O poejo é uma planta aromática de folhas finas, de um verde vivo, com flores brancas ou lilases.
É também conhecido por poejo das hortas, hortelã dos pulmões, menta selvagem e erva de S. Lourenço.
Tem variadíssimas aplicações que vão da área medicinal à cosmética, passando pela culinária e até tem propriedades mágicas - é considerada a erva da paz.
O seu princípio activo mais importante é o mentol.
Há dias, a minha amiga Kinkas, que passa por aqui de vez em quando, enviou-me um poema de uma amiga comum que não vejo há anos mas da qual vou tendo notícias, poema esse que nos fala assim do poejo:
O poejo floriu
Oferece ao vento
o seu amor
pela terra onde nasceu
um país de lonjura
aberto ao dia
e à planura.
Seu olor não se evola
permanece
rescende a caldo quente
em tempo agreste
a agasalhar o peito.
E o meu olhar antigo
Acompanha o seu jeito
de sorrir à vida
que fico a aprender.
Abraço o seu espaço
que cresceu comigo
onde encontrei a luz
que já não sigo.
E vejo no poejo
o meu tempo perdido.
Junho de 2011
Nota: Nos canteiros do meu quintalito crescem a hortelã, a salsa, os coentros mas o poejo está de lá ausente como de mim esta sensibilidade tão especial, este olhar tão atento à beleza de uma simples planta aromática!
