domingo, agosto 30, 2026

Poesia ao domingo

 Corredores


Acendias lâmpadas nos corredores,

insistias nos regressos, falavas

do Inverno como se as estações do ano

fossem lugares onde se pudesse


construir uma casa, plantar uma vinha.


Carlos de Oliveira

17 comentários:

  1. Gostei muito!
    Beijos e um bom domingo!

    ResponderEliminar
  2. Curioso este poema de Carlos de Oliveira, um desconhecido para mim.
    Um abraço, Léo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ainda bem que te dou a conhecer um excelente poeta e romancista!

      Abraço

      Eliminar
  3. Conheci aqui um Carlos de Oliveira que não está mais entre nós e não sei se é este do poema. Escrevia ótimas crônicas , adorava seu País e deixou uma escrita de despedida. Não o achei mais nas redes e tenho saudades. Era como a poesia _ 'acendia lâmpadas' por onde passava.
    Bom domingo Rosa com meu abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Este Carlos de Oliveira é um poeta e romancista português neorrealista, nada tem a ver com aquele que a lis julga!

      Abraço

      Eliminar
  4. Que poema tão curto! “Estilo minimalista”. E com meia dúzia de palavras, o poeta consegue dizer muito. Livre interpretação.
    Novidade para mim.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Gosto muito de poemas curtos, mas muito significativos.
      Ainda bem que foi uma novidade!

      Abraço

      Eliminar
  5. Este poema de Carlos de Oliveira — um dos meus favoritos — mestre do Neorrealismo português, evoca uma atmosfera de melancolia, memória e o desejo impossível de fixar o tempo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Faz-nos lembrar os gestos das nossas avós, mães e sogras que nos esperavam com a lareira acesa e a mesa posta!

      Abraço

      Eliminar
    2. Careço da vivência dessa hospitalidade que transpõe gerações; nunca conheci o aconchego de uma lareira, nem a presença de mulheres que preparassem mesas com esmero.

      Lembro-me sim do ronance: Uma abelha 🐝 na chuva!!

      Eliminar
    3. São reconfortantes essas memórias que atravessam gerações de mulheres.
      Também li esse romance, mas tenho mais presente a lareira das minhas avós e a da miha sogra!

      Abraço

      Eliminar
    4. Histórias de vida diferentes enriquecem sempre qualquer conversa, e a diversidade de trajetórias entre mulheres portuguesas reflete a própria complexidade e evolução do país.

      Eliminar
    5. As mulheres urbanas, sem contactos com a vivência das aldeias não têm estas memórias, e àquelas que as têm falta-lhes a memória das idas ao cinema, ao teatro, passeios por jardins, etc.
      Só com a entrada na faculdade é que pude desfrutar dessas ofertas urbanas.

      Eliminar
  6. A vida devia ser, quanto a mim,
    um corredor assim

    (sou fã de Carlos Oliveira)

    Abraço poético

    ResponderEliminar
  7. Pois sim! E talvez fosse isso o que buscávamos:
    uma casa dentro do tempo,
    um lugar onde o inverno não terminasse
    e os regressos ainda encontrassem
    uma luz acesa no corredor.
    Beijus,

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Espero que os meus netos tenham boas memórias da lareira acesa e da casa à sua espera!

      Abraço

      Eliminar