"Portugal, anos do fascismo. As vidas de três mulheres vão-se desvendando, inscritas num tempo com pouca cor, sob o olhar vigilante da Polícia política e de uma moral repressiva, num país sob a sombra da guerra colonial e já farto da ditadura."
Estas mulheres de origens sociais e de contextos geográficos diferentes acabam por se encontrar num apartamento em Lisboa.
Cada uma delas carrega um ferrete, uma sofreu a violência doméstica e refez a vida fora do casamento, outra, proletária, aderiu ao PC, viveu na clandestinidade, foi presa e depois de longa tortura disse o que podia ser dito, a terceira, mais jovem, vive a vergonha de ser filha de pais incógnitos embora saiba quem é o pai a quem chama padrinho.
Este romance lê-se de um fôlego, pois a técnica narrativa é aliciante, num vai e vem entre cada uma das protagonistas.
A linguagem é quase coloquial, muito atual, em desconformidade com o que é narrado.
O narrador é muito interessante porque vai opinando pelo meio, de forma mordaz, irónica.

O título do livro evoca uma famosa senha clandestina usada pelo Partido Comunista Português nos jornais para alertar que um militante havia sido preso pela PIDE.
ResponderEliminarContinuação de boas leituras.
Exatamente, Teresa, essa era a senha!
EliminarTempos difíceis, embora a violência doméstica persista de uma forma mesmo criminosa!
A clandestinidade e a ilegitimidade felizmente que desapareceram.
Abraço
Pelo que descreves parece ser um livro que eu gostaria de ler.
EliminarGosto do cabeçalho. Está mais nítido hoje.
:)
Li a interessante entrevista de Alice Brito na "Visão " e a vontade de ler o livro acentuou-se com a tua abordagem.
ResponderEliminarAbraço, bom resto de Agosto :)
Filho de pai incógnito.
ResponderEliminarQue normalmente era de todos conhecido.
Uma das crueldades dos tempos de antanho.
Abraço, boa semana
Livro digno de se ler para não nos esquecermos
ResponderEliminardo tempo da ditadura.
Como bem disse, a violência doméstica persiste...
Abraço
Olinda