Violoncelo
Chorai arcadas
Do violoncelo!
Convulsionadas
Pontes aladas
De pesadelo...
De que esvoaçam,
Brancos, os arcos...
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudais de choro...
Que ruínas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!...
Trémulos astros,
Soidões lacustres...
- Lemos e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo...
- Chorai arcadas,
Despedaçadas,
Do violoncelo.
Camilo Pessanha, in "Clepsidra"
Conheço pouco de Camilo Pessanha.
ResponderEliminarPelo que li aqui, parece-me interessante.
Bom dia de domingo, Léo, um abraço.
Vale a pena conhecer este nosso poeta do Simbolismo!
EliminarAbraço
Já publiquei esse mesmo poema no ematejoca azul, o eco de Camilo Pessanha.
ResponderEliminarE impossível para mim saber o que os outros amigos publicaram, só tenho a memória mais presente.
EliminarSeja como for, gosto muito deste poema talvez por ter sido o 1º que conheci deste poeta, ainda muito menina e moça!
Abraço
NÃO foi uma crítica, Leo‼️
EliminarPubliquei esse poema a 18 de Outubro de 2008.