domingo, Novembro 23, 2014

Prova de vida...




Ontem, o Chorus Auris assinalou o seu 42º aniversário com um concerto onde estiveram presentes os coros indicados no cartaz.
Aproveitámos a data para apresentarmos uma nova composição que, contra algumas expectativas mais negativas, até não correu nada mal!É precisamente esta que registo aqui, apesar de não ter o melhor som.
Pelas palmas parece que o espectáculo foi do agrado do público presente.
Com esta "postagem" apenas pretendo dar uma prova de vida!

segunda-feira, Novembro 17, 2014

Ninguém é de ninguém...

"Ninguém é de ninguém
Na vida tudo passa
Ninguém é de ninguém
Até quem nos abraça..."

São os primeiros versos de uma música brasileira bem antiga e muito conhecida.
É verdade que todos somos livres e temos o direito a escolher os caminhos que trilhamos mas o meu pensamento está com os pais, familiares e amigos de João Marinho, o jovem português que se encontra perdido naquela beleza gelada e agreste que são os Picos da Europa!

segunda-feira, Novembro 10, 2014

A azeitona não está preta...

Na semana passada passámos pelo olival para ver o estado da azeitona e como prevíamos é pouquíssima, tem bicho e nem sequer está preta! O tempo não lhe correu de feição!
As fotos são de há dois anos...





Costumamos dar a apanha a pessoas conhecidas que entendem bem do ofício e em troca recebemos uma parte em azeite.
Já no ano passado o olival deu pouco mas de boa qualidade, este ano a pouca que há ficará nas oliveiras.
A canção popular "Chapéu Preto" que tem uma quadra alusiva à azeitona não se poderá cantar por aqui.

A azeitona já está preta
Já se pode armar aos tordos.
Diz-me lá, ó cara linda, 
Como vais de amores novos.

sexta-feira, Novembro 07, 2014

"November"



Com o desejo de um bom fim de semana deixo-vos com uma descoberta recente!

quinta-feira, Novembro 06, 2014

Há cidades acesas

No aniversário do nascimento de Sophia de Mello...

Há cidades acesas na distância,
Magnéticas e fundas como luas,
Descampados em flor e negras ruas
Cheias de exaltação e ressonância.

Há cidades acesas cujo lume
Destrói a insegurança dos meus passos,
E o anjo do real abre os seus braços
Em nardos que me matam de perfume.

E eu tenho de partir para saber
Quem sou, para saber qual é o nome
Do profundo existir que me consome
Neste país de névoa e de não ser.


terça-feira, Novembro 04, 2014

Novembro


(foto da net)


O tempo está assim!
Ora chove, ora faz sol...
Quando era miúda, nestas ocasiões cantarolava:

"Está a chover e a fazer sol
E as velhas a dançar em Rio Maior!"

Lembro ainda um ditado de novembro:

Em novembro põe tudo a secar, que pode o sol não voltar.

sexta-feira, Outubro 31, 2014

Feiticeira




Qual Halloween, qual quê?

quarta-feira, Outubro 29, 2014

Ainda "Os Maias"

Ainda "Os Mais" porque, na verdade, reler esta obra e continuar com outras de menor fôlego levam-me a estar só na página 456.
Já me ficou para trás, há dias, o episódio das corridas no hipódromo e não posso deixar de transcrever um pequeno extracto.

"D. Maria da Cunha erguera-se para lhes falar: e durante um momento ouviu-se, como um gluglu grosso de peru, a voz da baronesa (ministra da Baviera) achando que c´était charmant, c´était beau. O barão, aos pulinhos, aos risinhos trouvait ça ravissant. E o Alencar, diante daqueles estrangeiros que não o tinham saudado, apurava a sua atitude de grande homem nacional, retorcendo a ponta dos bigodes, alçando mais a fronte nua.
Quando eles seguiram para a tribuna, e a boa D. Maria se tornou a sentar, o poeta, indignado, declarou que abominava os alemães! O ar de sobranceria com que aquela ministra, com feitio de barrica, deixando sair o sebo por todas as costuras do vestido, o olhara, a ele! Ora, a insolente baleia!"

Embora o desamor de Alencar pelos alemães me pareça, neste contexto, mais uma questão de despeito não deixa de ser significativa esta passagem que veicula de forma implícita um sentimento mais generalizado mesmo da parte do narrador com o opinativo "como um gluglu grosso de peru..."
Talvez tenha que chegar à conclusão que este desamor pelos alemães vem de longe, muito antes da TROICA nos ter atingido tão profundamente!

Nota: Se a Teresa, a "nossa" amiga da Alemanha, passar por aqui espero que não me leve a mal.

domingo, Outubro 26, 2014

Casamentos


(foto da net)

Chega esta época e eu não consigo resistir a estes "casamentos" como era nomeada a junção de figos secos com nozes lá na aldeia onde nasci.
Os meus avós paternos tinham muitas figueiras e algumas nogueiras e desde sempre essa "iguaria" fez parte dos meus outonos.
Embora o tempo ainda não convide à lareira, eu já iniciei o ritual de passar o serão com uma cestinha de figos secos e outra de nozes ao lado e, armada de quebra-nozes, toca de fazer "casamentos" e comê-los...acompanhados com vinho do Porto ou ginja ainda são melhores mas isso só o faço muito de vez em quando!
Os figos tenho que os comprar porque não me calhou em herança nenhum figueiral mas as nozes são duma nogueira plantada pelo meu pai e que resiste no quintal duma velha casa que era do meu bisavô paterno, do lado do avô e que a minha irmã, co-proprietária, me faz chegar já prontas a partir.

quarta-feira, Outubro 22, 2014

Caminhos



Cada um tem seus caminhos...



Enevoados, lacrimosos...


Lamacentos, sinuosos...


Líquidos, transparentes...


Conducentes a um objectivo bem definido...


Ao sabor do vento e das 
águas...


Pelo azul dos céus...


De passagem para a outra margem...