domingo, dezembro 06, 2009

Post natalício

Queriam presépios, pais Natal, renas, árvores iluminadas tipo arraial minhoto, estrelinhas a tremeluzir, embrulhos cheios de laçarotes, queriam?
Pois não vou falar nada disso.
Os ensaios para a festa de Natal da AMBO, associação à qual pertence o Chorus Auris onde canto, já começaram há uns tempos.
Além de uma peça a solo que ainda não está definida, embora eu esteja sempre a sugerir o "Entrai pastorinhos, entrai...", sem a maestrina me ligar nada, vamos cantar juntamente com a Orquestra Juvenil, outra das valências da associação, o famoso "Dream in de Silent Night".
Ontem foi o primeiro ensaio com toda a "malta" junta e até não correu mal.
Pronto!
Aqui fica o meu primeiro post natalício.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Qual Penélope...

Qual Penélope o vento vai tecendo e desmanchando este tapete...

segunda-feira, novembro 30, 2009

"É talvez o último dia da minha vida..."

Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 em Lisboa e aí morreu aos 47 anos, a 30 de Novembro de 1935.

Deixo-vos com uma quadra do seu heterónimo Alberto Caeiro:

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É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus.
Fiz sinal de gostar de o ver ainda, mais nada.

segunda-feira, novembro 23, 2009

domingo, novembro 15, 2009

Lamento

Abro a janela e uma cortina de chuva molha-me o olhar, saio à rua e um tecto pesado, cinzento abate-se sobre a minha cabeça, ligo a televisão, a internet, leio os cabeçalhos dos jornais de referência , de todo o lado escorre lama e o ruído do chocalhar da sucata é insuportável.
Não há nos ares sinais de bonança!
Por que razão cada caso escabroso, duvidoso que surge, vem "tapar" os anteriores que continuam por resolver e até arquivados?
O cinzento destes dias de Novembro leva-me a reler o poema "Lamento" de Miguel Torga, esse grande poeta portugês, e a transcrever o seu final.
Ah, meu povo traído,
Mansa colmeia
A quem ninguém colhe o mel!...
Ah, meu pobre corcel
Impaciente,
Alado
E condenado
A choutar nesta praia do Ocidente...

segunda-feira, novembro 09, 2009

Fluviário de Mora

O Fluviário de Mora é também um óptimo local para uma escapadinha, sobretudo se houver crianças na comitiva.
Embora sem crianças, lá fomos.
Numa das salas funciona um atelier/espaço lúdico onde miúdos e graúdos podem dar largas à sua imaginação, desde a pintura, à moldagem com plasticina, à elaboração de quadras.
Numa cesta havia papelinhos enrolados, tipo rifas e uma legenda convidava-nos a levar connosco os que quiséssemos.
Fui poupadinha e retirei apenas dois. Abri-os e lá dentro encontravam-se quadras, produto dos visitantes.
Deixo-vos com uma das que me calhou.
Trago dentro do meu peito
Duas espinhas de peixe
Uma diz que não te ame
Outra diz que te não deixe.

Não são peixes mas nadam e nadam a preto e branco.
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Como sei que tenho visitantes com grande imaginação para a poesia, convido-os a apresentarem uma quadra alusiva às imagens que ilustram este post sem qualquer imaginação.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Ventania

A Dança do Vento
O vento é bom bailador,
Baila, baila e assobia.
Baila, baila e rodopia
E tudo baila em redor.
E diz às flores, bailando:
- Bailai comigo, bailai!
E elas, curvadas, arfando,
Começam, débeis, bailando.
E as suas folhas tombando,
Uma se esfolha, outra cai.
E o vento as deixa, abalando,
E lá vai!...
Poema incompleto de Afonso Lopes Vieira
.
E diz aos meus cabelos, bailando:
- Bailai, comigo, bailai!
E eles desprendem-se do gancho,
Dançam-me em frente dos olhos
E o vento me deixa
Despenteada, desgrenhada e abalando
Lá vai!...
De regresso a casa, depois de uma saída até à mercearia ao fundo da rua.

terça-feira, novembro 03, 2009

Terra de...

Terra de casas com janelas debruadas a amarelo...

...e a azul...
...de torres de igrejas...

...e de um antigo castelo...



...de pelourinho com pergaminhos.






Por aqui andou o Mestre!
Facílimo, não é?!




sábado, outubro 31, 2009

Abóboras, bolinhos e....

Não sou fã do Halloween, não é festa do meu tempo de criança, nem sequer dos meus filhos, mas gosto de abóboras.
Abóboras, abóboras, sem caras nem caretas, chapéus e chapelinhos, velas e velinhas dentro!
Gosto delas alaranjadas, amarelas, esverdeadas, gosto delas em doce, em bailarotes e em sopa de feijão.
Sopa de abóbora com feijão branco, cenoura e batata aos pedacinhos, misturados com um refogado de cebola, alho e louro e ainda, suprema delícia, miolos de broa, tudo regado com azeite de 1ª e acompanhado com um bom tinto. Como sobremesa podemos ter nozes com figos secos e castanha assada ou cozida com erva doce.
Do melhor nesta época outonal!
Se não é um pouco pesado?
Claro que é, mas em tempos de crise serve de almoço e de jantar e olhem que não estou a brincar.
Amanhã é Dia de Todos os Santos ou Dia do Bolinho. Por aqui ainda se vê muita criançada a andar de casa em casa a repetir a pergunta tradicional que se perde nos tempos:
- Ó tia, dá bolinho?
E a "tia" dá bolinho, dá umas moeditas, dá nozes, dá figos e fica a sorrir enquanto eles se afastam a contar o dinheiro já recolhido ou a trincar as guloseimas que estão num saco à parte.
Amanhã, pela 1ª vez, por razões de agenda familiar a minha porta não estará aberta todo o dia à espera dos meninos da vizinhança!

terça-feira, outubro 27, 2009

A azeitona já está preta

A azeitona já está preta
A azeitona já está preta
Já se pode armar aos tordos
Já se pode armar aos tordos
Diz-me lá, ó cara linda
Diz-me lá, ó cara linda
Como vamos de amores novos
Como vamos de amores novos.
Não sei se todos sabem cantarolar esta canção popular que não fica por aqui mas chega para anunciar que a apanha da azeitona já começou por estas bandas.
Anda uma enorme azáfama pelos olivais com gente encarrapitada nas oliveiras a apanhar e a deitar abaixo os seus bagos, outros a varejar os ramos mais altos para a azeitona cair em panos estendidos em baixo, ainda outros a metê-la em sacos e a levá-los para carrinhas que os irão deixar nos lagares já em plena laboração.

Esta é uma oliveira lentrisca que se conhece das outras por ter a folha mais verde, brilhante, mais curta e que é muito produtiva. Uma oliveira destas pode dar 5 sacos de azeitona.
Foi assim que aprendi a conhecê-las mas se desse lado houver algum olivicultor que apresente melhor este tipo de oliveira eu agradeço.

Esta é uma oliveira-brava ou zambujeiro que dá uma azeitona extremamente miúda mas tão boa como a outra, só que nem sempre compensa o trabalho de a apanhar.
Os zambujeiros transformam-se em oliveiras normais através de enxertias.
No caso deste passou-se uma coisa engraçada - foi enxertado e transformou-se numa enome oliveira. No ano passado todo o olival foi podado e esta oliveira, por ser muito velha, foi cortada de tal forma que restou apenas uma parte do tronco abaixo do local onde o enxerto tinha sido feito.
Conclusão, voltou à sua origem e é de novo um zambujeiro!
A Natureza tem destas coisas!
Depois de tantos anos não se "esqueceu" que era zambujeiro...