" - Eu também sinto necessidade de reler os livros que já li - diz um terceiro leitor - mas em cada releitura parece-me ler pela primeira vez um livro novo. Serei eu que continuo a mudar e vejo coisas novas que antes não tinha notado? Ou a leitura é uma construção que ganha forma juntando um grande número de variáveis e não se pode repetir duas vezes de acordo com o mesmo desenho? Sempre que tento reviver a emoção de uma leitura anterior, obtenho impressões diferentes e inesperadas, e não reencontro as anteriores.
In- Se Numa Noite de Inverno um Viajante, de Italo Calvino
Nota: Acabei de ler este livro e essa leitura tornou-se um exercício de persistência, eu que de persistente tenho pouco ou nada.
Foi-me trazido pelo meu filho, ainda eu estava e estive em reclusão e disse-me que já tinha pegado nele várias vezes, mas que acabava por o largar.
Essas palavras levaram-me até ao fim da obra e, no fim, assimilei um pouco da sua mensagem que versa sobre o prazer de ler, de tal forma que são iniciados dez romances e nenhum é concluído. Torna-se numa espécie de busca pela continuidade de obras que se interrompem por estranhos acontecimentos.
E convosco o que se passa?
Gostam de reler certas obras ou não?
Há tantos livros para ler, que evito a “atividade” de reler, embora já o tenha feito, p. ex., “Um Gentleman em Moscovo”, de Amor Towles. Não na sua totalidade, mas as passagens que mais me interessaram.
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