sábado, Abril 19, 2014

Descolonizar



Descolonizar foi um dos três D (s) do 25 de Abril!
E o que é que esta canção tem a ver com a festa pascal que atravessamos?
A Guerra Colonial foi uma Via Sacra para o Portugueses!

quarta-feira, Abril 16, 2014

Censura

A 14 de Abril de 1910 nascia Soeiro Pereira Gomes, escritor neo-realista e autor de "Esteiros" (1941).  Esta foi a sua  última obra publicada em vida e onde diz na primeira página " Para os filhos dos homens que nunca foram meninos escrevi este livro".
Após a sua publicação as autoridades competentes elaboraram o despacho que podem visualizar em baixo.
Não era apenas com o lápis azul que se fazia Censura e se restringia a Liberdade de escrita.


É só mais um contributo para festejarmos Abril!

sábado, Abril 12, 2014

Apesar de Você



Esta também pode ser considerada uma canção metáfora de Abril!
Do outro lado do mar também se lutava contra a ditadura...
A cantiga sempre foi uma arma!
Desejo-vos um bom fim de semana!

quinta-feira, Abril 10, 2014

Canções de Abril



Um pouco por toda a cidade vão-se realizando eventos comemorativos dos 40 anos do 25 de Abril.
Ontem foi dia de alinhar numa actividade organizada pela Biblioteca Orlando Ribeiro em parceria com a Junta de Freguesia do Lumiar.
Embora não seja muito legível, podemos verificar que esta autarquia organizou um vasto programa para todo o mês de Abril.




Foi este o tema em debate e pudemos relembrar, cantar e acompanhar com alguns instrumentos musicais as canções mais significativas no contexto do antes e do pós 25 de Abril.
"A Trova do Vento que Passa", "Os Vampiros" e "Grândola, Vila Morena" não puderam faltar...
Foram ainda passadas imagens da partida dos paquetes com tropas para o Ultramar, de cenas de guerra com feridos e ainda do 25 de Abril e das suas canções-senha, "E depois do Adeus" e "Grândola..."
Alguns dos presentes deram o seu testemunho sobre a guerra colonial, a repressão que se vivia na época, a forma como adquiriam os discos de vinil proibidos pela censura, também pude contar como adquiri, em Setúbal, onde dava aulas na altura, o meu primeiro disco de Zeca Afonso.
"Liberdade" de Sérgio Godinho foi a canção com que terminámos a sessão, com um certo sabor amargo na boca por constatarmos que, afinal, ainda não há Liberdade a sério uma vez que no actual contexto  o Pão, a Habitação, a Educação e a Saúde não estão asseguradas a milhares de portugueses.




Foram ainda oferecidos crachás com imagens e versos alusivos à data festejada.
Pude ficar com estes três, o verde tem versos de Manuel Alegre e o vermelho de Ary dos Santos.

segunda-feira, Abril 07, 2014

Definitivos ou Provisórios?

Quem se lembra?



E os cortes nas pensões e vencimentos serão...definitivos ou provisórios?

sexta-feira, Abril 04, 2014

40 Anos - 40 Fotos

Uma aberta no tempo possibilitou-me uma ida até à Praça de Londres onde se encontra patente uma exposição fotográfica a céu aberto, lembrando os 40 anos da Revolução de Abril.
As fotos são de Eduardo Gageiro e de Luís Carvalho e retratam factos ocorridos a 25 e 26 de Abril e ainda no 1º de Maio de 1974.
Lamento que as minhas fracas qualidades de fotógrafa aliadas às da máquina não as tenham captado com a devida nitidez e enquadramento.
Muitas fotos eram minhas conhecidas mas também encontrei algumas que nunca tinha visto.
Aqui deixo, para quem vive longe da capital e não pode visitá-la, uma pequena amostragem!
















Esta teve um tratamento especial no Picasa!




terça-feira, Abril 01, 2014

Dia Internacional do Livro Infantil


O "Jornal do Metro" lembrou-me com esta breve notícia que amanhã é o Dia Internacional do Livro Infantil:

Boa notícia do dia

Dia Internacional do Livro Infantil é já amanhã

Um apelo à leitura e ao uso da imaginação marca a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil, que se assinala amanhã, e que é divulgado em forma de carta para as crianças de todo o mundo. A mensagem é assinada pela escritora irlandesa Siobhán Parkinson e divulgada pelo Conselho Internacional sobre Literatura para Jovens, para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil, amanhã, coincidindo com o dia de aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Em Portugal, a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é acompanhada de um cartaz com uma ilustração de Ana Biscaia, que venceu em 2013 o prémio Nacional de Ilustração.



Este foi um dos cartazes alusivos à efeméride que encontrei na net mas não sei se será aquele que é referido na notícia. O nome do autor não é legível.




Os livros da minha primeira infância que me vieram logo à lembrança foram os da "Colecção Formiguinha" talvez por terem sido os primeiros comprados mesmo para mim...


...bem como os álbuns do Cavaleiro Andante que lia em casa de uma amiga e que eram pertença dos seus dois irmãos já mais crescidos!
Claro que todos os dias são dias para as nossas crianças lerem mesmo aquelas que ainda não lêem!
E vós, que livros recordais, imediatamente, neste contexto?





domingo, Março 30, 2014

Neste fim de semana andei por aqui...


Esperava-nos uma casinha bem simpática...


Com uma piscina onde não foi possível mergulhar porque estava frio...




Com pachorrentos animais a pastar quase na praia...


A povoação bem branquinha e em plano inclinado...


Com uma capela bem modesta com vista para as águas...


...prateadas



e com um belo pôr do sol...


Para descobrir que afinal havia outra!


É bem fácil descobrir por onde andei!

quarta-feira, Março 26, 2014

A Rapariga que Roubava Livros


O mundo dos livros é infinito e lermos todos os livros que nos parecem aliciantes é uma tarefa  bem difícil, mesmo impossível.
Pelo meu aniversário, em data bem recente, recebi este que li em oito dias, não só pelo interesse que me despertou mas também por ter muito tempo disponível nas mini-férias acabadas de gozar.
A acção decorre em Molching, um pequeno subúrbio de Munique e vai de 1939 a 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, embora no final tenhamos informações mais actualizadas.
A narradora desta história é a Morte e logo aqui se sente alguma estranheza, mas, apesar da escassez de tudo o que é fundamental à vida e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes à medida em que os Aliados avançam, há quem não tenha perdido a capacidade de sonhar na Rua Himmel, uma rua pobre de gente pobre, com um nome bem irónico...ou talvez não.
É uma história de livros e com livros dentro, de crianças e de adultos, de judeus escondidos por alemães e de alemães que destroem o património de judeus, de marchas forçadas a caminho de Dachau...

"Observando tudo isto, Liesel (a rapariga que roubava livros) teve a  certeza de que aqueles eram os mais miseráveis seres vivos. Foi isso que escreveu acerca deles. As suas caras macilentas achavam-se retesadas de angústia. A fome devorava-os enquanto eles prosseguiam, alguns de olhos no chão para evitar as pessoas à beira da estrada. Uns fitavam suplicantes aqueles que tinham vindo observar a sua humilhação, esse prelúdio às suas mortes, outros imploravam a alguém, não importava quem, que avançasse e os apanhasse nos seus braços.
Ninguém avançou.
Quer observassem essa parada com orgulho, temor ou vergonha, ninguém avançou para a interromper. Por enquanto.

No último capítulo ficamos a saber que Liesel, a rapariga que roubava livros, terminou os seus dias em Sidney, na Austrália e nos agradecimentos do autor australiano, Markus Zusak, podemos pressupor que talvez haja muito de real nesta narrativa que recomendo pela originalidade da sua estrutura, pela linguagem que vai do poético ao boçal, pela acção em si que nos mostra não só o sofrimento dos judeus mas também o dos alemães. 
Agora gostaria de ver o filme mas tenho receio de ficar desapontada!

segunda-feira, Março 24, 2014

Mini-férias


Foram manhãs brancas, azuis...


...azuis, límpidas, bordadas...


...rendilhadas, atapetadas de verde...


...e até com uma jangada de pedra!


Tardes douradas de esplanada debruçada sobre o mar com veleiros ao fundo...




...e gaivotas atrevidas passeando-se no areal.


Houve anoiteceres incandescentes...


...e flores modestas...

...a lembrar que a Primavera estava a bater à porta.

Tudo isto na última semana de Inverno, no Algarve!

quinta-feira, Março 13, 2014

Museu da Cidade


O Museu da Cidade de Lisboa localiza-se no Campo Grande e encontra-se instalado nas dependências e jardins do Palácio Pimenta, desde 1979.
Este palácio foi mandado construir pelo rei D. João V, em meados do séc. XVIII, para a sua amante Madre Paula, uma freira do Convento de São Dinis, em Odivelas.



Neste momento encontra-se num dos jardins do palácio esta exposição temporária que pode ser visitada no Pavilhão Preto.
Confesso que desconhecia este artista e fiquei deveras impressionada com o tamanho das  telas, com as cores fortes das mesmas e com o seu currículo.





Embora não tenha ficado muito boa esta foi a melhor foto que consegui tirar.



Dentro do Jardim do Bucho, separado do principal por muros e um portão, encontra-se, penso que desde 2010, o Jardim Bordalo Pinheiro, um projecto concebido por Joana de Vasconcelos que mandou reproduzir na famosa fábrica das Caldas da Rainha, numa escala superior ao normal, cerca de 1200 peças (animais e outros elementos naturais) do caricaturista e ceramista que dá o nome ao jardim. 
Estas peças decoram fontes, ramagens, paredes, muros e até uma chaminé (embora esta não fique dentro do referido espaço).





















No jardim principal onde se encontra o Pavilhão Preto e também o Branco onde não cheguei a entrar pavoneiam-se vários pavões.
De referir que nas exposições dos pavilhões que se encontram no jardim principal bem como no Jardim Bordalo Pinheiro a entrada é gratuita.
Este foi o passeio de ontem porque o tempo primaveril já convida a deambularmos um pouco pela cidade.
Mas há que voltar ao Museu porque o principal ficou por visitar.