Não sou dada a estas considerações mas os tempos que se estão a viver obrigam-me a isso.
Num país extremamente dependente do exterior, com os ovos todos postos no cesto do turismo e numa terra totalmente dependente do turismo religioso de grupos estrangeiros temos tudo parado.
Fizeram-se dezenas de hotéis, abriram-se dezenas de cafés e restaurantes e agora, tirando os muito bons que tinham como clientes gente endinheirada da terra e dos arredores, tudo está às moscas.
Sempre batalhei, nos meus tempos de autarca na oposição, pela procura de outras âncoras de desenvolvimento mas a galinha dos ovos de ouro estava mesmo ali à mão e além das pedreiras muito contestadas, das serrações de mármores e madeira também com a maioria dos clientes no exterior esta santa terrinha está em depressão profunda.
Quando, depois do desconfinamento, começaram a surgir os nacionais, apareceu um foco infeccioso, a partir do coro do santuário,que ainda não está controlado. E tudo recuou de novo.
Se o foco tivesse tido origem numa festa talvez até houvesse multas!

