Tinha ao colo o gato velho
cansadamente passando
a sua branca mão pelo
pêlo dele preto e brando
Sentada ao pé da janela
olhando a rua ou sonhando-a
todo o passado passando
a passos lentos por ela
Dormiam ambos enquanto
a tarde se ia acabando
o gato dormindo por fora
a avó dormindo por dentro
Manuel António Pina, in " Os Livros "
5 comentários:
Lindo...
A Avó...imagem de ternura que sempre fica.
Beijinho:)
Lindo poema.
E tão mal que tratamos os nossos "avós"...
Beijinho
Gostei do poema. :)
Adoráveis e sensíveis palavras. Tens ótimo gosto para poesia.
Muito bonito. Todos deviamos deixar-nos dormir, de vez em quando. Todos merecemos descanso inteiror.
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