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quinta-feira, janeiro 23, 2014

Livros e Leituras

Todos nós temos critérios que nos guiam na compra de livros e ou na sua leitura.
Sugestões de amigos, prémios e conhecimento dos autores, críticas literárias, "obrigações" decorrentes da frequência de Clubes de Leitura, títulos e ou capas sugestivas, género literário, etc.
Penso que já segui todos estes critérios.
Os dois últimos livros que li não foram escolhidos pelas mesmas razões.



"Fugas" de Alice Munro foi escolhido pelo facto de a autora ter recebido o Prémio Nobel, por ser um livro de contos e porque achei o título interessante.
Gostei bastante destas oito histórias de mulheres de todas as idades e de origens diferentes, da sua interacção com amigos, amantes, pais, filhos, maridos e das escolhas que ocorrem num ambiente que reconhecemos como real.
Deixo-vos uma pequena transcrição.

"Está tão feliz. Antes nunca ficava feliz ou infeliz com as coisas que podia fazer, era uma coisa que dava por garantida. Agora tem os olhos a brilhar como se os tivesse lavado de sujidade, e a voz soa como se tivesse refrescado a garganta com água doce."



A compra de "A Irmã" de Sándor Márai apenas se prendeu com o conhecimento que tinha do autor por já ter lido do mesmo "As Velas Ardem até ao Fim" e " A Herança de Eszter" no âmbito do Clube de Leitura que frequentava e dos quais gostei bastante. Penso que cheguei a falar aqui deste último.
Mas aconteceu-me algo de inusitado.
Consegui ultrapassar mais de metade do livro sem me entusiasmar com a sua leitura, teimei e, às tantas, começou a prender-me a atenção mas, precisamente, pelo facto de explicar/falar da doença do protagonista a partir de uma perspectiva com a qual nunca concordei mas que me alertou para a possibilidade de o meu juízo de valor sobre o tema poder não estar certo...
Depois, a caminhar para o fim, a narrativa voltou, segundo o meu ponto de vista, a ser pouco interessante, terminando de uma forma estranha. 
Devo acrescentar que é uma narrativa dentro de outra.
Penso não voltar a insistir na leitura de obras de Sándor Márai, considerado um grande escritor húngaro que se suicidou em 1989, em S. Diego, na Califórnia, USA onde se exilou em 1948.
Deixo também uma pequena transcrição:

"No fundo da vida há uma espécie de preguiça, derivada do nihilismo que causa a doença. Eu só posso tratar o doente."

domingo, setembro 02, 2012

Escolha de livros...

Na minha longa vida de leitora foram apenas duas as vezes em que escolhi livros pelo título.


 Foi assim que escolhi "Abraço" de José Luís Peixoto e posso acrescentar que além do título a capa com o cavalinho também me agradou muito.
Lembra-me um que está no sótão à espera de ir para Lisboa...embora o da capa seja dos fixos que encontramos nos parques infantis.
Abraço é a palavra que deixo no final de quase todos os comentários que faço nos blogues que visito...são poucos aqueles onde não deixo o meu Abraço...
Sou mais de abraços do que de beijos...
É um livro de crónicas, género que muito aprecio sobretudo quando a capacidade de concentração e o tempo de leitura são escassos.
Ando com ele entre mãos há uns tempos e será para ler devagar.
Aqui na blogosfera já vi várias  referências ao mesmo, nem todas no mesmo sentido.
Embora o objectivo não seja comentá-lo quero apenas dizer que há crónicas muito diversas onde a infância do autor é entrelaçada com diálogos com os filhos pequenos que estão a crescer separados, reflexões sobre tudo isso e ainda  a memória do tempo que passou menos ou mais recentemente  mas onde a família tem um papel relevante. 


Numa época da minha vida em que procurava a resposta para a pressuposta pergunta do título comprei este livro de Rui Cardoso Martins. Era a sua primeira obra.
É um desfiar da dolorosa vivência da interioridade portuguesa, é "um romance onde se cruzam várias histórias sobre suicídios, homicídios, acidentes e outros acontecimentos estranhos. Um denominador comum: a morte."
Procurei-o na estante mas não o encontrei e embora o tenha lido em 2007 lembro-me que apesar de tudo havia na narrativa um certo humor...
E também sei que não encontrei nele a resposta que procurava...
O engraçado da situação é que tanto um como  outro são obras de autores alentejanos, o primeiro de Galveias e o segundo de Portalegre.
Em relação a Rui Cardoso Martins acrescento que acabei de ler o seu segundo livro "Deixem Passar o Homem Invisível" e que talvez venha a falar dele!
Para terminar pergunto aos e às pacientes visitantes se alguma vez escolheram um livro pelo título e ou pela capa?

segunda-feira, agosto 20, 2012

50 livros que toda a gente deve ler...

"Não há listas perfeitas. Escolher 50 livros (ou 100 ) implica sempre deixar de fora muitas obras igualmente importantes - ou até mais importantes - que poderiam com toda a justiça estar no lugar destas. Conscientes de que é impossível agradar a gregos e troianos, pretendemos fazer uma seleção equilibrada, com natural predomínio dos clássicos (essas obras que já passaram o crivo do tempo e entraram no cânone), mas também com algumas apostas pessoais dos colaboradores, escolhas talvez menos óbvias e que esperamos possam corresponder a surpresas e descobertas. Estes 50 títulos foram fixados após um processo de sobreposição de várias listas. A ordem em que aparecem não reflete qualquer juízo de valor comparativo. E uma coisa é certa: mais ou menos consensuais, todos os livros sugeridos nas próximas páginas têm uma qualidade literária acima de qualquer suspeita."

In Revista Atual do Expresso de 18 de Agosto

Esta é a introdução que achei por bem transcrever, contudo não irei colocar a lista dos tais 50 "magníficos" por me parecer demasiado longa para a paciência dos meus e minhas visitantes.
Muitos e muitas a terão lido e limito-me a referir aqueles que fazem parte da minha...e já chega para vos pôr à prova!
Assim cá seguem:

Guerra E Paz - Lev Tolstói

Crime e Castigo - Fiódor Dostoievski

Os Miseráveis - Victor Hugo ( em francês )

O Coração Das Trevas - Joseph Conrad

O Processo - Franz Kafka

Madame Bovary - Gustave Flaubert ( em francês )

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Lolita - Vladimir Nabokov

O Vermelho E O Negro - Stendhal

Os Maias - Eça de Queirós

Poesia - Álvaro de Campos

O Monte Dos Vendavais - Emily Brontë

O Ano Da Morte De Ricardo Reis - José Saramago

Cândido Ou O Optimismo - Voltaire ( em francês )

Odisseia - Homero

Obra Poética _ Sophia de Mello B. Andresen

Nota: Se tiverem tempo e ou paciência gostaria de saber da lista dos 50 ( se a conhecem ) ou da minha os que já leram.
Confesso que fiquei um pouco desmoralizada pelo número reduzido de livros lidos!