quinta-feira, março 12, 2020

Quarentena



Continuo a fazer a minha vida normal, quer dizer com raros contactos sociais, sem ajuntamentos, sem açambarcamentos.
Só não tenho uma janela como esta, rentinha à rua, para ver bem quem passa!
A foto foi tirada no Museu Júlio Dinis, em Ovar.

terça-feira, março 10, 2020

Há sempre uma primeira vez...






Desculpai o lugar comum do título mas não encontrei outro que pudesse sintetizar estas minhas mini-férias.
Fui sozinha passar uma semana à Pousada da Ria.
Foi como se fosse um retiro espiritual.
Pouca gente, paisagem maravilhosa, muito conforto nas instalações e muito profissionalismo por parte dos funcionários.
Deixo-vos algumas fotos da ria, uma da igreja de Válega nos arredores de Ovar que tem uma fachada de azulejos coloridos, bem como o interior, fugindo ao tradicional azul e branco e ainda um pormenor do Museu Júlio Dinis também em Ovar.








sábado, fevereiro 29, 2020

É assim a natureza!

Ameixieira em flor



Glicínea em flor



A primeira flor do pessegueiro



É assim a natureza, não se esquece, não se engana, não nos engana, já a natureza humana deixa muito a desejar!

domingo, fevereiro 16, 2020

A poesia não é de quem a escreve...



Talvez por ser o Dia dos Namorados a RTP2 passou no dia 14 este belíssimo filme.
Revê-lo foi sorrir com a ingenuidade do carteiro, foi ficar enternecida com o seu amor por Beatrice, foi rever o conceito de metáfora, foi prestar mais atenção a alguns diálogos.
Às tantas, quando confrontado com o "roubo" do poema para Beatrice, Mario responde que a poesia não é de quem a faz mas de quem necessita dela!
Revê-lo foi também sofrer com a morte de um idealista, alguém que aprendeu com Neruda que a voz do povo é para ser ouvida.

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Dia Mundial da Rádio



Hoje assinala-se o Dia Mundial da Rádio!
Ouço rádio todos os dias, sobretudo no carro e no quarto e, muitas vezes, nem sei bem porquê, estou em sintonia com estações de rádio locais ou regionais.
São estações que vivem da publicidade de toda a espécie de comércio e nos programas que preenchem o seu horário predominam os discos pedidos, antecedidos por frases publicitárias que devem ser repetidas por quem telefona a solicitar a audição de um disco.
Entre locutores e ouvintes há uma enorme familiaridade decorrente da assiduidade dos telefonemas e do conhecimento mútuo.
Os ouvintes tanto são trabalhadores cujas tarefas não os impedem de ouvir rádio, como são donas de casa atarefadas nas suas lides ou aposentados em tempo de descanso.
Normalmente pedem música portuguesa que dedicam à família que está próxima ou no estrangeiro, a amigos e mesmo aos próprios locutores de serviço.
No fundo é um serviço de proximidade que quebra a monotonia, a solidão mas também incentiva o gosto por dois dedos de conversa.
Alguém se lembra do célebre Matos Maia?

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Passeio Cultural

Há dias, integrada numa Associação Cultural de Leiria, tive a oportunidade de visitar o Palácio de Queluz e uma exposição de obras de Picasso.
As duas visitas foram guiadas.



O Palácio Nacional de Queluz é um palácio do século XVIII e foi um dos últimos edifícios em estilo rococó erguidos na Europa e foi construído como um recanto de Verão para D. Pedro de Bragança, que viria a ser mais tarde marido e rei consorte de sua sobrinha, a rainha D. Maria I de Portugal.
Para vergonha minha nunca lá tinha entrado, fiquei maravilhada com o seu interior e com os seus jardins, aproveitando também para fazer umas revisões da História de Portugal.


A exposição de Picasso localizava-se no Palácio Anjos em Algés.
Nesta exposição torna-se manifesta a relação entre os diferentes recursos expressivos que o artista utiliza. O uso da cor ou da monocromia é veiculado de forma igual tanto nos desenhos como nas suas cerâmicas, com claros paralelismos entre eles.
Desconhecia, de todo, que Picasso também tinha sido ceramista. Alguém me disse que essa sua faceta está bem patente no Museu Picasso em Barcelona.
Apesar de já ter visitado por duas vezes esta cidade o museu ficou sempre por ver.
O almoço, realizado entre as duas visitas, foi servido num restaurante à beira do Tejo.
Foi um belíssimo programa.

Nota: As informações que se encontram a negrito fazem parte, respectivamente, de um desdobrável fornecido pela Associação  e de uma publicação do Palácio Anjos.

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Sabedoria popular

" Se a Senhora das Candeias rir o Inverno está para vir, se a Senhora das Candeias chorar está o Inverno para acabar!"
O Dia da Senhora das Candeias, para os menos entendidos no calendário religioso, é a 2 de Fevereiro e tem um significado especial para os católicos uma vez que festejam a Apresentação de Jesus no Templo, 40 dias depois do Natal.
Não quero alongar-me  com este tema porque o objectivo é recordar a meteorologia desse dia.
Recordam-se?
Esteve um lindo dia, cheio de sol!
Conclusão: está o Inverno para vir, mas estará mesmo?
Penso que as alterações climáticas vão destruir a sabedoria popular.

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Cascata fotográfica



Escorrem pela parede rostos encaixilhados, alguns o meu filho não chegou a conhecer, para não falar dos meus netos.
Assim, no meu escritório existe uma cascata fotográfica.
Quando já cá não estiver a cascata irá ser encaixotada, penso eu ao olhar para a parede que tão insensatamente enchi de rostos familiares!

quinta-feira, janeiro 30, 2020

A memória não usa óculos


Este livro que terminei há dias levou-me a reflectir sobre o estado da minha memória.




Às tantas, o narrador fala do Museu do Prado e deste quadro intitulado "Artemisa" de Rembrandt. Segundo ele "o único Rembrandt seguro" deste museu.
Uma vez que conheço o Museu do Prado fiz um esforço de memória e só consegui visualizar "Las meniñas" de Velásquez e até cheguei ao pormenor da parede e da posição do quadro na mesma.
Fui ao Google e lá estava Artemisa.
Repeti a leitura do extracto  que refere o quadro e nada.
Via-o pela primeira vez.
Como também diz o narrador numa das passagens deste livro bem interessante, "a memória não usa óculos".

sexta-feira, janeiro 17, 2020

Caixa de óculos

Passei a usar óculos para ler, já na casa dos cinquenta bem avançados, e com isso adquiri um senão, nunca sabia dos óculos e muito menos da respectiva caixa.
No Verão comecei a ter dificuldades em ver ao longe e de noite a situação agravou-se muito rapidamente na condução. Todas as luzes se transformaram em estrelas de Natal e só conseguia ler as placas de sinalização já em cima delas.
A semana passada fui ao oftalmologista e recebi a sentença de ter de usar óculos sempre, optei pelos progressivos e também espero que sejam progressistas.
Agora já não procuro os óculos e muito menos a caixa, passei eu a ser a "caixa de óculos"!