segunda-feira, agosto 28, 2023
Desilusão
Anos antes do 25 de Abril a minha praia era na zona de Lagos, quer dizer as minhas praias, entre elas a Meia Praia.
Penso que não voltei lá até agora porque nos mudámos mais para a zona de Vila Moura.
Acabei de chegar da tal Meia Praia e não quis deixar de visitar o Bairro dos Pescadores, aqueles que vieram de Monte Gordo, como me disse a jovem com menos de 20 anos enquanto nos atendia para o jantar.
Eu tinha-lhe perguntado até onde ia a Meia Praia e ela respondeu, apontando lá para fora, "É tudo isto e e moro nesse bairro."
Com o restaurante cheio, não deu para mais mas passados uns dias lá fomos.
Tem todas as características de uma comunidade, um café com duas mesas na rua e alguns homens sentados a beber cerveja, uma pequena loja a imitar um supermercado, com caixas de fruta à porta, ruas sem simetria, de terra misturada com areia porque o bairro fica do lado das dunas, casas sem qualquer característica algarvia e ainda o vestígio de uma barraca habitada.
Sem um sinal, sem um painel, sem um mural que lembrasse a luta pela sobrevivência e por uma habitação digna daqueles que vieram de Monte Gordo nos anos 50, como tão bem contou, cantando Zeca Afonso.
Foi uma desilusão!
sábado, agosto 12, 2023
Os índios da Meia Praia
Tempo de praia mesmo que seja apenas meia!
Etiquetas:
Férias,
Música portuguesa Zeca Afonso
segunda-feira, agosto 07, 2023
JMJ
Bem pode Francisco pregar com belas e bondosas palavras porque, mesmo assim, os senhores da guerra não o ouvem!
quarta-feira, agosto 02, 2023
Leituras
Acabei de o ler ontem e será o próximo livro do meu Clube de Leitura, para Setembro.
Esta publicação pretende apenas mostrar que ainda estou no activo mas sem energia
sexta-feira, junho 23, 2023
O S. João no meu bairro
O S. João do meu bairro faz andar tudo em polvorosa. Hoje iniciam-se os festejos de acordo com o programa. São mesmo as melhores festas "da" Fátima.
Terei cá o filho, os netos, a minha irmã, os seus filhos, nora e em princípio duas netas. Se vos agradar o programa, apareçam.
quarta-feira, junho 14, 2023
sexta-feira, junho 09, 2023
O Homem do Cão
Durante alguns anos habituei-me a vê-lo aqui palo bairro.
Sempre de óculos escuros e de boné claro, de calças e de blazer escuros no Inverno e de calças cremes e blazer azul escuro no Verão, de camisa branca e de sapatilhas.
Pela trela acompanhava-o um cão , daqueles baixotes e gorduchos, branco com manchas castanhas. Normalmente seguia na frente do dono.
Com o passar do tempo começou a ficar atrás e a andar cada vez mais devagar. O dono acompanhava-lhe a "passada".
Nunca ouvi o homem falar nem o cão ladrar, eram dois bons amigos silenciosos.
Depois do último confinamento, encontrei o homem sozinho e deduzi que o cão tinha partido de vez.
Há dias vi-o e achei-o mais gordo, está-lhe a fazer falta o companheiro de caminhadas.
terça-feira, maio 02, 2023
O mundo à minha medida
A janela da minha cozinha é lateral. Dela vejo, quando estou a tomar o pequeno almoço, o almoço e o jantar no Verão, sentada ao balcão, o mundo à minha medida.
A rua depois de uma breve curva, os carros e as pessoas que passam para cima e para baixo e às vezes nada nem ninguém.
Agora, em Maio, vejo as rosas de Santa Teresinha, as rosas albardeiras que já feneceram, os gatos externos empoleirados no muro à espera do granulado e os espertalhões dos melros e das rolas que à falta de melhor comem do tacho dos gatos.
E é este o mundo à minha medida!
sexta-feira, abril 14, 2023
segunda-feira, abril 10, 2023
Alpendres
Gosto de alpendres que pouco ou nada têm a ver com varandas.
Tenho duas grandes varandas na fachada dianteira da casa mas são muito expostas aos olhares dos passantes, tenho uma na traseira muito discreta mas com pouco sol.
Resultado, uso pouco esses espaços e fico sempre a sonhar com a casa bem recuada da estrada e com um largo e comprido alpendre que seria uma outra divisão a usar, sobretudo no verão com mesas, cadeiras, sofás que convidassem a serões prolongados ou a tardes de preguiça.
Este tema veio-me à ideia porque os últimos livros que tenho lido tinham todos um alpendre que, além de ponto de encontro de famílias, amigos e mesmo comunidades, quase que se transformavam em personagem da narrativa tal não era a importância do seu papel no enredo.
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