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segunda-feira, outubro 14, 2013

14ª Festa do Cinema Francês

Começou no dia 10, como é visível no cartaz, a 14ª Festa do Cinema Francês que decorre no S. Jorge, em Lisboa mas que vai estar presente em várias cidades do país. 




Ontem fui ver "On Connait la Chanson" um filme de 1997, dirigido por esse grande mestre que é Alain Renais.
É um filme irónico, divertido, pitoresco onde a música está constantemente presente.
São quase quarenta as canções francesas que tive o prazer de recordar, embora não na íntegra.
É assim um musical onde as personagens fazem detonar em play back quer ao nível do consciente, quer do inconsciente vários tipos de canções que acabam por também dar um tom bem ligeiro ao filme.


Agnès Jaoui, presente na sala e uma das principais personagens do filme, é a madrinha desta Festa.
Para quem gosta de francês, aqui num registo muito rápido, urbano e burguês e para quem gosta de música francesa aconselho-o vivamente.



E porque já estava fora de casa e havia um intervalo de meia hora entre eles acabei por ver "Hiroshima, Mon Amour" também dirigido por Alain Renais, com um roteiro de Marguerite Duras.
A acção passa-se em 1959, como o título indica, na cidade martirizada pela bomba atómica em 1945, com algumas imagens que penso serem de arquivo.
Uma francesa e um japonês mantêm um relacionamento amoroso e fulgurante durante o qual acabamos por conhecer o grande drama da jovem francesa.
Durante a guerra, com apenas 18 anos, apaixonou-se por um soldado alemão e acabou por sofrer as consequências dessa "traição" à pátria - cabelo rapado e encerrada pelos pais (que também foram hostilizados pela população) durante dois anos numa cave fria e húmida.
Aos vinte anos partiu para Paris e não voltou a Nevers.
É um filme a preto e branco, de uma enorme densidade dramática, duro, pesado, onde predomina o monólogo/diálogo/silêncio quase só com as duas personagens em cena como se fosse uma peça de teatro. A linguagem é límpida, correcta, pura, arrastada...
Hiroshima-Nevers serão os nomes que ficarão retidos na memória de cada um. 
Para mim o tema do mesmo é "o medo do esquecimento"!
Este é um clássico já visto pela maioria das pessoas mas que me andava a passar ao lado há anos! 

sábado, outubro 13, 2012

Festa do Cinema Francês


Finalmente, na quinta feira, pude ir assistir ao S. Jorge a um filme integrado na Festa do Cinema Francês.
A escolha recaiu neste cuja imagem retirei da net.
O realizador, Pierre Schöller, estava presente e pude ouvir uma breve introdução ao filme muito mal traduzida por um senhor que se encontrava ao seu lado. Mais valia estar calado porque, naquela plateia, penso que só estaria gente com um enorme gosto pela cultura francesa e conhecedor da língua mas enfim...
De referir que em português o filme foi traduzido para "O Exercício do Poder" e em inglês "O Ministro".
Mostra-nos o quotidiano de um ministro, neste caso do ministro dos Transportes, que, logo no início, tem que lidar com uma situação de grande carga trágica, um acidente com um autocarro escolar com a morte de várias crianças, vai-se movimentado, eficazmente assessorado por conselheiros e secretárias que procuram mantê-lo ao corrente de tudo o que se passa, desde crises económicas, pressões políticas e a luta pelo poder com aproximações e traições entre membros do mesmo governo.
Aqui e além surgem alguns apontamentos do ministro como homem e chefe de família.
É um filme que sentimos muito próximo da nossa realidade, tirando os motins que surgem motivados por possíveis privatizações.
No fim o realizador ficou para um debate ao qual já não assisti pela hora tardia e ter que regressar sozinha a casa.
Mais não avanço porque ainda é possível vê-lo amanhã em Almada!