segunda-feira, fevereiro 22, 2021

O rapazinho do fato de treino

 Tinha para aí 9/10 anos, moreno, cabelo e olhos bem escuros, vestia um fato de treino demasiado largo para ele, tinha máscara e um certo ar de cansaço ou vergonha. Estava à saída do mini mercado onde me abasteço, muito perto da minha casa.

Dirigi-me ao carro, coloquei as compras lá dentro e olhei-o, ele também me fixou sem desviar o olhar.

Perguntei-lhe se queria alguma coisa e ele acenou que sim. Estendi-lhe algumas moedas que ele meteu no bolso, sem dizer nada.

Depois aproximou-se estrategicamente de outro carro que acabava de estacionar ao lado do meu.

Deu-me a nítida sensação que este rapazinho não estava habituado a pedir.


17 comentários:

" R y k @ r d o " disse...


Infelizmente cada vez mais existe alguém a estender a mão à caridade. Antes isso que roubar. Mas é tão triste ver alguém de mão estendida. Comovente.
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Saudação poética.
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Pensamentos e Devaneios Poéticos
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(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Cenas cada vez mais comuns ao nosso cotidiano... infelizmente.

Janita disse...

Se o menino não te pediu nada é porque não estava mesmo habituado a pedir. Aflige-me muito a ideia de saber que há crianças a passar fome. Quando me pedem prefiro dar comida a dar dinheiro.
Quando parecia que já tinhamos ultrapassado a malfadada crise económica, veio esta estúpida pandemia trazer o caos a tantas vidas. E, o pior, é que muitos encontraram no infortúnio da maioria o modo de enriquecer ainda mais.

Um abraço.

Rogério G.V. Pereira disse...

Este triste quadro vai-se multiplicar...
E vão surgir outros
mais trágicos e penosos
E outros ainda
mais marginais e perigosos

Só quem não pensa na vida do outro
é que pode esperar que assim não seja

Isa Sá disse...

Cenas reais mas muito tristes.

Isabel Sá  
Brilhos da Moda

Atitica disse...

É assustador, e com tantas coisas a acontecer pior ainda. Depois de vermos que existem mães e pais que deixam crianças sozinhas em casa durante dias sem lá ir,é bem possivel que os filhos sintam essa necessidade de ir para a rua pedir ajuda. Nem toda a pobreza de momento se deve à pandemia, mas muita se deve à falta de humanidade,

Dalma disse...

RV, não tenho palavras!
As moedas que damos apaziguam-nos no momento, depois esquecemos... infelizmente a vida de essa gente só se resolve criando empregos e não com as esmolas que generosamente lhes damos!

Rosa dos Ventos disse...

Não tenho por hábito responder aos comentários porque penso sempre que as pessoas não voltam aqui.
É verdade, Dalma, só isso poderá resolver esta pobreza endémica.

Abraco

Catarina disse...

Vejo aqui 3 postagens novas das quais não me dei conta...
Situações difíceis de ver.

redonda disse...

Quer estivesse, quer não, é triste. Não devia acontecer com crianças, nem com ninguém.
A série começou este Sábado.
um beijinho

Rosa dos Ventos disse...

Obrigada, vou estar atenta, sou fã de sérias policiais francesas.

Abraço

UmaMaria disse...

Eu tenho esperança que, dominado o Covid, as coisas possam voltar ao normal. E vai voltar a haver emprego...espero!

UmaMaria disse...

Há alguma série nova para ver? E onde?

Rosa dos Ventos disse...

Les Ombres Rouges na SIC Radical, segundo informação da Gabi!

Abraço

UmaMaria disse...

Obrigada! Também vejo muitas séries 😊

São disse...

De cortar o coração...entretanto há quem enriqueça ainda mais com a crise :(

beijinho

Olinda Melo disse...


Tempos terríveis estes. Lembram-mos outros do passado,
ou então nunca chegaram a desaparecer...porém mais
encobertos.

Abraço
Olinda