Imbolc quer dizer "do ventre" e refere-se ao poder da criação da matéria, de germinação terrestre.
Este festival celta, em honra da deusa Brígida, encontra-se a meio da estação do inverno, no seu auge, por isso é o primeiro sinal de que esta começará a declinar e que a primavera lhe sucede.
Os dias começam a aumentar; celebra-se a Luz que cresce, tanto a que está dentro como a que está fora de nós. Este é também o momento do despertar da Terra, quando todas as sementes e raízes começam lentamente a espreguiçar-se. Por isso "Imbolc" é tempo de "semear" intenções, de acender a nossa luz individual dentro do Todo e de dar começo a inspirações que irão crescer ao longo do ano.
É tempo de limpeza, de purificação, por isso varrem-se simbolicamente as casas e faz-se também uma fogueira (se o tempo o permitir) ou acendem-se muitas velas no altar gerando um fogo que limpa e transforma tudo o que já não nos serve e desejamos deixar ir.
Isto abre espaço para crescimentos, inspirações e novos começos.
É também tradição acender velas e deixá-las acesas toda a noite no parapeito das janelas. Acendem-se também pelos que amamos e afirmam-se as qualidades positivas das nossas relações.
Nota: Retirei este pequeno texto de uma agenda que encontrei em casa do meu filho mas já um ano destes referi esta tradição celta.
Para os católicos, o dia 2 de fevereiro é dia de Nossa Senhora das Candeias, da Luz, da Purificação, quando se deu a apresentação de Jesus no Templo.
Abreviando, é dia de se comerem fritos com azeite novo, de preferência filhoses.
No fundo não deixa de ser um ritual ligado à Luz!
Já recebi uma mensagem do meu "fiel jardineiro" a dizer-me que traz, da santa terrinha onde foi, as tais filhoses para cumprirmos a tradição.
Esta é a candeia que o meu neto trouxe ontem para casa, porque, como me disse a educadora que ma entregou quando o fui buscar "amanhã é dia das "candeias".
Achei graça porque não fazia a mínima ideia que, em Lisboa, festejassem este dia!