Nestes últimos 2 anos, a minha mobilidade alterou-se e daí ter que deixar a casa que foi o meu porto de abrigo, durante 57 anos, apesar de ter feito outras escolhas temporárias.
Eis-me de novo no pequeno apartamento que comprámos há 23 anos, quando a casa sofreu um incêndio em Dezembro de 2003. Estivemos aqui quase 5 anos e foi um tempo doloroso, lembro-me de passar semanas deitada num sofá com um cobertor por cima da cabeça, após esse fatídico Dezembro de 2004.
Mas não podia continuar assim a bem da minha sanidade mental e do equilíbrio familiar.
Agora vou ter que criar novas vivências, umas vezes só , outras com o filho e os netos. Os miúdos, agora adolescentes, gostam deste espaço, mas adoram a vivenda e tudo o que ela representa na sua infância de citadinos.
Aos poucos vêm pertences de lá, embora seja impossível trazer tudo o que gostaria, sobretudo livros, quadros e as fotos de família que cobrem uma das paredes do meu escritório.
Tens de olhar para a mudança, como uma coisa positiva, que te vai ajudar na mobilidade, Rosa.
ResponderEliminarAgora só tens de o transformar no "teu canto".
abraço
É o que estou a fazer, Luis, muito lentamente!
EliminarAbraço
A dinâmica da vida tem mudanças que nem sempre aceitamos ou desejamos.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Quando as mudanças decorrem de necessidades físicas, não há volta a dar!
EliminarAbraço
A tua saúde e o equilíbrio familiar são a prioridade. Esse apartamento já te acolheu num momento de crise; talvez agora ele possa ser o cenário de uma fase mais serena e feliz.
ResponderEliminarDesejo-te uma noite tranquila 😴
Este comentário foi removido pelo autor.
EliminarO tempo agora é de calma, de serenidade, mas também da noção de finitude.
EliminarAgora o tempo é todo meu, Teresa!
Abraço
As mudanças são uma constante, não são?
ResponderEliminarNão as podemos controlar, mas podemos escolher como reagir a elas.
Abraço
Estive para iniciar esta postagem com um verso de Camões sobre o tema da mudança, mas depois achei que me estava a alongar.
EliminarEu podia continuar na vivenda, mas as escadas não davam sossego ao meu filho.
Assim esperemos que possa usufruir deste espaço tão acolhedor durante alguns anos e que o elevador não avarie com frequência.
Abraço
Estou a ver que ainda há problemas com elevadores! Um problema que sempre ouvi falar quando vivia em Portugal.
EliminarOs proprietários não acertam mesmo numa boa marca de elevadores!!! : )
Um texto lindo que inclui a família, mas também doloroso
ResponderEliminarpelo que deixa intuir.
Que tudo vá correndo pelo melhor, amiga.
Abraço
Olinda
Sou uma privilegiada por ter esta opção.
EliminarOs últimos inquilinos sairam em Junho passado, por isso deu tempo de fazer obras de forma a sentir-me em casa.
Abraço
Muita força para encarar a realidade.
ResponderEliminarUm abraço, Léo.
A minha realidade até se leva bem, apesar do uso de uma canadiana que espero poder largar daqui por uns tempos, depois de mais umas sessões de fisioterapia.
ResponderEliminarApesar de tudo estou autónoma.
Abraço
A vida é feita de mudanças! Tudo vem e vai como as marés!
ResponderEliminarDesconhecia essa parte do apartamento, como podes constatar há sempre algo teu a que podes recorrer em horas de necessidade.
Aos poucos irás ganhando mais autonomia e mobilidade.
Liberdade, enfim!
Abraço.
A vida tem-me trazido muitas mudanças e outras vezes fui/sou eu a decidir-me por mudanças.
EliminarTudo é passageiro, querida Janita!
Abraço