É assim que começa hoje, no DN, a crónica de Viriato Soromenho- Marques !
Refere-se aos primeiros passos dados no sentido da construção de uma Europa unida, daí ser hoje o seu dia.
Mas o projecto está longe de ter atingido os seus objectivos.
Aproveito para transcrever parte dessa crónica.
"Os Europeus estão condenados a uma escolha simples: ou fazem da Europa uma segunda pátria, ou acabarão por transformar a Europa num campo de batalha. Só é possível ser europeu, assumindo uma dupla cidadania. A da nossa pátria natal, onde existem elementos que devem ser manejados com cuidado ( a língua, a religião, o "solo", a "genealogia"), e a da pátria europeia. Só à primeira pátria se podem associar as forças telúricas da "mátria", usando a feliz expressão de Natália Correia. A cidadania europeia terá de ser estritamente constitucional e apolínea. A pátria europeia terá de ser o lugar dos interesses e das leis comuns. Não precisa de amor, mas do respeito que só leis justas, transparentes e universais granjeiam. essa pátria europeia, livre da barbárie hegemónica, continua por fazer."