domingo, agosto 19, 2007

Ó mar do Salgado...


O Salgado é um areal imenso situado entre a Nazaré e S. Martinho do Porto. Até há poucos anos era um paraíso para os pescadores à linha.
Não é uma praia aconselhada para pacatos banhos de mar, como se pode ver, mas a sua extensão é convidativa para longos passeios, com a água fria a lamber-nos os pés ou uma onda mais alterosa a fazer-nos recuar e a soltar algumas gargalhadas.
É ainda um daqueles paraísos onde os veraneantes se espalham sem incomodar os vizinhos.
O parqueamento não é fácil para os que chegam depois do almoço.
E vale a pena chegar cedo para gozar a beleza de uma praia vazia.


sábado, agosto 18, 2007

Encerramento do circuito pela Beira Baixa/Interior

É tempo de fechar o circuito.
Cheguei a Castelo Branco caía a noite...mas ainda deu para uma caminhada no Jardim Municipal e pelas ruas da cidade.
O jantar foi num restaurante com esplanada, no enorme largo que foi requalificado com o Programa Polis.
Ementa:
- açorda de ovas com sável frito (divinais)
- salada mista de um colorido e sabor impossíveis de descrever
- muita água (ainda havia muitos kms para fazer)
- café
Preço muito razoável!

Só falta referir o trajecto escolhido a partir de Vila Velha de Ródão onde se iniciou este roteiro pela Beira Baixa/Interior:
Saída pela 355 em direcção a Perais, Monte Fidalgo com descida por uma"picada" até à barragem de Cedillo, depois, porque a estrada "morria ali", segundo um morador, não foi possível aceder a Malpica do Tejo. Passagem por Alfivida, Monforte da Beira, Cegonhas, paragem em Rosmaninhal, bela povoação com pelourinho e em Segura, também com pelourinho.
Não foi possível encontrar qualquer sítio onde almoçar, por isso em frente para Monfortinho onde finalmente havia restaurantes, cheios de alegres e ruidosos espanhóis que vêm comer por uma "tuta e meia" do nosso lado.
Este percurso até Monfortinho, que eu desconhecia, mostrou-me um interior com povoações bonitas, cheias de nobreza, limpíssimas, mas só se vislumbram idosos sentados em cadeirinhas à porta (muito ao estilo do Alentejo).
Será que este território ladeado pelo Tejo e pelo Erges está condenado à desertificação total?

Depois do jantar, A23, A1 e casa...
Afinal o passeio durou apenas um dia...

quarta-feira, agosto 15, 2007

Senhora do Almortão (Almurtão)

Estou quase a chegar ao fim.
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Ao sair do carro na Senhora do Almortão e antes de subir a larga escadaria que conduz ao adro, ouço no coração a voz saudosa e inconfundível do Zeca:

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Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana,
voltai costas a Castela,
Não queirais ser castelhana.

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Senhora do Almortão
A vossa capela cheira,
Cheira a cravo, cheira a rosa,
Cheira a flor de laranjeira.

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Mas, ao olhar para a enorme estrutura coberta por lona azul plastificada a funcionar como prolongamento do alpendre da capela, fico horrorizada. Nem as letras garrafais, a branco," Nossa Senhora do Almortão" me apaziguam.
Fotografar esta fachada é impensável!
Alguns, para não dizer muitos, adros das igrejas e capelas das nossas aldeias primam pelo mau gosto, pelos atentados à simplicidade do património construído, à custa dos dinheiros de todos nós, uma vez que a maior parte dessas obras é subsidiada pelas Câmaras e até pela Comunidade Europeia.
As comissões fabriqueiras e as confrarias actuam como donas e senhoras destes espaços sem qualquer preocupação de enquadramento estético/paisagístico.
Este desabafo decorre não só pela presença desta estrutura que se encontra ali desde o 2º Domingo depois da Páscoa (data da grande romaria deste local), mas também pela informação recolhida junto de alguns residentes da vontade que a confraria tem de construir, em cimento, um novo alpendre para não se perder tempo a colocar e a tirar a estrutura, em princípio, amovível. E também por razões mais próximas...
Esta foi a fotografia possível, tirada de lado!

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Nota. Os moradores dizem que se deve escrever Almurtão e não Almortão.

terça-feira, agosto 14, 2007

Idanha-a-Velha, autêntico museu a céu aberto

Entra-se em Idanha-a-Velha e desemboca-se num largo que tem uma enorme amoreira, depois passa-se para o Largo do Pelourinho (manuelino) onde também se encontra a capela aberta ao culto.
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Ponte romana sobre o rio Pônsul construída, provavelmente, a partir do séc. I. É constituída por cinco arcos, está em bom estado de conservação e aberta ao trânsito.
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Arco nas muralhas por onde se passa para observar vestígios da estrada romana.

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Catedral visigótica em ruínas mas a sofrer trabalhos de recuperação.
As escavações continuam e estão a pôr a descoberto outros vestígios da romanização.
O ninho de cegonha na torre é uma das suas imagens de marca.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Monsanto

Com tanto calor o que sabe bem é esta água fresquinha que corre na fonte, no início da subida para o Monte Santo.

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Depois da fonte, à direita, encontra-se uma casa solarenga onde funciona um pequeno museu.
No rés-do-chão pode ver-se uma exposição de fotografia e utensílios relacionados com a doçaria local.
No 1º andar ficámos surpreendidos com uma exposição bastante completa sobre a vida e obra de Zeca Afonso.

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Quantos namoros teriam sido iniciados com esta rua e varanda como cenário?

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Rua característica de Monsanto com as casas abrigadas entre penhascos.

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Parece que vai cair mas permanece há séculos naquele equilíbrio instável!

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domingo, agosto 12, 2007

Homenagem a Miguel Torga no seu centenário

Santo e Senha

Deixem
Passar quem vai na sua estrada.
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada.

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Deixem, que vai apenas
Beber água de sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.

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Vem da terra de todos, onde mora
E onde volta depois de amanhecer.
Deixem-no pois passar, agora

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Que vai cheio de noite e solidão
Que vai ser uma estrela no chão.


Nota: É lamentável ouvir , logo de manhã, que não irá qualquer membro do Governo a Coimbra para assistir à homenagem prestada, pela cidade, a este Grande Português, cidadão do mundo.

sábado, agosto 11, 2007

Em Penha Garcia

O gato à sua janela vai dormindo e ronronando...

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Descendo, vagaroso e seguro...
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Rua com vasos floridos


quinta-feira, agosto 09, 2007

Mais uma incursão no Portugal profundo

Primeiro alguns kms na A1, depois virada para a A23 e saída para início de uma nova incursão no tal Portugal profundo.
O Castelo do rei Wamba olha, altaneiro, a entrada do rio da"nossa aldeia" em terras lusitanas.
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Não é a melhor perspectiva mas o motorista nem sempre pára onde eu quero.
Estas são as famosas e belas portas do Ródão!
Agora é só aguardarem pela continuação da viagem.
Será que adivinham onde foi a paragem seguinte?
Podem consultar o mapa...

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terça-feira, agosto 07, 2007

Girassol


À procura de legenda...

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quinta-feira, agosto 02, 2007

Devaneio...

Tu queres saber onde eu moro?
Dou-te a minha direcção
Santo António das Areias
Dando vistas p´ra Marvão.

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Nossa Senhora d´Estrela
Senhora tão pequenina
Comadre de minha mãe
Senhora minha madrinha.

A povoação que se avista através das grades é Santo António das Areias.

A povoação que se avista através das grades é Santo António das Areias e as quadras foram"roubadas" no Museu Municipal de Marvão.
Quanto ao culto à Nossa Senhora d´Estrela vem do facto de o monte onde se "empoleira" Marvão ser um espigão da Serra da Estrela.
Sempre pasmei com a facilidade do povo a fazer quadras, com António Aleixo à cabeça.
Sei que está tudo de férias mas para os que já voltaram ou ainda não foram sugiro que introduzam uma quadra nos vossos comentários.
Para exemplo aqui segue a minha:

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Ó meu rico Santo António,
Santo António das Areias,
Tivesse aqui um harmónio
Tocava-o nestas ameias.

P.S. Peço desculpa pelo devaneio...
Mas não é obrigatório, claro!S

.. Peço desculpa pelo devaneio...