Irmão
Eu podia ser um deles
Aquele
O que não se vê...
Porque não sou um daqueles?
Porquê?
Mas só de pensar que podia
Ser mais um na multidão
Sangro de melancolia
De não sendo nenhum deles
Ser de todos um irmão.
João Monge
Nasceu em Lisboa a 1 de Agosto de 1957 e escreveu, por exemplo, Timor esse hino à liberdade e independência dos timorenses.
O sentimento de ser um observador invisível traz a dor da solidão, mas também a clareza da exclusão,
ResponderEliminarEstarmos de fora é como uma moeda, tem duas faces!
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Gostei de conhecer o poema, porque João Monge conheço há muto tempo através dos Trovante, que vi actuar no Coliseu de Lisboa.
ResponderEliminarAbraço, feliz semana :)
Que eu saiba , ele não atuou nos Trovante, mas na Ala dos Namorados!
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João Monge é, também, um homem da música.
ResponderEliminarGosto disto!
Um abraço, Léo.
Pelos vistos também canta ou cantou!
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Desconhecia João Monge.
ResponderEliminarOutro dia, uma amiga quase que ficou escandalizada por eu conhecer tão pouco a música portuguesa.
Não gostas de música ligeira, por isso é natural que desconheças a nossa música.
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Um poema muito verdadeiro e belo.
ResponderEliminarNa verdade, dizemo-nos todos irmãos, porém, quando nos encontramos no meio de uma multidão de outros seres iguais a nós, sentimos uma enorme melancolia por não pertencermos a nenhum deles.
Creio que o sentimento de pertença é algo que falta a muitos de nós.
Isso dói, sim!
Hei-de procurar mais poemas de João Monge, cuja existência desconhecia.
Um abraço
Pertencemos ocasionalmente a muitos contextos, só que não o valorizamos!
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Penso que João Monge pertence à Ala dos Namorados. Em "Solte-se o Beijo" faz parte dessa banda, acompanhando essa bela canção, que publiquei, interpretada por Sara Tavares (letra de Catarina Furtado).
ResponderEliminarO poema é lindíssimo, esse que publica agora.
Abraço
Olinda
Cantou de facto, na Ala dos Namorados, mas é sobretudo "fazedor" de poemas!
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