Domingo, Julho 12, 2009

Fazer o quê?

Vou visitando os habituais ( nem todos constam no link à esquerda ) e vou verificando que uns partem, outros chegam, enquanto eu permaneço...
O que é que me aconselham?
Sair, não sair, eis a questão!

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Estás só...

Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada ´speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.

In Odes de Ricardo Reis

Segunda-feira, Julho 06, 2009

Gosto de pontes...

Gosto de pontes, pela sua funcionalidade, pelo engenho e arte colocados na sua construção e também pelo seu sentido metafórico.
De entre todo o género de pontes tenho uma especial atracção pelas romanas.
A mais alta que vi até hoje fica na cidade de Ronda, nas serranias acima de Marbelha, em Espanha.
Esta que vos apresento está perfeitamente identificada.




Quanto a esta não vos deixo qualquer identificação. Será o vosso TPC...
Como se chama e onde fica?
Fácil, não é?

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Arrumações de discos

Ontem, num dos meus súbitos, mas raros acessos de fazer arrumações, decidi dedicar-me aos discos de vinil, talvez influenciada pela morte de Michael Jackson e na tentativa de encontrar alguma coisa dele.
Não me lembrava de ter feito qualquer compra, mas talvez algum dos meus filhos o tivesse feito. Passados um a um, mas não na totalidade porque ainda não cheguei aos que estão no sótão, não encontrei nada. Em contrapartida encontrei bastantes discos dos The Doors.
Lembrei-me então que era a banda preferida do meu filho mais novo que tinha uma fixação em Jim Morrison impressionante e o que tem mais graça, se por acaso se pode usar o termo neste contexto, é que nem sequer ainda era nascido quando o jovem cantor apareceu morto, aos 27 anos, num quarto de hotel em Paris, onde repousa no cemitério do Père Lachaise, no 20º bairro.
Como a prenda que ofereci aos meus filhos na conclusão do 12º ano foi a sua primeira visita a Paris, um dos pontos do programa, imposto pelo rapaz mais novo, seria uma visita ao dito cemitério, onde repousava o seu herói. Foi uma enorme canseira chegar lá a pé, porque olhando para o mapa parecia perto do local onde estávamos, mas de facto não era.
Este cemitério é o maior de Paris e aí estão sepultadas celebridades de todos os quadrantes, identificadas logo à entrada num painel, com o arruamento e nº respectivo.
Foi impressionante caminhar por aquelas ruas, deparar com nomes de gente que eu também me habituei a admirar, no campo da ciência, literatura, cinema, música, etc.
E lá demos com o sepultura de Jim Morrison!
O meu filho não queria acreditar no que via...
Do postal ilustrado que ele trazia na mão, e que arranjou nem eu sei onde, até à realidade nada se parecia.
Era simplesmente um local vandalizado, com alguns vestígios de pedras tumulares e de flores secas e um guarda por perto que nos olhava de soslaio.
Só recordo este episódio, um pouco tétrico, porque ao ler o DN hoje, nas efemérides, aparecia a referência à morte de Jim Morrison a 3 de Julho de 1971, faz precisamente 38 anos.
E claro que, num registo bem mais alegre mas também saudoso, vejo-me a servir de guia aos meus rapazes e a ajudá-los a descobrir essa bela cidade onde gostaria de ir pelo menos três vezes por ano!

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Lenda da Boa Nova de Terena

Sempre que saímos só os dois não fazemos grandes planos. A única coisa que programamos é quantos dias ficaremos fora, para nos organizarmos com a AAD em relação aos nossos animais de estimação.
Nesta saída, contudo, fomos acompanhados por duas primas e houve que fazer um programa.
Aliás, também gosto de os fazer, delineando os percursos e procurando informações sobre locais de interesse a visitar.
Foi assim que descobri a lenda da Boa Nova de Terena.
Há mais do que uma versão, mas eu vou limitar-me a resumir apenas uma delas.
Antes de a apresentar quero referir que Terena, à boa maneira alentejana, é uma vila de casario baixo, branco, com ruas estreitas, floridas, limpas e de gente simpática, envelhecida, sentada à sombra, falando pouco e olhando ora as aves que rasam os telhados, ora as pessoas que passam e a quem não negam a salvação.
Conta a lenda que a "fermosíssima" Maria, a tal dos Lusíadas, princesa de Portugal, filha de D. Afonso IV, o Bravo, casada com o rei de Castela, veio com uma comitiva pedir auxílio ao pai a mando de seu marido que necessitava de travar a subida dos Mouros no seu território, mais concretamente no Salado.
Só que também consta que o sogro não gostava muito dele por não ser um modelo de marido. Não há pai que goste de ver a sua filha humilhada e muito menos um rei...
Depois do pedido de auxílio que não teve o resultado desejado, a "fermosíssima" saíu da corte e já estava nas imediações de Terena, quando chegou um emissário com a boa nova.
Afinal o rei acabara por repensar o seu não e decidiu-se por ir em auxílio do seu pouco fiel genro.
A princesa de Portugal/rainha de Castela num acto de agradecimento e profunda religiosidade prometeu logo ali mandar construir uma capela que perpetuasse tão boa nova.
Assim se justifica a presença desta capela a cerca de kilómetro e meio de Terena e que tem como orago Nossa Senhora da Boa Nova.
E assim é a lenda.
Na realidade, esta capela é um santuário mariano bastante antigo, julgando-se que possa resultar da cristianização de cultos pagãos, visto que nas imediações de Terena subsistem as ruínas do templo do deus Endonvélico.
É um exemplar raro português de igreja/fortaleza de grande beleza, que chegou praticamente intacto aos nossos dias com originais pinturas fresquistas na abóbada e nas paredes, algumas já recuperadas, outras ainda à espera das sempre tardias verbas que salvem o nosso rico e antiquíssimo património.
Se forem para aqueles lados, não deixem de visitar Terena, o seu Castelo, Pelourinho e Capela da Boa Nova. É só pedir à família-guardiã do templo que vos abra a porta...
Vale a pena!

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Escapadinha III

Pensavam então que se tinham livrado da minha reportagem fotográfica, com o respectivo enigma?
Pois estavam muito enganados!...
Quando vejo uma criatura de máquina fotográfica em punho, de passo decidido e ar de ententendido, tenho a mania de o seguir e copiar todos os seus passos, depois de ele ir embora, como é evidente...
E assim fiz!
Cá está ele de cócoras, que é uma posição muito profissional nesta área...

Esta foi a minha primeira e tosca tentativa de captar a imagem perfeita.



Esta foi a segunda...
Depois desisti!
Decididamente tenho de ir tirar um curso de fotografia!
E agora a pergunta que se impõe.
Onde é que eu fiz esta triste figura?


Terça-feira, Junho 23, 2009

S. Joâo

As festas do S. João do meu bairro são as melhores da freguesia!
Embora não vos mostre a capelinha, ela é muito airosa.

Vai um vaso de manjerico?
Eu comprei dois...




O arraial está ao rubro!
Já comi sardinhas que estavam deliciosas e vim a casa que fica a dois passos buscar um casaco .


Aqui não há martelinhos nem alhos porros, mas há balões para todos os gostos !




Quinta-feira, Junho 18, 2009

Intervalo

Porque a escapadinha foi mesmo de turismo cultural com o lazer que lhe anda sempre associado, e porque vi muitos castelos, museus e pelourinhos, para não vos cansar com enigmas, vou fazer um intervalo.
Como as ameixas não param de cair às dezenas tive mesmo que pôr o avental e abalançar-me a fazer doce. Por não ser grande "expert" nesta arte (aliás não sou "expert" em nada), coloquei uma tampa no tacho e mais de metade do doce veio fora!
Além de ter passado tempos infinitos a limpar o fogão, coisa que detesto, o produto final resumiu-se a este frasquinho...
Mas está uma delícia, assim com um sabor ligeiramente agridoce que vai muito bem com uma fatia de queijo alentejano!

Enquanto isso, a Nina observa as ameixas a cairem, os melros de volta delas e nem se mexe por causa do calor!


Outra novidade - as glicínias voltaram e trouxeram com elas cravos brancos!



Segunda-feira, Junho 15, 2009

Escapadinha II

Entrámos por aqui...


Caminhámos sobre as muralhas...

Admirámos estas ruínas, orgulhosamente de pé, a continurem a fazer a História...



Deste País, cuja bandeira verde-rubra desfraldada ao vento nos incentiva a não baixarmos os braços!
Nota:
Onde fica este castelo?
Facílimo!


Sexta-feira, Junho 12, 2009

Escapadinha

Começámos por aqui...



Por onde?
Claro que a Oris sabe, mas não diz logo como é seu hábito!

Quarta-feira, Junho 03, 2009

O tempo das cerejas

O tempo das cerejas, pelo menos na minha cerejeira, está a chegar ao fim.
Resta este braço enxertado há uns anos, pelo meu fiel jardineiro, no tronco principal.

Entretanto a nespereira, graças à tremenda poda que levou, limitou-se a estas duas nêsperas, havia uma terceira que secou...
Era a minha!

Finalmente as ameixas estão a começar a amadurar.
Como ficam vermelhinhas quase todas ao mesmo tempo, lá terei eu que fazer doce...

Lamento, mas não tenho mais nada para dizer!

Terça-feira, Maio 26, 2009

Para encerrar o mês de Maio...



Em que cidade se encontra esta igreja e como se chama?


Nota:
Não acertem à primeira para eu pensar que é dfícil!

Quinta-feira, Maio 21, 2009

Arrependimento...

Ontem, em Leiria, encontrei esta original forma de alguém pedir desculpa ao ser amado sem sujar uma parede.
Achei lindo!

Domingo, Maio 17, 2009

Caminhos de solidão...

Em melancólicos fins de tarde...


...gosto de percorrer...

...caminhos de solidão...




Quinta-feira, Maio 14, 2009

Aos poucos...

Aos poucos os morangos vão amadurecendo...


as cerejas também e antes que os melros as comam todas...



já dá para uma sobremesa, em tempo de crise!




Terça-feira, Maio 12, 2009

Em Portalegre...

Já que foram tão rápidos a decifrar o enigma, deixo-vos um brinde!


"Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros




Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
-Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.
.................................................
José Régio
(1901-1969)
E porque...
"Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
Só sei que não vou por aí!"
Gosto da poesia de José Régio!


Segunda-feira, Maio 11, 2009

À falta de melhor...

Como o último enigma era muito fácil, tanto mais que toda a gente tinha os olhos postos no santo que antes de o ser já o era, aqui vai mais um.
Em que cidade se localiza esta bela Sé?

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Neste 35º aniversário do primeiro 1º de Maio em liberdade...

...estou enojada com os seguintes títulos que hoje encontrei no Expresso:

Eleições sem crise

Partidos duplicam dinheiro para campanhas

Ninguém quis baixar limites de gastos nas campanhas

Quando o desemprego aumenta, a fome alastra, as desigualdades sociais disparam, os partidos que representam os portugueses na Assembleia da República não abrem mão de gastos que são um atentado à situação que o país atravessa.
Daqui vai um abraço de agradecimento para António José Seguro, o único deputado que votou contra a revisão da Lei de Financiamento dos Partidos e Campanhas Eleitorais por a considerar um retrocesso.

Quarta-feira, Abril 29, 2009

Rosas-albardeiras

Eu sei que são plantas selvagens, raras e protegidas....
Como é que foram parar a um dos meus canteirinhos, só o meu "fiel jardineiro" é que sabe!
Aqui, ainda as brancas não estavam abertas, mas também são lindas...

Sexta-feira, Abril 24, 2009

Cantemos o Novo Dia


Olhai que vamos passar, nosso canto é de verdade;
Vinde connosco lutar, nós somos a liberdade.
A terra está toda em flor, o céu é todo alegria,
A nossa voz é de amor, cantemos um novo dia.

Ó jovem que és cavador, semeia, hás-de colher
A papoila é nossa flor, o trigo é nosso querer.
Toda a palavra é de amor, a hora é nossa confia,
Nosso olhar tem mais fulgor, cantemos um novo dia.

Há seiva forte a brotar, novas folhas a nascer;
A Primavera a chegar, os homens querem viver.
A juventude é mais moça quando o amor principia,
Pois se a vida é toda nossa, cantemos o novo dia.

Poema de Luísa Irene musicado por Fernando Lopes Graça

A todos, estejam onde estiveram, que tornaram possível o 25 de Abril de 1974...