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terça-feira, julho 19, 2011

Ernestina

O meu gosto por enigmas levou-me a um escritor português que apenas conhecia da crítica literária.
Eu passo a explicar.
Aqui há uns tempos, a Gábi do blog Redonda, que podem encontrar nos meus favoritos, lançou uma questão à qual respondi e ela teve a gentileza de me enviar como prémio este livro de J. Rentes de Carvalho que me deixou rendida à sua prosa.

De ascendência transmontana, J. de Carvalho nasceu em Gaia em 1930, frequentou Românicas e Direito em Lisboa e, por razões políticas, abandonou o país. Viveu no Rio de Janeiro, S. Paulo, Nova Iorque, Paris, acabando por  fixar em 1956, em Amesterdão, na Holanda..
Este romance conta, na primeira pessoa, a  história da sua família originária da aldeia de Estevais, concelho de Mogadouro, provavelmente um pouco ficcionada. 
Entre o cenário da aldeia, da rudeza das terras transmontanas, da luta das suas gentes pela sobrevivência e Gaia/Porto onde nasceu e viveu com os pais move-se uma família com as suas  grandezas e misérias, amores e desamores e  segredos mal adivinhados.
"Ernestina", o nome de sua mãe, é uma homenagem a esta mulher de uma enorme complexidade psicológica e é, estranhamente, o nome de uma jovem referida nas últimas páginas do romance que o autor faz terminar quando tem 15 anos.

Nota: fiz uma muito breve referência à biografia de J. Rentes de Carvalho e uma pequena abordagem do conteúdo deste romance que já vai na 7ª edição na Holanda.
Fiquei fã deste autor e agora vou "lançar-me" a um outro livro seu intitulado "A Amante Holandesa".
Se desse lado houver alguém que possa enriquecer este insípido testemunho, agradecia!

quarta-feira, junho 29, 2011

A Minha Travessa do Ferreira

Visito blogs de vários géneros e entre eles encontram-se alguns que privilegiam enigmas que abrangem assuntos bem diferenciados, desde literários, artísticos, de património natural ou construído, provérbios, personalidades, etc.
De vez em quando passo pela Travessa do Ferreira e foi assim que deparei com um enigma relacionado com um provérbio, tendo conseguido,  por sorte,  aproximar-me razoavelmente da solução e com isso ganhei um prémio.
Quando cheguei das minhas mini-férias tinha em cima da minha secretária um volume que abri, curiosa, tendo deparado com esta obra.

Nunca tinha lido nada deste escritor russo que nasceu na Ucrânia em 1809 e faleceu em Moscovo em 1852, sendo considerado um dos fundadores da moderna Literatura Russa.
Notabilizou-se como contista, romancista e dramaturgo.
 "O Retrato" está classificado como uma das obras-primas do conto universal.
Não queria fazer referência ao blog da Travessa sem ter lido o conto, para poder ir mais além do que um simples apontamento.
É um conto que nos prende do princípio ao fim, não só pelo conteúdo marcado pelo diabólico onde o retrato de um usurário é capaz de exercer uma acção inicial de euforia, de riqueza, de poder social sobre a pessoa que o possui mas que acaba por conduzir o seu proprietário à mais profunda baixeza de sentimentos. O retrato, que exerce forte  atracção sobre os interessados em arte, acaba por passar de mão em mão , levando todos aqueles que não resistiram à sua posse a terminarem de forma trágica, arruinados fisica e psicologicamente.
Uma espécie de "venda da alma ao diabo".
O final é desconcertante e ainda fiquei mais perplexa quando, ao ler a biografia do escritor, conheci pormenores sobre a sua morte.
O meu gosto por enigmas tem-me enriquecido bastante e, neste caso, levou-me a um autor que desconhecia.
Deixo aqui  o endereço do blog que me proporcionou esta leitura tão interessante:
www.aminhatravessadoferreira.blogspot.com

Acrescento que também o tenho na lista de alguns dos blogs que visito.