quarta-feira, janeiro 13, 2010

A Mata

É por este nome que todos os mindericos conhecem a lagoa de Minde!
E foi esta paisagem que escolhi para estrear, no exterior, a nova máquina que o meu filho me deu no Natal...

Era aqui que em criança vinha com os amigos e amigas fazer campeonatos de saltos de pedras na água.
Creio que nunca cheguei aos 4 saltos...
Às vezes as botas não ficavam suficientemente afastadas da água e os pés molhados denunciavam-nos em casa!

domingo, janeiro 10, 2010

Chocolate quente

Abri a persiana da janela do quarto e rejubilei!
Flocos de neve caiam leves, pequeninos mas constantes, os carros cá de casa estavam pintados de branco assim como os canteiros praticamente despidos, na calçada os breves farrapitos desfaleciam e perdiam a magia.
Uma enorme preguiça de cozinhar levou-me a atravessar a "2ª circular" e ir até ao "pronto a levar" do fundo da rua buscar o almoço, passar pelo supermercado ali ao lado para comprar chocolate em pó e coscorões ...a pé, com um frio de rachar, uma vez que os carros não tinham boas condições de visibilidade.
Assim, também tive a possibilidade de ver a neve que cobria os jardins e quintais dos vizinhos e bordejava os passeios.
Com um tempo destes não passo sem bebericar chocolate bem quente e petiscar coscorões (aqui há-os sempre) a dois, frente à lareira, com as gatas a ronronar aos nossos pés.
Vou continuar a ler "Jesusálem" de Mia Couto, jornais recuso-os, nem para eles olho, ultimamente.
Sou uma desinformada a transformar-me em "afinadora de silêncios" como o pequeno Mwanito, uma das personagens do referido livro.
Vidinha limitada, não é?!
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Nota: a foto é da net

terça-feira, janeiro 05, 2010

O desejo de esquecer...

Toda a história do mundo não é mais que um livro de imagens reflectindo o mais violento e mais cego dos desejos humanos: o desejo de esquecer.


Herman Hesse, Viagem pelo Oriente


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domingo, janeiro 03, 2010

300

"300" foi o filme que vi ontem na RTP1 e que me fez recordar este episódio da história da civilização grega que estudávamos no antigo 3º ano do liceu, agora 7º de escolaridade.
Conta-nos os preparativos da batalha das Termópilas, os vários confrontos entre Leónidas, rei de Esparta, os seus 300 soldados e cerca de 7.000 aliados de outras "polis" ou cidades-estado helénicas contra o poderoso e numeroso exército persa, comandado por Xerxes que se intitulava "rei dos reis".
Foi esta odisseia que Zack Snyder, como director e produtor, adaptou ao cinema a partir de uma B.D. americana de Frank Miller e que, por isso mesmo, tem um registo extremamente original, imbuído de vários estilos cinematográficos.
Apesar de ser uma batalha desigual quanto ao número de beligerantes, os valentes espartanos conseguiram dizimar milhares e milhares de persas, retardar o seu avanço em território grego, salvando Atenas, graças a uma ardilosa escolha, por parte de Leónidas, do local do confronto - o apertado desfiladeiro das Termópilas, na zona central da Grécia.
Quando Xerxes ameaçou o rei espartano e o seu pequeno exército, dizendo: "Minhas flechas serão tão numerosas que obscurecerão o sol!", este respondeu: "Tanto melhor, combateremos à sombra!", sendo acompanhado pelas gargalhadas dos seus soldados.
É preciso não esquecer que a batalha se travou em pleno Agosto.
Na hora do confronto final, Leónidas deu ordem de retirada a todos os não espartanos e preparou-se com os seus homens para combater até à morte.
Os espartanos só regressavam a Esparta como vencedores ou mortos em cima dos seus escudos.
E assim foi!
Entre a morte como homens livres ou a vida como escravos escolheram morrer.
Nota: Não sei se esta batalha se estuda agora mas se se estudar, "300" é um belíssimo documentário a ser visionado pelos alunos.
A imagem é da net, como é óbvio...

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Kyrie

Kyrie
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Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e de paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
José Carlos Ary dos Santos
Nota: Bem procurei algo mais alegre para terminar o ano bloguista mas o contexto em que estamos mergulhados, uns mais do que outros, não ajudou.
Aproveitei então este poema que me foi enviado por uma amiga e que, certamente, circulou durante estes dias pela blogosfera para desejar a todos um Ano Novo cheio do que mais anseiam.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Fui ver...

...Mas a neve não caía, não cai e creio que não cairá!
O que cai é uma chuva que molha todos e não apenas os tolos, o vento sopra e tudo volteia e sarabanda, as folhas das árvores derramadas pelo chão, as poucas flores dos jardins, chapéus de chuva, gorros, saias, gabardines, cabelos...o frio entranha-se no corpo e só um cobertor de poesia me poderá aquecer.
Entretanto pendurei a natalícia cortina de estrelas na enorme janela do meu escritório.
Quando olho lá para fora não vejo chuva, não sinto o vento, tudo está coberto de estrelas douradas...
Nota: Devido a uma avaria na máquina, estou impedida de postar fotos minhas.
Esta foi a que consegui introduzir a muito custo, mas a minha cortina é muito mais bonita...

quarta-feira, dezembro 16, 2009

A Neve

A neve pôs uma toalha calada sobre a tudo,
Não se sente senão o que se passa dentro de casa.
Embrulho-me num cobertor e não penso sequer em pensar
Sinto um gozo animal e vagamento penso,
E adormeço sem menos utilidade que todas as acções do mundo.

Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Há dias...

Há dias, enquanto abria o meu correio electrónico, ia pensando com os meus botões em como nos estamos a "desumanizar"...
Enchemos a caixa de correio dos amigos com mails que vão das anedotas, à música, passando por belas imagens acompanhadas de conselhos para se viver feliz, com a "obrigação" das reencaminharmos e sem uma palavra de proximidade, sem um "Olá, como vais?"
Embora procure não o fazer, confesso que também incorro nessa falta.
Ora como eu estava dizendo, abria o correio e, mesmo a propósito, debaixo dos meus olhos estava o seguinte título:
"NÃO RECLAMES...DAS MENSAGENS"
Abri, li e conclui:
Mesmo sem "Um Abraço", alguém me tem na lista de amigos e diz-me, à sua maneira, que ainda sou lembrada, que ainda sou importante, que ainda sou especial...
Não volto a reclamar!

domingo, dezembro 06, 2009

Post natalício

Queriam presépios, pais Natal, renas, árvores iluminadas tipo arraial minhoto, estrelinhas a tremeluzir, embrulhos cheios de laçarotes, queriam?
Pois não vou falar nada disso.
Os ensaios para a festa de Natal da AMBO, associação à qual pertence o Chorus Auris onde canto, já começaram há uns tempos.
Além de uma peça a solo que ainda não está definida, embora eu esteja sempre a sugerir o "Entrai pastorinhos, entrai...", sem a maestrina me ligar nada, vamos cantar juntamente com a Orquestra Juvenil, outra das valências da associação, o famoso "Dream in de Silent Night".
Ontem foi o primeiro ensaio com toda a "malta" junta e até não correu mal.
Pronto!
Aqui fica o meu primeiro post natalício.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Qual Penélope...

Qual Penélope o vento vai tecendo e desmanchando este tapete...