. Com ou sem elevador é fácil (ainda) subir e descer de um segundo andar. Aqui, sim, poderia viver sem receio das alturas. : ))
... nem receio de elevadores
EliminarTens amigas muito bem posicionadas, wuerida Catarina! 😀
EliminarAbraço
Ao contrário de Cecília Meireles, prefiro andares baixos. Talvez por causa daquilo a que se chamam ataques de pânico.
ResponderEliminarUm abraço, Léo.
Não tenho ataques de pânico, mas tenho receio de ser apanhada na rua com o elevador avariado.
ResponderEliminarJá decidi sair sempre com a chave do carro e a da vivenda, que está perfeitamente habitável, apesar do inconveniente das escadas.
Abraço
O Diogo vive em Amsterdão no 16º andar, eu que adoro alturas, expressei a minha vontade de viver também perto do céu e dos passarinhos. Então, me perguntaram o que eu fazia, se o elevador avariasse. Provavelmente ainda conseguia chegar lá cima.
ResponderEliminarAbraço da aldeia do Düssel risonha ☀️ e linda.
Querida Teresa!
ResponderEliminarEu chegaria ao 5º muito cansada, porque ainda me desloco com uma canadiana, mas aprendi a subir e a descer escadas assim.
Em todo o caso prefiro que isso não aconteça!
Abraço