domingo, julho 26, 2026

Poesia ao domingo

 Dois Cimbalinos Escaldados


Não sei, meu amigo, o que

irradiava mais calor, se

a chávena escaldada, se

o cimbalino fervente, se

as conversas sobre livros de poesia

que nesse tempo ainda

acreditávamos ser a maior razão.


Curto, normal, cheio

o cimbalino, esse negro odor

com moldura branca

numa mesa de café, na cidade

onde habitávamos desde sempre.


Inês Lourenço, in O Segundo Olhar



Nota: Inês Lourenço é a protagonista da Feira do Livro do Porto, a decorrer entre 21 de agosto e 6 de setembro.

14 comentários:

  1. Gostei muito!
    Beijos e um bom domingo!

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  2. Gostei muito.
    Percebe-se a razão pela qual Inês Lourenço é 'figura de proa' na Feira do Livro do Porto.
    Um abraço, Léo.

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    1. Não a conhecia e quando soube que ia ser a convidada especial da Feira pus-me a pesquisar.
      Achei graça ao poema! :))

      Abraço

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  3. Agradou-me conhecer a escritora.

    Boa semana e um abraço :)

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  4. Teresa Palmira Hoffbauer26 julho, 2026 14:24

    Já não estou na cidade invicta para a inauguração da Feira do Livro 📚 Poesia urbana portuense da Inês Lourenço.

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  5. O cimbalino. Uma vez cheguei ao Porto e queria beber um café
    e eu não sabia que tinha de pedir um cimbalino.
    Gostei muito do poema e de conhecer Inês Lourenço.
    Abraço
    Olinda

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    1. Conheço a história do cimbalino há muitos anos e acho graça ao nome, apetece dançar! :))

      Abraço

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  6. Já entrei em muitos Cafés da Cidade Invicta e peço o café do mesmo jeito que em qualquer outra cidade - " Por favor, um café cheio em chávena fria"
    Isso do cimbalino com vista para o mar - café e um copo de água - é
    um mito que que foi criado - mais um - sobre os hábitos e linguajares acerca do Norte. :)
    O saudoso CBO tinha uma rubrica com o nome " Pronúncia do Norte". Dizia que era para explicar a gíria da sua terra à Baixinha. Sua futura esposa, alfacinha.
    Abraço.

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    1. É óbvio que haverá mitos no seu linguajar, mas que são bem coloridos e originais os nossos amigos do porto e arredores no seu falar, são!

      Abraço

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  7. Não conhecia o poema, mas gostei.

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