quarta-feira, novembro 13, 2019

Silêncio

Com o frio e a chuva a minha tendência para a clausura acentua-se, quase sem controlo.
Por isso há dias que, além dos miados dos gatos, apenas ouço as vozes da TV e de quem me telefona ou a quem telefono todos os dias - o meu filho, a minha irmã e uma amiga, de resto  é o silêncio completo!
A propósito de vozes dizem que é o som delas que esquecemos mais rapidamente quando alguém muito querido parte para sempre.
E é bem verdade!

sábado, novembro 09, 2019

Sem-abrigo

A jovem mãe sem-abrigo já não anda à deriva na rua, segundo a capa do JN encontra-se em prisão preventiva.
Nas redes sociais, logo que o bebé foi encontrado, surgiram inúmeras críticas contra a mãe por tal procedimento.
Mas quem sou eu para julgar uma jovem que dá à luz na rua, em condições miseráveis e que coloca o seu filho num contentor, completamente desorientada?
O menino está a salvo, felizmente!
A mãe ninguém a salvou a tempo!
Espero que lhe prestem todos os cuidados de saúde, que não se limitem apenas a condená-la e que a ajudem a ultrapassar este drama.

quarta-feira, novembro 06, 2019

Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen



Impossível deixar de assinalar o centenário de Sophia!
Ontem tive o prazer de ver na RTP1 o programa, em repetição, "Sophia de Mello na 1ª Pessoa e assim recordar alguns dos seus belos e encantatórios poemas.
Aqui vos deixo um que não ouvi ontem mas que me diz muito.

Sei que estou só

Sei que estou só e gelo entre as folhagens
Nenhuma gruta me pode proteger
Como um laço deslaça-se o meu ser
E nos meus olhos morrem as paisagens.

Desligo da minha alma a melodia
Que inventei no ar. Tombo das imagens
Como um pássaro morto das folhagens
Tombando se desfaz na terra fria.

In Coral

domingo, novembro 03, 2019

Tradições


























A minha habitual preguiça/lentidão só hoje me leva a falar desta tradição.
Depois de terem festejado o Halloween na noite de 31 no ATL em Lisboa e de andarem de porta em porta pelo bairro, os rapazes chegaram no dia 1 ainda a tempo de, munidos das suas sacas personalizadas, percorrem o meu bairro antes do almoço, na companhia do pai.
Voltaram felizes, carregados de doces e com moedas também.
Em criança eu fiz o mesmo e o meu filho também, só que nessa altura não havia Halloween.
Cheguei a ser crítica desta modernidade mas há muito que a aceitei.
Afinal uma celebração não anula a outra!
Mas tenho pena de só ter tido 15 crianças a baterem-me à porta com a frase/senha:
- Ó tia, dá bolinho?

quinta-feira, outubro 31, 2019

Almazio


Ontem, embora chovesse, ganhei coragem e fui ver se havia azeitona no meu olival cuja propriedade  se perde na lonjura dos tempos, para lá do meu trisavô paterno.
Há azeitona não muito grossa mas pela amostragem à beira da estrada é capaz de valer o trabalho de apanhá-la.
No ano passado, devido às circunstâncias, não conseguimos que alguém a apanhasse, mesmo dada.
Este ano penso ter encontrado uma candidata que me fará o favor de apanhar a azeitona, limpar as oliveiras e não peço nada em troca.
Quanto às oliveiras do lado do meu fiel jardineiro, espalhadas por vários terrenos, nem sei onde ficam.
E assim vai a maioria da pequena propriedade do nosso País, de "almazio" como se diz na minha terra de origem!

segunda-feira, outubro 28, 2019

Voo



Fixá-los em voo também é voar com eles!

quinta-feira, outubro 24, 2019

A seco

Sem imagens que exemplifiquem o que digo e penso, a seco!
Estamos a viver um Holocausto a prestações e as câmaras  de gás agora são camiões frigoríficos, barcos naufragados no Mediterrâneo, cidades bombardeadas, arame farpado, muros, sei lá mais o quê.
E vivemos em directo o Mundo a ferro e fogo!

domingo, outubro 20, 2019

Viajar em grupo

A minha experiência de viajar em grupo era praticamente nula, tirando as visitas de estudo como aluna, como professora e as actuações dentro e fora do país como coralista.





Assim, para testar a minha resistência física , viajei até à Polónia de onde regressei há dias.
Gostei do que vi, acompanhada por excelentes guias locais, conheci um pouco mais da História deste país verde e dourado nesta época do ano, marcado por lutas e dores, em plena reconstrução e onde a Igreja Católica tem uma enorme influência sobre o poder político.
Visitei Varsóvia, Cracóvia, Czestochowa, as milenares minas de sal de Wieliczka, Auschwitz-Birkenau, como não podia deixar de ser.








Claro que, se não fosse em grupo, com uma viagem marcada ao pormenor, não teria visto tanta coisa e obtido tanta informação em tão pouco tempo mas, e há sempre um mas, o que andei a pé deixou-me deveras exausta e sem grande vontade de repetir a experiência, embora o grupo fosse pequeno, simpático e com algumas pessoas conhecidas.
Se não o fiz em mais jovem, por manifesta aversão do meu companheiro de vida por viagens em grupo, agora, com as mazelas que tenho, torna-se mais complicado.
Passear sim, mas ao meu ritmo e sem horas marcadas para tudo.







Por estranho que pareça, no livro que terminei, já depois do regresso, " A Vida em Surdina", o narrador-protagonista relata uma curta estadia na Polónia.
E foi como se estivesse lá de novo, sobretudo em Auschwitz-Birkenau.
É exactamente como ele descreve este horror transformado em local turístico bem lúgrebe.


sexta-feira, outubro 04, 2019

Leituras



Voltei ao Clube de Leitura de onde me tinha ausentado há cerca de três anos, não fui recebida com palmas mas quase!
Desde criança que ler foi sempre um enorme prazer  mas,  em tempos mais recentes, os meus hábitos de leitura ficaram muito a desejar.
Agora cá estou eu de novo a ler três livros e o avanço nas narrativas encontra-se da esquerda para a direita. O do meio é o próximo em discussão no Clube e estou a achá-lo deveras interessante.

quarta-feira, outubro 02, 2019

Vindima



Apesar do mau aspecto a minha parreira ainda me presenteou com esta e com outra cesta de uvas.
Há muitos bagos secos e podres pelo meio mas, depois de uma escolha, tenho podido deliciar-me com elas.
Este post é apenas para recordar que não desapareci de novo!