Aldeia
Nove casas
duas ruas,
ao meio das ruas
um largo,
ao meio do largo
um poço de água fria.
Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo
que quando alguém grita para longe
um nome familiar
se assustam pombos bravos
e acordam ecos no descampado.
Manuel da Fonseca, in Poemas Completos
O alentejano Manuel da Fonseca escrevia bem, sem complicar.
ResponderEliminarUm abraço, Léo.
A poesia de Manuel da Fonseca é um primor!
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Este é um poema que nāo requer erudiçāo académica para ser compreedido.
ResponderEliminar:)
Estudei-o muitas vezes com os meus alunos, às vezes a partir de um desenho.
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Tu dás prioridade á música e POESIA portuguesa.
ResponderEliminarAbraço quentíssimo de um lugarejo italiano.
Sou uma lusitana convicta! :))
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Gostei muito, dessa Aldeia! :))
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É uma aldeia alentejana, com certeza! :))
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Desconhecia este poema e gostei imenso!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Sei este poema de cor!
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Gostei muito muito .Simples delicado e esse 'céu tão baixo'
ResponderEliminarObrigada ,rosa
A poesia está mesmo nesta simplicidade!
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Gosto muito de Manuel da Fonseca, que era um excelente comunicador. Como tive o prazer de comprovar no Centro de Trabalho do PCP - Barreiro.
ResponderEliminarAbraço
Um privilégio teres convivido com um poeta como ele!
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